sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Crítica e nós

Diante da tarefa que se te reserva, no levantamento do bem comum, é justo respeitar o que os outros dizem, no campo da crítica; entretanto, é forçoso não paralisar o serviço e nem prejudicar o serviço em virtude daquilo que os outros possam dizer.
Guardar a consciência tranqüila e seguir adiante.
Escapam da crítica exclusivamente as obras que nunca saem de plano, à maneira da música que não atrai a atenção de ninguém, quando não se retira da pauta.
Viver a própria tarefa é realizá-la; e realizá-la é sofrê-la em si.
Censores e adversários, expectadores e simpatizantes podem efetivamente auxiliar e auxiliam sempre, indicando-nos os pontos vulneráveis e aspectos imprevistos da construção sob nossa responsabilidade, através das opniões que emite; no entanto, é preciso não esquecer que se encontram vinculados a compromissos de outra espécie.
Encargos que nos pertença respira conosco e se nos dirige no caminho em alegria, aflição, apoio e vida. Cabe a nós conduzí-lo, executálo, aperfeiçoá-lo, revivescê-lo.
Muitos querem que sejamos desse modo; que nos comportemos daquela maneira; que assumamos diretrizes diversas daquela em que persistimos, ou que vejamos a estrada pelos olhos que os servem; todavia, é imperioso considerar que cada um de nós é um mundo por si, com movimentos particulares e órbitas diferentes.
Sustentemo-nos fiéis ao nosso trabalho e rendamos culto à paz de consciência, atendendo aos deveres que as circunstâncias nos conferiram, e, oferecendo o melhor de nós mesmos, em proveito do próximo, estejamos tranqüilos, porque, tanto nós quanto os outros, somos o que somos com a obrigação de melhorar-nos, a fim de que cada um possa servir sempre mais, na edificação da felicidade de todos, com aquilo que é e com aquilo que tem.
Emmanuel

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O Mestre entre os homens

Meditemos sobre a figura de Jesus. Meditemos um tanto sobre sua passagem na Terra. Observemos alguns fatos marcantes da trajetória de Jesus neste Planeta:
A simplicidade do local de seu nascimento.
Sua posição de humildade e compreensão do Pai.
O amor materno que o sustentou.
Seu crescimento entre o trabalho.
Sua entrada no próprio Judaísmo, falando da idéia de Deus, para os chamados "homens sábios" da época.
O divulgar uma doutrina baseada no sentimento do amor ao próximo.
A capacidade de se manter despojado, mesmo sendo um ser superior.
O enfrentamento das forças tenebrosas da ignorância e mesmo do mal.
A certeza do seu fim próximo.
A grandiosidade do enfrentamento das forças do mundo, representadas por Pilatos.
A morte , enfim.
O Mestre esteve entre os homens, com a certeza de que o seu trabalho seria proveitoso e, por isso mesmo, volta à Terra, dando continuidade aos sinais de que Deus estaria presente, sempre junto aos homens.
Toda essa trajetória cristã mostra-nos como seria diferente o mundo se todos soubéssemos ver no comportamento de Jesus uma atitude a ser seguida.
Como não soubemos ou não pudemos manter o clima de superioridade, de determinação em viver no bem, vamos adquirindo agora, lentamente, passados tantos séculos, milênios, os valores cristãos, até que possamos novamente ingressar no mundo em que ele viveu, um mundo de determinação, de esforço, de fortalecimento.
Enquanto nos preparamos para entrar nesse mundo, vamos estudando sua lei, seu comportamento, sua vida, fazendo disso um verdadeiro esforço para retornarmos ao trilho da vida cristã com Jesus.
Que Deus abençoe a todos nós sempre! Paz! Graças a Deus!
Balthazar

