domingo, 15 de fevereiro de 2009

A ação do homem sobre os espíritos infelizes

Nossa indiferença com relação às manifestações espíritas não nos privaria somente do conhecmento do futuro de além-túmulo; ao mesmo tempo nos tiraria a possibilidade de agir sobre os espíritos infelizes, de aliviar sua sorte, tornando-lhes mais fácil a reparação ds faltas cometidas. Os espíritos atrasados, tendo mais afinidade com os homens do que com os espíritos puros, em razão da sua constituição fluídica ainda grosseira, são por isso mesmo mais acessíveis à nossa influência. Entretanto em comunicação com eles, podemos cumprir uma generosa missão, instruí-los, moralizá-los e, ao mesmo tempo, melhorar, sanear o meio fluídico no qual todos vivemos. Os espíritos infelizes ouvem nosso apelo e nossas evocações. Nossos pensamentos simpáticos os envolvem como uma corrente elétrica, os atraem até nós, nos permitem conversar com eles por intermédio dos médiuns.(...)
Todavia, é preciso não esquecer que as relações com os espíritos inferiores exigem uma certa segurança de vistas, de tato e firmeza. Todos os homens não estariam aptos a tirar dessas relações os bons efeitos que se poderia esperar. É necessário possuir uma verdadeira superioridade moral para dominar esses espíritos, reprimir seus desvios e dirigi-los no caminho do bem. Essa superioridade só se adquire através de uma vida isenta de paixões materiais. Nesse caso, os fluidos depurados do evocador comandam facilmente os fluidos dos espíritos atrasados.
Léon Denis

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