quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Vigiai no Senhor

Filhos, ninguém sobre a Terra nunca se vigiará o bastante, nos arrastamentos a que o mal o conclame a cada instante.

Quando o homem se julga fortalecido o suficiente e dispensado de se manter alerta contra as tentações, é que, para ele, há perigo de queda.

Quem se reconhece fragilizado e não descura da vigilância sobre si dificilmente cai.

Os que se consideram auto-suficientes, desprezando os pontos de apoio que lhes garantiu o equilíbrio até onde chegaram, estão na eminência de se precipitarem no abismo de mais amargas desventuras.

O exercício da humildade, com o reconhecimento sincero da própria insignificância, impede que o homem se entregue ao fascínio de si mesmo e se imunize do assédio da obsessão.

Paulo, o Apóstolo dos Gentios, escreveu inspiradamente em uma de suas cartas que, quando se supunha forte, é que verdadeiramente se revelava frágil...

O mal possui raízes profundas na alma dos homens, difíceis de serem extirpadas de modo a que não mais se vitalizem.

Qualquer inclinação infeliz carece de ser vigiada, como o cancerologista vigia o tumor em sua metástases.

Ninguém deve permitir-se oportunidades para que a sua tendência negativa se manifeste; ninguém faça incursões sobre o terreno que, no mundo de si mesmo, não conheça palmo a palmo.

O trabalhjo, sem dúvida, é o mais seguro abrigo para quem esteja com o propósito de refugiar-se, temendo mais a si que aos outros.

Filhos, a vitória definitiva sobre os vossos vícios e costumes degradantes não será alcançada, sem que vos disponhais a derramar muitas lágrimas na residência pacífica e voluntária ao mal em vós mesmos.

A semente não medra em gleba que não lhe seja propícia.

Vigiai os vossos pensamentos, os vossos olhos, os vossos ouvidos, as vossas mãos...

Vigiai no Senhor para que o Senhor vos vigie!

Bezerra de Menezes

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Inimizades e a Doutrina Espírita

Quando vemos o homem que se diz crente em Deus não ser capaz de se libertar das amarras do passado, por não conseguir perdoar seus irmãos pelas lutas vivenciadas no mundo físico, percebemos que nele há, ainda, traços de inferioridade, os quais terá que expurgar, cedo ou tarde, pelas próprias atitudes e, principalmente, pelo sentimento de amor, que terá de conquistar e renovar todos os dias.

O homem inferior, por si mesmo, está iludido em suas emoções, direcionando-se para uma vida de paixões, em cujas consequências estará envolto, pelo próprio grau de inferioridade de que é portador, sendo então compreensível que a lei de Deus o coloque, pouco a pouco na posição que lhe é preciso estar. Contudo, o indivíduo que se diz superior, que se mostra aos homens de forma superior, e que tem as possibilidades de ser superior, este, sim, terá cobranças maiores de Deus, pois está amplamente iludido e carreando aos outros, em muitas oasiões e situações, por seus atos e palavras escritas e faladas, o que em seu coração não se passa de verddeiro.

Oh! ilusão humana! Acordai, homens de Deus! Acreditai que em vossas palavras, ditas e escritas, e em vossos, atos, carreais vossos sentimentos para o próximo! Percebei as consequências das atitudes impensadas! Colocai na mente a dignidade e a razão dos justos, de quem cumpre a Lei de Deus!

Assim, quando combatermos os inimigos, que são considerados aqueles que se dizem porta-vozes da verdade, que constroem sentimentos de ódio ou maledicência nos corações dos homens, que criam ou instigam o sentimento de discórdia nas massas humanas, lembremo-nos do quanto já conseguimos conquistar, dentro de nós mesmos, da verdadeira capacidade de enfrentar a realidade prevista e aconselhada nos Evangelhos: a do sentimento do Amor em sua excelência.

Quando buscarmos propagar a palavra cristã, lembremo-nos de nos libertar destes sentimentos milenares do homem, que são a sede de vingança, a maledicência e o rancor, para que possamos, enfim, dizer, intimamente, para Deus, acima de tudo:

Eis me aqui, servo fiel, que solicita tuas bençãos e teu amparo, para a jornada que me aguarda, para que eu possa ser o construtor do meu próprio destino, contudo contigo como o grande Diretor Construtor e Criador do meu espírito imortal!

Que possa eu compreender sempre isso e, acima de tudo,amar como nunca amei; construir como nunca construi; aprender como nunca aprendi! Sendo seu servo, meu senhor, estou aqui para servir por todos os tempos.

Nesse momento, em que nos postamos em humildade a Deus, nos transformaremos em foco divino que irradiará luz e bondade, paz e misericórdia, justiça e amor. Assim, portanto, ensinou-nos Jesus.

Hemann

Ainda o dinheiro

Nunca demais esclarecer esse ou aquele ponto obscuro, em torno do dinheiro.