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

A mensagem do Cristo

A figura de Jesus nunca será devidamene apreciada pelos homens, enquanto estiverem na faixa mental onde atualmente se encontram, uma vez que o Mestre trouxe essencialmente para todos nós uma mensagem que ainda nos é difícil perceber ou mesmo traduzir em sentimentos em favor do próximo.
O amor que ele trouxe para a humanidade ainda é algo de estranho para a maioria dos homens. para se chegar a esta noção de amor, serão preciso tempo, determinação e lapidação daquilo que não está ainda perfeito em nós.
O tempo não se medirá numa única encarnação. Para se entender a mensagem do Cristo serão necessárias múltiplas encarnações. Mas para se chegar a esse objetivo é necessário que a criatura se determine, que procure vencer, através dos milênios, toda essa fase de pouca absorção dos conhecimentos cristãos.
A determinação fará com que o homem se encaminhe, procure chegar ao objetivo maior. Por isso, a nenhum de nós é dado o direito de dizer, por exemplo: "Não venci e não vencerei mais; não superarei as minhas dificuldades." A nenhum homem é dado esse tipo de raciocínio, porque a criatura que deseja alcançar a visão crítica da vida e que deseja chegar aos pés do Mestre sabe que demorará uma, dez, vinte, quantas encarnações forem necessárias, mas sabe que há uma meta por atingir. Por isso nunca deixará de se esforçar.
A lapidação da massa bruta de que o homem ainda é constituído é outro objeto de preocupação dos grandes guias espirituais da humanidade. Eles sabem que a dor é companheira do iniciante, do incipiente, e que ela o desperta (...)
Por isso mesmo, os que sofrem, os que têm por que chorar, observem se a dor é extrema, isto é, intencionalmente provocada por alguém, por alguma coisa para despertar o nosso sentimento, ou se ela é interna, tal como as dores advindas da incompreensão, da insensatez dos amigos, do sofrimento de termos amigos infiéis. Todas essas formas de dor, provocando a elevação do homem, fazem fazem parte do processo de progredir que a todos está dado a fazer.
Assim, pois, que nos corações presentes haja a lembrança do Cristo como grande amigo e dispensador de todos os bens que possuímos, sendo o maior deles o amor.
Que sigamos nesta faixa de luz que ele nos oferece!
Nele nos apoiemos para atravessar a região das sombras e das revas.
Que Jesus Cristo nos ajude e conduza, hoje e sempre!
Balthazar

domingo, 14 de dezembro de 2008

O senhor da vida

Eis que o Senhor Jesus se apresenta para todos nós como o Mestre de amparo, do conforto espiritual, do equilíbrio!
Normalmente, quando pensamos em Jesus, identificamos os sentimentos da pacificação e do amor, parecendo ser o Mestre pessoa diáfana e capaz de agir de maneira enérgica, ou mesmo aquele homem curador que somente via necessitados à sua volta. Entretanto, o Senhor foi muito mais que isso, e seu trabalho educativo sobreviveu tanto quanto as suas práticas generosas, características da sua bondade.
Seus ensinamentos permaneceram educando, orientando, mostrando a milhões de almas o caminho a ser seguido. Sua determinação foi e continua sendo tão grande, que ele porometeu trazer-nos alguma forma de orientação nova, que veio a ser, justamente, a Doutrina Espírita.
É um Mestre, portanto, ativo; tão ativo que prometeu ficar conosco na fase de transição complexa do ser humano, até que atingíssemos a maturidade para compreender, definitivamente, os seus ensinos.
Jesus, sendo um ser extremamente dinâmico, atuante, forte e poderoso, pode ser, igualmente, classificado, ao lado daqueles valores a que me referi anteriormente, como um espírito de ação: ação no bem, na cura, na desobsessão, no ensino; ação estimulante, que fez com que milhares de homens dedicados, junto à sua doutrina, implantassem obras de amor ao próximo, através dos dois milênios, e até mesmo mantivessem acesa a chama do seu ideal de amor pela humanidade.
O "Consolador prometido" nada mais é, pois, do que o resultado da ação de um ser de bondade, de amor, mas de muita virilidade também. Este, o Mestre que estamos lembrando hoje: o homem de bem, mas o homem enérgico, diligente e sempre à testa daqueles acontecimentos maiores; o ser que providencia recursos para que a inquietação, o mal, o erro não se propaguem.
Saudemos o Senhor da vida, como aquele Senhor de todos nós; aquele que almejamos ter; aquele Senhor que, afinal de contas, é o condutor de nossos destinos imortais!
Balthazar

