domingo, 26 de abril de 2009

O homem bom

Conta-se que Jesus, após narrar a Parábola do Bom Samaritano, foi novamente interpelado pelo doutor da lei que, alegando não lhe haver compreendido integralmente a lição, perguntou, sutil:

- Mestre, que farei para ser considerado homem bom?

Evidenciando paciência admirável, o Senhor respondeu:

- Imagina-te vitimado por mudez que te iniba a manifestação do verbo escorreito e pensa quão grato te mostrarias ao companheiro que falasse por ti a palavra encarcerada na boca.

Imagina-te de olhos mortos pela enfermidade irremediável e lembra a alegria da caminhada, ante as mãos que te estendessem ao passo incerto, garantindo-te a segurança.

Imagina-te caído e desfalecente, na via pública, e preliba o teu consolo nos braços que te oferecessem amparo, sem qualquer desrespeito para com os teus sofrimentos.

Imagina-te tocado por moléstia contagiosa e reflete no contentamento que te ilumina o coração, perante a visita do amigo que te fosse levar alguns minutos de solidariedade.

Imagina-te no cárcere, padecendo a incompreensão do mundo, e recorda como te edificaria o gesto de coragem do irmão que te buscasse testemunhar entendimento.

Imagina-te sem pão no lar, arrostando amargura e escassez, e raciocina sobre a felicidade que te apareceria de súbito no amparo daqueles que te levassem leve migalha de auxílio, sem perguntar por teu modo de crer e sem te exigir exames de consciência.

Imagina-te em erro, sob o sarcasmo de muitos, e mentaliza o bálsamo com que te acalmarias, diante da indulgência dos que te desculpassem a falta, alentando-te o recomeço.

Imagina-te fatigado e intemperante e observa quão reconhecido ficarias para com todos os que te ofertassem a oração do silêncio e a frase de simpatia.

Em seguida ao intervalo espontâneo, indagou-lhe o Divino Amigo:

- Em teu parecer, quais teriam sido os homens bons nessas circunstâncias?

- Os que usassem de compreensão e misericódia para comigo - explicou o interlocutor.

- Então - repetiu Jesus com bondade -, segue adiante e faze também o mesmo.

Emmanuel

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Deus na natureza

Um livro grandioso, dissemos, está aberto sob nossos olhos, e qualquer observador paciente pode nele ler a palavra do enigma, o segredo da vida eterna.

Nele se vê que uma vontade dispôs a ordem majestosa na qual se agitam todos os destinos, movem-se todas as existências, palpitam todos os espíritos e todos os corações.

Ó alma! prende, primeiramente, a suprema lição que desce dos Espaços sobre as frontes inquietas. O Sol escondeu-se no horizonte; seus últimos clarões de púrpura tingem ainda o céu; uma luz branda indica que, além, um astro velou-se aos nossos olhos. A noite estende acima de nossas cabeças sua cúpula constelada de estrelas. Nosso pensamento se recolhe e busca o segredo das coisas. Voltemo-nos para o Oriente. A Via Láctea desenrola como uma faixa imensa suas miríades de estrelas, tão comprimidas, tão longínquas que parecem formar uma massa contínua. Por toda a parte, à medida que a noite se torna mais negra, outras estrelas aparecem, outras chamas se acendem como lâmpadas suspensas no santuário divino. Através das profundezas insondáveis, esses mundos permutam seus raios prateados; eles nos impressionam à distância e nos falam uma linguagem muda.

Assim, todas as estrelas nos cantam seu poema de vida e de amor, todas nos fazem ouvir uma evocação poderosa do passado ou do porvir. Elas são as "moradas" de nosso Pai, as etapas, as soberbas balizas das estradas do infinito, e nós por aí passaremos, aí viveremos todos para, um dia, entrarmos na luz eterna e divina.

Léon Denis

terça-feira, 21 de abril de 2009

Atitudes Essenciais

Neste passo do Novo Testamento, encontramos a verdadeira fórmula para o ingresso ao Sublime Discipulado.

"Qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim, não pode ser meu discípulo" - afirma-nos o Mestre.

Duas atitudes fundamentais recomenda-nos o Eterno Benfeitor se nos propomos desfrutar-lhe a intimidade - tomar a cruz redentora de nossos deveres e seguir-lhe os passos.

Muitos acreditam receber nos ombros o madeiro das próprias obrigações, mas fogem ao caminho do Cristo; e muitos pretendem perlustrar o caminho do Cristo, mas recusam o madeiro das obrigações que lhes cabem.

Os primeiro dizem aceitar o sofrimento, todavia, ainda agressivos e desditosos, espalhando desânimo e azedume por onde passam.

