domingo, 29 de junho de 2008

Casamento

O casamento ou a união permanente de dois seres, como é óbvio, implica o regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no campo da assistência mútua.
Essa união reflete as leis divinas que permitem seja dado um esposo para uma esposa, um companheiro para uma companheira, um coração para outro coração ou vice-versa, na criação e desenvolvimento de valores para a vida.
Imperioso, porém, que a ligação se baseie na responsabilidade recíproca, de vez que a comunhão sexual, um ser humano se entrega a outro ser humano e, por isso mesmo, não deve haver qualquer desconsideração entre si (...)
Indiscutivelmente, nos planos superiores, o liame entre dois seres é espontâneo, composto em vínculos de afinidade inelutável. Na Terra do futuro, as ligações afetivas obedecerão a idêntico princípio e, por antecipação, milhares de criaturas já desfrutam no próprio estágio da encarnação dessas uniões ideais, em que que se jungem psiquicamente uma à outra, sem necessidade da permuta sexual, mais profundamente considerada, a fim de se apoiarem mutuamente, na formação de obras preciosas, na esfera do espírito.
Acontece, no entanto, que milhões de almas, detidas na evolução primária, jazem no Planeta, arraigadas a débitos escabrosos, perante a lei de causa e efeito e, inclinadas que ainda são ao desequilíbrio e ao abuso, exigem severos estatutos dos homens para a regulação das trocas sexuais que lhe dizem respeito, de modo a que não façam salteadores impunes na construção do mundo moral.
Os débitos contraídos por legiões de companheiros da humanidade, portadores de entendimento verde para os temas do amor, determinam a existência de milhões de uniões supostamente infelizes, nas quais a reparação de faltas passadas confere a numerosos ajustes sexuais, sejam eles ou não acobertados pelo beneplácito das leis humanas, o aspecto de ligações francamente expiatórias, com base no sofrimento purificador. De qualquer modo, é forçoso reconhecer que não existem no mundo conjugações afetivas, sejam elas quais forem, sem raízes nos princípios cármicos, nos quais as nossas responsabilidades são esposadas em comum.
Emmanuel

domingo, 22 de junho de 2008

Refazer e corrigir

Ainda é tempo de recompores uma situação infeliz que está ficando para trás.
Enquanto estás no caminho com o outro, há oportunidade para refazer e corrigir. Se ele não aceita a tua disposição, o problema já não é teu.
Enquanto, porém, não te disponha ao ato nobre, permaneces em débito.
O mau momento ocorre sempre. A manutenção dele é opcional do capricho humano.
Saneia-te com a disposição superior de não conservar lixo emocional, buscando todo aquele com quem não foste feliz, a fim de retificar a situação.
Joanna de Ângelis

Cansaço

Este teu cansaço contínuo, acompanhado de insastifação e de mau humor, é sinal vermelho de perigo em tua vida.
Não te bastará dormir, dar descanso ao corpo, se permaneceres emocionalmente inquieto, ansioso.
Assim, dá um balaço dos teus atos, medita profundamente e perceberás que te está faltando o "pão do espírito", que nutre e reconforta.
Reorganiza a vida e busca o equilíbrio, enquanto é tempo.
Joanna de Ângelis

terça-feira, 17 de junho de 2008

Riquezas da vida

À inteligência delegou a divindade os recursos para gerar as bençãos de que o homem necessita para o seu crescimento.

A ela cabe o ministério de mudar as estruturas ambientais, produzindo fatores que ensejam o conforto e favorecem a alegria.

A conquista do dinheiro faz parte do seu programa, em se considerando a condição de vida na Terra, em que as trocas se fazem sob a injução das moedas que propiciam riquezas e misérias...

A riqueza, portanto, está presente no organograma do processo de crescimento da criatura.

Quando mal aplicada, ou posta a serviço do egoísmo, ou responsável pela carência noutras mãos, dá surgimento à pobreza, que não é de Deus, mas dos seus administradores humanos infiéis...

Faz parte da fatalidade das leis soberanas da vida a felicidade.

Alcançá-la mediante o investimento do amor é recurso de que se devem valer todos quantos, malogrando, tombam no impositivo do sofrimento, em cujas faixas comportamentais de ação, a escassez de recursos amoedados se apresenta como metodologia eficiente de reeducação.

Tem, portanto, o homem o direito de lutar pela riqueza, desde que se não afadigue pelo supérfluo, utilizando-se da mesma para propiciar oportunidades felizes, multiplicar empregos, promover o próximo, ampliar as áreas da educação, da moradia, da saúde...

Considera nas tuas aspirações de progresso e de riqueza tudo quanto é necessário ou supérfluo.