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O Cristianismo

Apesar das perseguições religiosas, a doutrina secreta perpetuou-se através dos tempos. Dela se encontra marca em toda a Idade Média. Os iniciados judeus já a tinham, numa época recuada, consignada em duas obras célebres, o Zohar e o Sepher-Jésirah. Sua reunião forma a Kabala, uma das obras capitais da ciência esotérica.
O Cristianismo primitivo traz dela uma forte marca. Os primeiros cristãos acreditavam na preexistência e na sobrevivência da alma em outros corpos, como no caso acontecido com Jesus sobre João Batista e sobre Elias, e essa pergunta feita pelos apóstolos a propósito do cego de nascência, o qual parecia "ter sido atraído a essa punição pelos pecados cometidos antes de nascer". A idéia da reencarnação era tão disseminada entre o povo judeu, que o historiador Josèphe reprovava aos fariseus do seu tempo de só admitir a transmigração das almas em favor das pessoas de bem. É o que chamavam de Gilgul, ou a circulação das almas.
Os cristãos abandonavam-se também às evocações e se comunicavam com os espíritos dos mortos. Encontram-se nos Atos do Apóstolos numerosas indicações sobre esse ponto; São Paulo, na sua primeira epístola aos Coríntios, descreve, sob o nome de dons espirituais, todos os gêneros de mediunidade. Ele se declara instruído diretamente pelo espírito de Jesus na verdade evangélica.
Léon Denis

As barreiras da morte

Nossa igualdade perante a vida parece com a nossa igualdade de criação espiritual. Maturidade e esforço próprio são os únicos fatores que fazem diferença.
Ante a lei divina estamos constrangidos a determinadas obrigações para a conquista de direitos, evidentemente comuns a todos.
Na humanidade, somos grande família e tão-somente alguns homens é que estabelecem fronteiras por agentes de separação e discórdia. As verdadeiras e mais sufocantes fronteiras de um povo são os seus filhos incompreensivos.
Deus não traçou raias na costa terrestre.
Nas demarcações entre dois países, as areias das praias nunca se discriminam. As vagas do mar são móveis e idênticas onde quer que se formem. O solo prossegue por vales e montes, sem nenhuma descontinuidade.
Os rios fazem contrabandos inocentes com recursos da terra e da sementeira de ambas as margens das regiões que interligam. As raízes dos vegetais, sob as pedras de um muro, não mostram alterações. as árvores dão frutos sem saber que espécie de criatura os devora.
Comunicam-se os pássaros sem qualquer noção de limite.
Os peixes não marcam as águas em que nasceram. Os ventos, de pólo a pólo do Globo, compõem as mesmas árias.
De modo análogo, as ondas hertziana transformam-se em sons de rádio, desconhecendo balizas. As ondas luminosas alinham imagens na televisão, transcendendo divisórias geográficas.
Ainda hoje, anotamos a ansiedade com que o homem demanda quebrar as segregações lingüísticas, difundindo o Esperanto por língua internacional.
A cada instante somos defrontados por múltiplas iniciativas de troca, entre valores culturais e artísticos, de nação a nação.
Justo perceber que dia virá em que todos os marcos separatistas desapareceção; contudo, até lá, cumpre-nos derruir as fronteiras morais existentes entre nós, preparando caminho para o congraçamento integral da humanidade futura.
À vista disso, reconheçamos a oportunidade de se desfazerem as barreiras da morte que, igualmente, só existem no cérebro humano.
Esfumemos os sonhos ilusórios, acerca do mundo espiritual, para que a grande transição não venha a condensá-los em pesadelos de dor.
Quando o homem desencarna não regride desastrosamente e tampouco avança, de chofre, nas trilhas da evolução; continua a ser o que era, o que viveu, o que fez. Permanecerá, como espírito, onde já vivia como encarnado: em plano inferior, se articulava o mal; ou em esfera superior, se edificava o bem. Portanto, desde agora, trabalhai servindo, para que vos transformei amanhã em cidadãos livres da pátria espiritual.
Abel Gomes