Os segundos creem respirar na senda do Cristo, mas abominam a responsabilidade e o serviço aos semelhantes, detendo-se no escárnio e na leviandade, embora saibam interpretar as lições do Evangelho, apregoando-as com arrazoado enternecedor.

Uns se agarram à lamentação e ao aviltamento das horas.

Outros se cristalizam na ironia e na ociosidade, menosprezando os dons da vida.

Não nos esqueçamos, assim, de que é preciso abraçar a cruz das provas indispensáveis à nossa redenção e burilamento, com amor e alegria, marchando no espaço e no tempo, com o verdadeiro espírito cristão de trabalho infatigável no bem, se aspiramos a alcançar a comunhão com o Divino Mestre.

Não vale apenas sofrer. É preciso aproveitar o sofrimento.

Nem basta somente crer e mostrar o roteiro da fé. É imprescindível viver cada dia, segundo a fé salvadora que nos orienta o caminho.

Emmanuel

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Lei de Deus - Misericórdia e Justiça

Pela graça infinita de Deus, paz!

Balthazar, pela graça de Deus.

Sempre que pensarmos nas criaturas que tentam, inadivertidamente,enganar o seu próximo; todas as vezes que pensarmos em pessoas que trazem como propósito dizer ou parecer que são alguma coisa que em realidade não são, lembremos da Lei de Deus, que nos fará, a todos, itinerantes do progresso, passar por situações que nos façam penar, sofrer, exatamente como tentarmos fazer com que os outros sofram.

Nesses casos, a Lei, parece-nos, até podemos dizer assim, que se toma inflexível a quem faz sofrer, enganando outras almas com suas atitudes. Estes sofrerão um dia, certamente, a dor de ser enganado.

Aqueles que agem de propósito, com o espírito de lucro, tentando realmente usurpar de alguém os teus bens, principalmente a fé e a confiança em Deus, certamente, também passarão pela pena de dor, a pena de sofrer aquilo que fizeram sofrer um dia.

A Lei de Deus é misericordiosa, mas é justa também.

As vezes, essas almas cometem atos considerados como verdadeiramente cruéis, no campo da fé do próximo, da fé do semelhante, Agem de modo a fazer com que as pessoas percam a crença em Deus. Evidentemente, quem assim o faz age de modo premeditado, e eu repito, nesta hora, a Lei de Deus é inflexível.

Os que estão buscando na Doutrina Espírita o aprendizado para o dia-a-dia, os que estão lutando para crescer espiritualmente, peçamos sempre a Jesus que nos ajude a pensar de modo a corrigirmos ainda nesta ocasião, nesta oportunidade, a própria vida. Há momentos em que o homem deve solicitar a Deus que possa pagar os seus débitos na existência atual, porque assim se furtará, certamente, a dores bem fortes numa existência futura. O reconhecimento do erro já é o caminho para darmos força ao nosso próprio processo de elevação.

Busquemos, pois, em Jesus, busquemos em Deus, primeiramente, o nosso Pai, o equilíbrio para todos os atos de nossa vida. E vencendo, saibamos dizer a nós mesmos:

Soube vencer, soube caminhar na direção do bem. Apesar de ter estado equivocado, estou no caminho certo.

É isto que a Lei de Deus pede de todos nós: que acertemos o nosso passo, para que todas as coisas que fizermos tenham sempre a marca da sinceridade, da correção de hábitos e dos gestos puros em torno do bem.

Graças a Deus, meus irmãos!

Que Deus os leve, a todos, de volta a seus lares!

Muita paz!

Balthazar, pela graça infinita de Deus.

Balthazar

Uniões enfermas

Se te encontras nas tarefas da união conjugal, recorda que ora a execução dos encargos em dupla é a garantia de tua própria sustentação.

Dois associados no condomínio de responsabilidade na mesma construção.

Dois companheiros partilhando um só investimento.

Às vezes, depois dos votos de ternura e fidelidade, quando as promessas se encaminham para as realizações objetivas, os sócios de base da empresa familiar encontram obstáculos pela frente.

Um deles terá adoecido e falta no outro a tolerância necessária.

Surge a irritação e aparece o ressentimento.

Em outras ocasiões, o trabalho se amplia em casa e um deles foge à cooperação.

Surge o cançaso e aparece o desapreço.

Hoje - queixas.

Adiante - desatenções e lágrimas.

Amanhã - rixas.

Adiante ainda - amarguras e acusações recíprocas.

Se um dos responsáveis não se dispõe a compreender a validade do sacrifício, aceitando-o por medida de salvação do instituto doméstico, eis a união enferma ameaçando ruptura.