Seja a tua abastança razão de alegria para muitos, além do teu estreito círculo afetivo.

Se, todavia, não lograres acumular bens transitórios, tem em mente a importância dos valores eternos e não desfaleças no afã de progredir onde te encontres e sob quais injunções te demores.

Não situes as tuas metas apenas na conquista das riquezas materiais, mantendo a recordação do ensinamento do Mestre que "nem só de pão vive o homem", apoiando-te na "palavra de Deus" e sendo feliz com os recursos de que disponhas, o que não significa manteres-te em indiferença pelos bens humanos ou fugindo do trabalho, que é o grande gerador de todos os valores da vida.

Joanna de Ângelis

sábado, 14 de junho de 2008

A benção do trabalho

Sob pretexto algum te permitas a hora vazia.
Justificando cansaço ou desengano, irritabilidade ou enfado, desespero íntimo ou falta de estímulo, evita cair no desânimo que abre claros na ação do bem, favorecendo a inutilidade e inspirando as idéias perniciosas.
Se supões que todos se voltam contra os teus propósitos superiores, insiste na atividade, que falará com mais eficiência do que tuas palavras.
Coagido pela estafa, muda de atitude mental e renova a tarefa, surpreendendo-te com motivação nova para o prosseguimento do ideal.
Vitimado por injunções íntimas, pertubadoras, que se enraízam no teu passado espiritual, redobra esforços e atua confiante.
O trabalho é, ao lado do coração, o mais eficiente antídoto contra o mal, porquanto conquista valores incalculáveis com que o espírito corrige as imperfeições e disciplina a vontade.
O momento perigoso para o cristão decidido é o do ócio, não o do sofrimento nem o da luta áspera.
Na ociosidade surge e cresce o mal. Na dor e na tarefa fulguram a luz da oração e a chama da fé.
Maledicências e intrigas, vaidades e presunções, calúnias e boatos, despeito e descrédito, inquietação e medo, pensamentos deprimentes e tentações nascem e se alimentam durante a hora vazia (...)
O trabalho se alicerça nas leis de amor que regem o Universo.
Trabalha o verme no solo, o homem na Terra e o Pai nas Galáxias.
A vida é um hino à dinâmica do trabalho.
Não há na Natureza o ócio.
O aparente repouso das coisas traduz a pobreza dos sentidos humanos.
A vida se agita em toda parte.
O movimento é lei universal em tudo presente.
Não te detenhas a falar sobre o mal. Atua no bem (...)
O trabalho de boa procedência em qualquer direção produz felicidade felicidade e paz.
Dele jamais te arrependerás.
Não esperes recompensa pela sua execução.
Produze pela alegria de ser útil e ativo, içando o coração de Jesus, que sem desfalecimento trabalha por todos nós, como o Pai Celeste que até hoje também trabalha.

Joana de ângelis

terça-feira, 10 de junho de 2008

Propiedade

O instinto de propriedade tem provocado grandes revoluções, ensanguentando os povos. Nas mais diversas regiões do planeta respiram homens inquietos pela posse material, ciosos de suas expressões temporárias e dispostos a morrer em sua defesa.
Isso demonstra que o homem ainda não aprendeu a possuir.
Com esta argumentação, não desejamos induzir a criatura a esquecer a formiga previdente, adotando por modelo a cigarra descuidosa. Apenas convidamos, a quem nos lê, a examinar a precariedade das posses efêmeras.
Cada conquista terresrtre deveria ser aproveitada pela alma, como força de elevação.
O homem ganhará impulso santificante, compreendendo que só possui verdadeiramente aquilo que se encontra dentro dele, no conteúdo espiritual de sua vida. Tudo o que se relaciona com o exterior - como sejam: criaturas, paisagens e bens transitórios - pertence a Deus, que lhos concederá de acordo com os seus méritos.
Essa realidade sentida e vivida constitui brilhante luz no caminho, ensinando ao discípul a sublime lei do uso, para que a propriedade não represente fonte de inquietações e tristezas, como aconteceu ao jovem dos ensinamentos de Jesus.