Moeda é sempre parcela de esforço ou do suor de alguém. Cansaço que se mentalizou para auxiliar ou inquietação que se fez crédito, em louvor do bem coletivo.

Cada pequeno ou grande desgaste da criatura em ação ter-se-á transformado em recurso capaz de colaborar na garantia do corpo social.

Não existe dinheiro desprezível.

Venha de onde vier, pode ser notícia de alguém que tombou na doença ou na morte, a fim de conquistá-lo; sacrifício de irmãos fatigados que obtiveram à custa da fadiga e de lágrimas; fruto de renúncia e pranto de irmãos em desespero ou idéia materializada de amigos que esfoguearam a própria cabeça, buscando atraí-lo para ganhar o pão.

Dinheiro é trabalho concretizado a dissolver-se em aquisições e realizações, apoio humano, prestação de serviço, auxílio e dádiva.

Moeda pode converter-se em prato que alimenta, remédio que alivia, livro que instrui, teto que protege e força que recompõe.

Dinheiro é sangue do organismo social que não se deve afastar da circulação, sob pena de gerar a anemia do progresso e a penúria comunitária.

Por isso mesmo, cabe-nos manejá-lo, quando na Terra, com reverência e altruísmo, sem abusar dele para qualquer atividade deprimente que resgataremos, em qualquer tempo, na lei de causa e efeito, porque o dinheiro em si é suor da criatura humana e bênção de Deus.

Emmanuel

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Justiça e amor

Sempre que te reportes à justiça, repara que Deus a fez assistida pelo amor, a fim de que os caídos não sejam aniquilados.(...)


Dir-te-ão alguns não precisarem do teu consolo, fugindo-te à presença, com receio da verdade que te brilha na boca, e outros, que descreram do poder renovador do trabalho, preferem rolar no vício, descendo, mais cedo, os degraus do sepulcro.

Além deles, porém, surgem outros... Os que desanimarm em plena luta, recolhendo-se ao frio da retaguarda, os que enlouqueceram de sofrimento, os que perderam a fé por falta de vigilância, os que se transviaram à mingua de reconforto e os que se abeiram do suicídio, tomados pelo superlativo do desespero.

Tentando dar-lhes remédio, ergue o mundo penitenciárias e hospitais, reformatórios e manicômios; no entanto, para ajudá-los, confere-te o Cristo a flama do amor no santuário do coração.

Todos esses padecentes da estrada têm algo para ensinar.

Os que tomam esmagados de aflição induzem-te ao serviço pelo mundo melhor, e os que se arrojam a monstruosos delitos falam, sem palavras, em louvor do equilíbrio de que dispões, auxiliando-te a preservá-lo.

Não permitas que a justiça de tua alma caminhe sem amor, para que se não converta em garra de violência.

Ao pé dos maiores celerados da Terra, Deus colocou mães que amam, embora esse filhos desditosos de sua bênção lhes transformem a vida em fonte de lágrimas.

Diante, pois, dos vencidos de todas as condições e de todas as procedências, não mostres desprezo, nem grite anátema.

Não lhes conheces a história desde o princípio e não percebes, agora, a causa invisível da dor que os degrada.

Ora e auxilia em silêncio, porque não sabes se amanhã rairá teu instate de abatimento e de angústia, e manda a regra divina façamos aos outros aquilo que desejamos nos seja feito.

Justiça sem amor é como terra sem água.

Emmanuel

Os falsos profetas

Filhos, acautelai-vos contra os falsos profetas que são de todos os tempos.

Na atualidade, muitos deles despontam na seara da própria Doutrina, à feição de joio no meio do trigo, cuidando única e tão somente dos interesses que lhes dizem respeito.

São eles os médiuns enganadores que trabalham em causa própria, os oradores e articulistas que têm mais brilho na palavra que atitudes corretas, os dirigentes que impõem as suas idéias personalistas  ao movimento...

Sabereis identificá-los pela sua falta de bom sens0 e pelo amor que têm mais a si do que à própria causa.

Os falsos profetas nunca são capazes de sacrificar-se peo ideal e,  por este motivo, acabam sempre revelando os seus mais escusos propósitos na militância doutrinária.

Falam de caridade, mas não logram despojamento para praticá-la; enaltecem a excelência do perdão, mas se melindram com extrema facilidade; referem-se à importância do serviço, mas não tomam eles mesmos a iniciativa de servir...

Falta-lhes uma empatia espiritual mais profunda com a fé e, consequentemente, não comunicam sinceridade aos homens de discernimento.

Filhos, não enveredeis pelos sinuosos caminhos da exploração do  sentimento alheio; que ninguém se arroje ao despenhadeiro da descrença por vossa culpa...

Aos falsos proofetas, encarnados ou desencarnados, estarão reservadas as mais duras penas pelos equívocos cometidos contra "o Espirito Santo" , ou seja, por inocularem o veneno da desconfiança nas mentes invigilantes que, por longo tempo, haverão de se mostrar refratárias à luz da verdade.