Nesse passo, costumam repontar do caminho laços e afinidades de existências do pretérito convidando esse ou aquele dos parceiros para uniões diferente. E será indispensável muita abnegação para que os chefes da comunhão familiar não venham a desazer, de todo, a união já enferma, partindo no rumo de novos ajustes afetivos.

Entende-se claro que o divórcio é lei humana que vem unicamente confirmar uma situação que já existe e que, se calamidades da alma pendem sobre a casa, não se dispõe de outra providência mais razoável para recomendar, além dessa. Entretanto, se te vês no problema de união enferma e, principalmente se tens crianças a proteger, tanto quanto se te faça possível, mantém o lar que edificaste com as melhores forças do espírito.

Realmente, os casamentos de amor jamais adoecem, mas nos enlaces de provação redentora, os cônjuges solicitaram, antes do berço terrrestre, determinadas tarefas em regime de compromisso perante a Vida Infinita. E, ante a Vida Infinita convém lembrar sempre que os nossos débitos não precisam de resgate, a longo prazo, pela contabilidade dos séculos, desde que nos empenhemos a solvê-los em tempo curto, pelo crediário da paciência, a serviço do amor.

Emmanuel

A vinda do espírito da verdade

Como em tempos passados, entre os extraviados filhos de Israel, venho trazer a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como a minha palavra em tempos passados, deve lembrar aos incrédulos que acima deles reina a verdade imutável: o Deus bom, o Deus grandioso que faz a planta germinar e as ondas se levantarem. Revelei a doutrina divina; como um cefeiro, juntei em feixes o bem espalhado na humanidade e disse: "Vinde a mim, todos vós que sofreis."

Porém, os homens ingratos se afastaram do caminho largo e reto que conduz ao reino de meu Pai e se extraviaram nos ásperos e estreitos caminhos da impiedade. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana; ele quer que, ajudando-vos uns aos outros, mortos e vivos, isto é, mortos segundo a carne, porquanto a morte não existe, sejais socorridos e que, não mais a voz dos profetas e dos apóstolos, mas a voz daqueles que não estão mais na Terra seja ouvida para vos bradar: Orai e acreditai, pois a morte é a ressureição, e a vida é a prova escolhida durante a qual vossas virtudes cultivadas devem crescer e se desenvolver como o cedro.

Homens fracos, que percebeis as trevas de vossas inteligências, não afasteis a tocha que a clemência divina coloca entre vossas mãos para aclarar vosso caminho e vos reconduzir, filhos perdidos, ao regaço de vosso Pai.

Sinto-me cheio de compaixão pelas vossas misérias, pela vossa imensa fraqueza para deixar de estender a mão segura aos infelizes extraviados que, vendo o céu, caem no abismo do erro. Acreditai, amai, meditai nas coisas que vos são reveladas; não mistureis o joio com o bom grão, as utopias às verdades.

Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo; os erros que nele criaram raízes são de origem unicamente humana; e eis que do outro lado do túmulo, onde acreditáveis que nada existia, vozes vos gritam: "Irmãos, nada morre! Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade".

O Espírito da Verdade

Na liça

O ano de 1882 marca, em realidade, o início de seu apostolado. No decorrer desse curso doloroso que o destino lhe impôs, Denis se fecha sobre si mesmo para melhor medir suas forças, em face das duras etapas que deverá percorrer.

Assusta-se por não se sentir em boa forma para travar um tal combate.

Quantos trabalhos a cumprir e quantos obstáculos a vencer!

O materialismo invade, em fortes ondas de maré deletéria, solapando os altos cumes da inteligência. O Positivismo domina na Universidade.

O idealismo é desprezado, o Espiritismo é objeto de chacotas. Os crentes de todas as confissões estão com os ateus, a ridicularizar e, se possível, aniquilar a nova Doutrina. Todavia, Léon Denis, o bom paladino, enfrenta a borrasca. Os companheiros invisíveis estão a seu lado para encorajá-lo na luta.

"Coragem, amigo, disse-lhe Joana, estaremos sempre contigo na vida, para te sustentar e inspirar. Nunca estarás sozinho. Os meios te serão dados, a tempo, para cumprires tua obra".

É 2 de novembro, Dia dos Mortos, do mesmo ano, quando um outro acontecimento de capital importância se produziu em sua vida.

Aquele que, durante meio século, deveria ser seu guia, seu melhor amigo, mais ainda, seu pai espiritual,"Jerônimo de Praga", comunica-se, pela primeira vez, em sessão espírita, no meio de um grupo de operários, num subúrbio de Le Mans, onde Léon Denis estava de passagem.(...)