Emmanuel

sábado, 7 de junho de 2008

Vontade de Deus

A presença de Deus nos proporciona paz, aumentando as resistências humanas para os embates cotidianos.
Sutil e poderosa ao mesmo tempo, é um dínamo gerador de energias que recarrega as baterias da alma, da mente e do corpo, mantendo-os em condições estáveis de equilíbrio e ação.
Como a enfermidade resulta de desequilíbrios nos campos moleculares responsáveis pela harmonia funcional das células, a saúde se estabelece quando a corrente divina passa com regularidade pelo sistema de ação aglutinadora dessas partículas de vital importância.
Com ele o temor desaparece, oferecendo lugar à coragem, que expressa bem-estar e segurança íntima.
A evocação de Deus expulsa as preocupações e a insegurança, surgindo a serenidade e a confiança.
A presença de Deus anula as recordações deprimentes e perniciosas, que se clarificam com as esperanças de felicidade.
Em Deus encontras a luz para discernires com acerto, pensando corretamente, falando com sabedoria e agindo com precisão.
Ante Deus tudo é possível.
A saúde de alguém, o êxito, as tuas necessidades, são convenientemente atendidos, porque Deus é o poder.
Assim, quando hajas feito o máximo ao teu alcance e os resultados não sejam conforme esperavas, não te exasperes e aguarda um pouco mais. Este não era o momento e, se houvesses logrado o êxito, isto não te seria conveniente.
Permite, pois, que se faça a vontade de Deus, e não desanimes jamais.

Joana de Ângelis

terça-feira, 3 de junho de 2008

Na trilha da caridade

Se já podes sentir a felicidade de auxiliar, imagina-te no lugar de quem pede.
Provavelmente, jamais precisaste recorrer à mesa do próximo, para alimentar um filho estremecido e nem sabias quanto dói a inquietação, nas salas de longa espera, quando se trata de mendigar singelo favor.
Quantos nos dirigem o olhar molhado, suplicando socorro, são nossos irmãos...
Talvez nunca examinaste os prodígios de resistência dos pequeninos sem prato certo que te abordam na rua e nunca mediste a solidão dos que atravessam moléstia grave, sem braço amigo que os assista, no sofrimento, a se arrastarem nas vias públicas, na expectativa de encontrarem alguém que lhes estenda leve apoio contra o assédio da morte.
Muitos dizem que há entre eles viciações e mentiras, que nos compete evitar em louvor da justiça e ninguém pode contrariar a justiça, chamada a reger a ordem.
Será justo, no entanto, verificar até que ponto somos culpado pelo desespero que os fizeram cair em semelhantes desequilíbrios e até onde somos também passíveis de censura por faltas equivalentes.
Deus nos dá para que aprendamos também a distribuir.
Assegura a disciplina, mas lembra-te de que o Senhor te agradece a bagatela de bondade que possas entregar, em favor dos que sofrem, e a palavra de reconforto que graves no coração torturado que te pede esperança.
Trabalha contra mal, no entanto, recorda que as leis da vida assinalam a alegria da criança desditosa a quem deste um sinal de bondade e respondem as orações do velhinho que te recolhe os testemunhos de afeto, exclamando: "Deus te abençoe".
A caridade em cada gesto e em cada frase acende o clarão de uma benção. Será talvez por isso que a sabedoria divina ergueu o cérebro, acima do tronco, por almenara de luz, como a dizer-nos que ninguém deve agir sem pensar, mas entre a cabeça que reflete e as mãos que auxiliam, situou o coração por fiel sublime.

Emmanuel

domingo, 1 de junho de 2008

Ajudemos sempre

O próximo a quem precisamos prestar imediata assistência é sempre a pessoa que se encontra mais perto de nós.
Em suma, é, por todos os modos, a criatura que se avizinha de nossos passos. E como a Lei Divina recomenda amemos o próximo como a nós mesmos, preparemo-nos para ajudar, infinitamente...
Se temos pela frente um familiar, auxiliemo-lo com a nossa cooperação ativa.
Se somos defrontados por um superior hieráquico, exercitemos o respeito e a boa-vontade.
Se um subordinado nos procura, ajudemo-lo com atenção e carinho.
Se um malfeitor nos visita, pratiquemos a fraternidade, entretanto, sem afetação, abrir-lhe rumos novos na direção do bem.
Se o doente nos pede socorro, compadecemo-nos de sua posição, qualquer que seja.
Se o bom se socorre de nossa palavra, estimulemo-lo a que faça melhor.
Se o mau nos busca a influência, amparemo-lo, sem alarde, para que se corrija.
Se há Cristianismo em nossa consciência, o cultivo sistemático da compreensão e da bondade tem força de lei em nossos destinos.
Um cristão sem atividade no bem é um doente de mau aspect, pesando na economia da coletividade.
No Evangelho, a posição neutra significa menor esforço.
Com Jesus, de perto, agindo intensivamente junto dele; ou com Jesus, de longe, retardando o avanço da luz.
Sabemos que o Divino Mestre amou e amparou, lutou em favor da luz e resistiu à sombra, até à cruz.
Diante, pois, do próximo, que se cerca do teu coração, cada dia, lembra-te sempre de que estás situado na Terra para aprender e auxiliar.

Emmanuel

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