Sede autênticos na fé e não comercializes com os dons da mediunidade.

Jesus, em um  de seus raros mementos de exasperação, não popou os vendilhões do templo.

A Lei Divina agirá com rigor contra os que distorcerem a sua interpretação, junto àqueles que ainda não aprenderam a penar com a necessária independência intelectual.

Bezerra de Menezes

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Confiemos em Deus

Observamos, hoje, através dos pedidos que nos fizeram, que certas situações se devem somente à falta de entendimento do mecanismo da dor, do mecanismo da Lei de Causa e Efeito e, muitas vezes, estão relacionadas com a falta de fé em Deus.
Deus não pune ninguém; mas tem leis estabelecidas, que, descumpridas ou atingidas por qualquer ato de nossa parte que as contrarie, provocam um retorno que significa, tão-somente, recuperação daquele que fez o mal. Isso deve ser analisado e encarado com equilíbrio, com muita força íntima, com espírito de aprendizado e, por que não dizer, com humildade.
Outras vezes, encontramos criaturas que nos falam de problemas que não são resolvíveis a curto prazo, e ainda encontramos situações em que o desejo de se sentir bem, de encontrar felicidade pessoal imediata, torna as pessoas cegas para a realidade. Nesse momento é que precisamos orar muito à Deus, pedindo a ele que nos oriente, ajude e abençoe.
Assim, caros filhos,  procurai renovar constantemente as idéias, os sentimentos, e procurai estudar mais a Doutrina Espírita, para irdes encontrando as respostas às necessidades de cada um e as soluções também.
Tende fé, tende certeza do apoio de Deus, mas tende, também, atitudes fortes, determinadas no bem, para que o bem, afinal, responda a cada um.
Que Deus ajude, abençoe e conduza a todos!
Muita paz!
Hermann

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A agressividade

O agressor deve ser examinado como alguém pertubado em si mesmo, em lamentavel processo de agravamento. Não obstante merece tratamento a agressividade, que procede dos espírtos cujos germe o contaminan, em decorrência da predominância dos instintos materiais que o governam, e dominam.
Problema sério que exige cuidados especiais, a agressividade vem dominando cada vez maior número de vítimas que lhe caem inermes nas malhas constritoras.
Sem dúvida, fatores externos contribuem para distonias nervosas, promotoras de reações pertubantes, que geram, não raro, agressividade naqueles que, potencialmente, são violentos...
O espírito é constituído pelos feixes de emoções que lhe cabe sublimar ao império dos renascimentos proveitosos.
O que não corrija agora, transforma-se em rude adversário a tocaiá-lo nas esquinas do futuro...
O temperamento irascível, aqui estimulado, ressurge em violência infeliz adiante...
O egoísmo vencido, o orgulho superado cedem lugar ao otimismo e à alegria de viver para sempre.
Outrossim, gerando ódio em volta de si, o agressivo atrai outros violentos com os quais entra em choque padecendo, por fim, as consequências das arbitrariedades que se permite.
Não foi outra razão que Jesus aconselhou a Simão, no momento grave da sua prisão:" Embainha a tua espada, porque quem com ferro fere, com ferro será ferido."
Acautela-te, e vence a agressividade, antes que ela te infelicite e despetes tardiamente. Só o amor vence todo o mal e nunca se deixa vencer.
Joanna de Ângelis

A ação do homem sobre os espíritos infelizes

Nossa indiferença com relação às manifestações espíritas não nos privaria somente do conhecmento do futuro de além-túmulo; ao mesmo tempo nos tiraria a possibilidade de agir sobre os espíritos infelizes, de aliviar sua sorte, tornando-lhes mais fácil a reparação ds faltas cometidas. Os espíritos atrasados, tendo mais afinidade com os homens do que com os espíritos puros, em razão da sua constituição fluídica ainda grosseira, são por isso mesmo mais acessíveis à nossa influência. Entretanto em comunicação com eles, podemos cumprir uma generosa missão, instruí-los, moralizá-los e, ao mesmo tempo, melhorar, sanear o meio fluídico no qual todos vivemos. Os espíritos infelizes ouvem nosso apelo e nossas evocações. Nossos pensamentos simpáticos os envolvem como uma corrente elétrica, os atraem até nós, nos permitem conversar com eles por intermédio dos médiuns.(...)
Todavia, é preciso não esquecer que as relações com os espíritos inferiores exigem uma certa segurança de vistas, de tato e firmeza. Todos os homens não estariam aptos a tirar dessas relações os bons efeitos que se poderia esperar. É necessário possuir uma verdadeira superioridade moral para dominar esses espíritos, reprimir seus desvios e dirigi-los no caminho do bem. Essa superioridade só se adquire através de uma vida isenta de paixões materiais. Nesse caso, os fluidos depurados do evocador comandam facilmente os fluidos dos espíritos atrasados.
Léon Denis

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