No mês de março seguinte, o ousado pioneiro espírita recebia de Jerônimo a garantia formal de uma assistência que não deveria faltar um só dia. "Vai, meu filho, no caminho aberto à tua frente; marcharei atrás de ti, para te sustentar." E, como Léon Denis ainda pergunta se seu estado de saúde lhe permitirá estar à altura da tarefa, recebe a seguinte mensagem: "Coragem, a recompensa será mais bela!"

Desde esse dia, o jovem mestre se decidiu pelo caminho de onde não se pode sair, nem retroceder sem risco de uma queda irreparável.

"Em dez anos, deverás começar a luta", lhe haviam anunciado seus guias. O tempo havia chegado.

Sua resolução, porém, está tomada; para o futuro escolheu seu lema:"Sempre mais para o alto!"

Gaston Luce

domingo, 12 de abril de 2009

Imagem no espelho

Não permanecas à espreita, aguardando que as imperfeições alheias se manifestem, com o propósito de confirmar as tuas impressões a respeito desta ou daquela pessoa.

A rigor, tanto no bem quanto no mal, ninguém de que é capaz de fazer, revelando a sua verdadeira identidade.

Acautela-te, portanto, contra o que és, sem que tenhas plena consciência disto, evitando surpreender-te com as própria mazelas.

Por mais se cubra de terra uma semente, chegará o dia em que, vencendo a resistência do solo, ela eclodirá, mostrando a espécie à qual pertence.

Conhece-te melhor, para que as tuas fragilidades, emergindo de inesperado, ainda mais não te comprometam na caminhada.

A não ser para auxiliares, não te preocupes com os outros.

Com o tempo, o verniz sob o qual os homens reciprocamente intentam esconder a personalidade, descorando-se ao sol das lutas inevitáveis, acabará expondo a realidade de cada um.

Não postergues, assim, o confronto contigo mesmo para o Outro Lado da Vida; não aguardes que a morte venha retirar-te a máscara da face e constranger-te a contemplar, refletida no espelho da Verdade, a imagem de tuas deformidades.

Assim como mistério algum do Universo permanecerá insondável para a ciência, que aos poucos terá acesso aos mais intrigantes enigmas da existência, os teus segredos mais íntimos, aquele que encerras no porão da individualidade, transparecerão aos olhos de quem anseias ocultá-los.

Nada haverá de permanecer ignorado para sempre.

Não insistas em conhecer da vida alheia o que não desejas venha a ser conhecido da tua.

Certas pessoas existem que, se soubessem tão bem de si quanto sabem de seus semelhantes, avançariam a passos mais rápidos nas sendas do aperfeiçoamento e não se perderiam nos escuros labirintos da ilusão, pelos quais enveredam inadvertidamente.

Irmão José

Frente ao egoísmo

Enfermidade renitente, que se caracteriza pela morbosidade que produz, o egoísmo permanece no organismo da humanidade ceifando vidas e desarticulando os mais formosos planos do bem, que objetivam o progresso e a dignificação da criatura.

Dissimula-se, astutamente, assumindo posturas que variam da urdidura hiprócrita da fraternidade, ao crime consciente praticado, desde que projetes as necessidades que o estruturam.

Hábil manipulador da palavra, sabe conduzir à agressão com estratégia de lutador que busca a vitória. (...)

É rude, quando ataca, desvelando-se ao impacto das paixões selvagens que esconde.

Arrogante, mascara-se de humilde, não suportando qualquer discrepância. Compete sempre contra os outros, a princípio nas sombras, depois em campo aberto.

É cruel verdugo do homem.

Cuida-te, em relação ao egoísmo.

Analisa-te, e vigia as tuas reais intenções, a fim de não lhe seres vítima. (...)

O que realizes, faze-o bem.

Na luta inglória da competição injustificável a que outros se entregam buscando diminuir-te, não te deixes conduzir pelas suas injunções.(...)

Resguarda-te em paz, procurando entendê-los, e prossegue na ação reta, mesmo que isto pareça "não valer a pena".(...)

A luta que travas, deve ser, inicialmente, contra esse inimigo íntimo, que conheces e deves vencer, de modo a conquistares a paz pessoal.

O indômito egoísmo de Anás, Caifás e Pilatos fê-los perderem-se.

O alucinado egoísmo de Hitler responde pela hecatombe que provocou, a ele próprio consumindo.

A História está repleta de lições a tal respeito, e tu, que buscas conhecer-te, sabes que esse grande adversário, que é o egoísmo, tem que ser incessantemente transformado em amor ao próximo, a serviço do bem geral como meta que não deve ser postergada.