Fontes de fé

Dizem que o homem, ao buscar o infinito, começou a desenvolver em si os padrões de fé e, na medida de sua evolução, compreendeu outras formas de fé, que, aliadas à compreensão, lhe trouxeram a força capaz de envolvê-lo na busca do equilíbrio.
O destino do homem é a evolução: todos nós nos dirigimos para faixas maiores de compreensão, de trabalho, de alegria, de felicidade. Nessa busca infinita,o homem descortina um horizonte, e quanto mais esse horizonte se alongar, mas fé ele terá em alcançar os objetivos propostos por Deus para ele.
Assim, na medida que vamos caminhando e evoluindo, na medida em que descobrimos a figura de Deus, vamos fazendo esforços. De início, um esforço pequeno, como a fé simples dos homens simples, até chegarmos para um espaço mais elevado, para forças superiores, onde a fé passa a ser pensada, meditada, respondendo às necessidades do homem.
A cada dia, a cada momento, o homem descortina novas fontes de vida e de fé. Ao ver uma criança, descobre a fé no criador; ao ver uma pessoa que cresce espiritualizando-se, descobre a fé no homem que busca a compreensão do infinito; olhando para uma grande indústria, descobre a fé no trabalho; olhando para o bem, descobre a fé no amor.
Assim, a cada dia, descortinamos novas fontes de fé, novas frentes de trabalho, de descobertas e, conseqüentemente, aumentamos a nossa fé.
Que Deus, o Pai de todos nós, o Criador, nos impulsione sempre para a frente, na busca da fé com humildade, aquela fé que nos impulsiona a fazer tudo o que devemos fazer, de coração voltado para o bem, com equilíbrio em todos os momenos, e que todos nós deveremos ter até pelo ato de viver!
Que Jesus nos ajude nessa descoberta, nesse destino!
Graças a Deus!
Balthazar, pela graça infinita de Deus.
Balthazar

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Jesus

Quando os convidamos, caros irmãos, a participar conosco das alegrias do estudo, o fazemos com vistas ao progresso que nos cabe e também ao progresso que todos podem vir a adquirir.
Ora, falar de Jesus é sempre muito interessante, até porque quanto mais altas são a força e a responsabilidade de um líder, maior oportunidade de exame de seu comportamento é dada. São almas multifacetadas que agem. Num simples elevar de mãos, numa simples palestra, em uma bênção, sendo como são, superiores, abrem, para nós outros, os que vimos aprender, visões novas e importantes sobre um mesmo assunto.
Este é o enfoque que iremos dar à figura de Jesus: o grande Mestre do planeta que nos abriga, apesar das dores, das dificuldades, dos sofrimentos, dos crimes e da indiferença moral que a humanidade traz como marcas dolorosas no seu coração, existem, também, marcas otimistas, positivas, de elevação: a marca clara e evidente de que Jesus é o nosso governador; a marca excepcional de que ele é o nosso Mestre; a marca interessantíssima de Jesus, sempre o curador, e a marca humana, dos simples, como sendo a da vida comum que o próprio Jesus levou na Terra.
Ora, todas essas possibilidades de estudarmos personalidades como Jesus surgem para nós como oportunidade de crescimento moral e intelectual. As informações que vamos tendo, a pouco e pouco, dão-nos a certeza absoluta do poder desse Mestre e de seu imenso amor, e a certeza, compartilhada por todos os trabalhadores do bem, de que crescem, na humanidade, os sinceros e devotos crentes da lei de causa e efeito, da lei de amor, da lei de reencarnação, da lei de igualdade. 
Tais convicções, que felicitam o ser, hão de nos dar força e capacidade de prosseguirmos, a despeito de quaisquer dificuldades.
Que Deus a todos nós abençoe, e que todos participem da alegria do aprendizado!
Graça a Deus!
Balthazar

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