quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O Cristianismo

Apesar das perseguições religiosas, a doutrina secreta perpetuou-se através dos tempos. Dela se encontra marca em toda a Idade Média. Os iniciados judeus já a tinham, numa época recuada, consignada em duas obras célebres, o Zohar e o Sepher-Jésirah. Sua reunião forma a Kabala, uma das obras capitais da ciência esotérica.
O Cristianismo primitivo traz dela uma forte marca. Os primeiros cristãos acreditavam na preexistência e na sobrevivência da alma em outros corpos, como no caso acontecido com Jesus sobre João Batista e sobre Elias, e essa pergunta feita pelos apóstolos a propósito do cego de nascência, o qual parecia "ter sido atraído a essa punição pelos pecados cometidos antes de nascer". A idéia da reencarnação era tão disseminada entre o povo judeu, que o historiador Josèphe reprovava aos fariseus do seu tempo de só admitir a transmigração das almas em favor das pessoas de bem. É o que chamavam de Gilgul, ou a circulação das almas.
Os cristãos abandonavam-se também às evocações e se comunicavam com os espíritos dos mortos. Encontram-se nos Atos do Apóstolos numerosas indicações sobre esse ponto; São Paulo, na sua primeira epístola aos Coríntios, descreve, sob o nome de dons espirituais, todos os gêneros de mediunidade. Ele se declara instruído diretamente pelo espírito de Jesus na verdade evangélica.
Léon Denis

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