Joanna de Ângelis

sábado, 11 de abril de 2009

No recesso do lar

No Recesso do Lar
Cultiva em ti a delicadeza que desfaz a irritação.

Interioriza a calma e devolve-a, na forma do sorriso brando que traduza compreensão.

Aprende a relaxar, eliminando as ansiedades e o excesso de expectativas em relação aos outros e a ti mesmo.

Aproxima-te, então, dos teus... aprende a senti-los...

Lembra-te que eles guardam e observam...


Eles sentem e se resentem com tuas explosões - essas pequenas tempestades que agridem e invadem, bruscamente, a atmosfera do teu santuário - teu Lar!

Descobre a doçura dentro de ti e deixa que ela embale os minutos de tua convivência em família.

Caminhos de libertação

Ilumina teu campo interior com luz permanente da fé e não te deixes abater pelas lutas do dia-a-dia.

Liberta-te, pois, alma irmã, de tuas inquietações e medita um pouco sobre a infantilidade de certas aspirações.

Medita ainda sobre a puerilidade dos problemas terrenos e a transitoriedade da vida física, bem como sobre a imortalidade de tua alma que tem o infinito por caminho a ser percorrido.

Se assim fizeres, sentirás que a Terra, com seus problemas e sua dores, é apenas um estágio necessário para a aquisição dos valores morais e espirituais que marcarão os degraus de tua evolução.

Passarás, então, a produzir mais para os interesses eternos e a viver menos para os transitórios, descobrindo a solução certa para as questões que hoje te atormentam encontrando, por fim, a paz que almejas.

Aprende a não valorizar tanto as pequenas discussões em torno de pontos de vistas, que, amanhã estarão mudados pelas próprias contigências da vida.

Não te intimides diante de certas agressões que são fruto de almas imaturas, indisciplinadas e infantis.

E para que conserves teu próprio equilíbrio, não te preocupes tanto com as aparências das coisas com as quais te defrontas.

Simplifica teus hábitos, simplifica tua vida em todos os setores, desde o vestuário até à alimentação, porque a libertação do supérfluo nos permite mais tempo para pensar em Deus, trabalhar no Bem e valorizar a nossa estância terrena.

Busca a simplicidade e vive com alegria.

Ouve na intimidade de teu coração a recomendação de Jesus; " Não se pertube o vosso coração! (...)"

Então, a Paz que dele se irradia seguirá contigo...

Icléia

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Abençoada parceria

Já há muito, temos dito que a mente não é apenas poderosa usina de força, mas assemelha-se a um computador, registrando, em várias faixas, a "memória" de fatos, gestos, palavras, leituras ou discursos.(...)

O médium habituado a aparentar sentimentos que não possui e falar o que não sente, pode arair, também entidades mistificadoras, muitas vezes, de difícil identificação,constituindo-se em verdadeiro teste para os dirigentes de uma Reunião Mediúnica. Tais entidades usam de línguagem melíflua , apresentam-se com nomes conhecidos e respeitados, trazem graves exortações ou revelações, atraído pela vaidade do médium.

Naturalmente, estamos falando de interferências graves, mais comuns entre os que não se aplicam a estudar seriamente a Doutrina Espírita.

O desejo de saber atrair os espíritos de muito conhecimento, mas com sentimentos menos elevados. Nesses casos, é preciso que o médium direcione o seu desejo de saber para as faixas do "saber iluminado", sem o que, ele correrá o risco de se submeter à interferência de espíritos pseudo-sábios. Isso pode acontecer com os que têm a tendência para apresentar grandes revelações, tornando-se conhecidos ou endeusados. São frutos do orgulho, desastrosos para qualquer um, seja médium ou não.

A mistificação em si tem dois aspectos: a determinação do médium em enganar e a interferência de um espírito que, se fazendo passar por outro, apresenta ensinamentos que não resistem à luz da verdade.

É importante, portanto, que os médiuns de boa vontade, como os que aqui labutam, atentem para estes pontos:

- a importância de estudar para discernir;
- o cumprimento reto de todos os seus deveres no campo espiritual e material;
- atenção para o tipo de alimento espiritual que oferece à sua mente, todos os dias.

Estudai, trabalhai, servi, orai, e as interferências do plano inferior se tornarão cada vez mais raras. E, seguindo este programa, a vossa interferência, se houver, será como pingos de luz, valorizando e completando o trabalho dos espíritos bons que convosco se comunicarem, numa abençoada parceria para a conquista do bem, portanto a Mediunidade nada mais é do que um empréstimo do qual Espíritos e Médiuns se utilizam juntos, visando ao crescimento de ambos, nas tarefas do Amor e da Paz.

Yvonne

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