domingo, 22 de fevereiro de 2009

Ainda o dinheiro

Nunca demais esclarecer esse ou aquele ponto obscuro, em torno do dinheiro.

Moeda é sempre parcela de esforço ou do suor de alguém. Cansaço que se mentalizou para auxiliar ou inquietação que se fez crédito, em louvor do bem coletivo.

Cada pequeno ou grande desgaste da criatura em ação ter-se-á transformado em recurso capaz de colaborar na garantia do corpo social.

Não existe dinheiro desprezível.

Venha de onde vier, pode ser notícia de alguém que tombou na doença ou na morte, a fim de conquistá-lo; sacrifício de irmãos fatigados que obtiveram à custa da fadiga e de lágrimas; fruto de renúncia e pranto de irmãos em desespero ou idéia materializada de amigos que esfoguearam a própria cabeça, buscando atraí-lo para ganhar o pão.

Dinheiro é trabalho concretizado a dissolver-se em aquisições e realizações, apoio humano, prestação de serviço, auxílio e dádiva.

Moeda pode converter-se em prato que alimenta, remédio que alivia, livro que instrui, teto que protege e força que recompõe.

Dinheiro é sangue do organismo social que não se deve afastar da circulação, sob pena de gerar a anemia do progresso e a penúria comunitária.

Por isso mesmo, cabe-nos manejá-lo, quando na Terra, com reverência e altruísmo, sem abusar dele para qualquer atividade deprimente que resgataremos, em qualquer tempo, na lei de causa e efeito, porque o dinheiro em si é suor da criatura humana e bênção de Deus.

Emmanuel

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