domingo, 17 de maio de 2009

Em tudo, a misericórdia divina

Muitas vezes, o coração encarnado pergunta como estão os seus afetos que acabaram de passar para o mundo dos espíritos. E as indagações se sucedem, como que desejando uma explicação definitiva para o problema da saudade, para o problema da dor.

No que se refere aos espíritos bons, aqueles que, enquanto encarnados, praticam todo bem que podiam, espontaneamente, diremos que tais almas se encaminha com a paz e tranquilidade, na direção dos seus pousos naturais.

Aqueles, perfazendo a maioria, que passam pela Terra como ondas do mar, que vão e vêm, quase sempre precisam reformular idéias, corrigir impressões, modificar conceitos, melhorar seu padrão espiritual, para poderem alcançar o núcleo a que estão destinados. Muitas vezes, mesmo, essas almas passam por situações difíceis, já que tiveram compromisso agravados, em função de gestos impensados, atitudes descontroladas, palavras ditas com o objteivo de ferir.

Outra vezes, são almas que apenas foram intransigentes, em nada procurando facilitar a vida do seu próximo. Esses espítos muito tem a sofrer e, se não houver um sincero arrependimento da parte deles, passarão por estágios dolorosos e demorados, para que possam atigir o nível de bem de que precisam.

Outros, ainda, são aqueles espíritos que, inferiores, de modo algum se candidatam ao progresso. Neles, o mal é comum e permanente, sendo-lhes preciso dores, sofrimentos e lágrimas. Estagiam obrigatoriamente nas regiões dolorosas, para que aprendam a ver o quanto de mal fizeram.

Em todos os casos, no entanto, há misericórdia de Deus funcionando, há a bondade maior sustentado, há a corrigenda com o objetivo de elevar; em todos nós, há a presença de Deus e a figura de Jesus, como marcas indeléveis nos corações, para que, amparados pelo amor de Deus e pelo Mestre Jesus, todos se sintam como que se encaminhando na direção do progresso e da paz.

Se, de algum modo, alguém tiver saudades de um ente que se encontre na espiritualidade e deseje saber como esse espírito está, indague de sua própria lembrança como ele foi e terá a noção de como ele está. E a esta pergunta adicione-se a noção de misericórdia de Deus e saberá, seguramente, onde cada um está.

E que Jesus nos ajude e abençoe agora e sempre!

Muita paz, caros filhos! Muita paz!

Hermann

Nos dons da pregação

Não te desalentes, na difusão dos nobres princípios cristãos, porque os ouvidos que te recolhem as palavras continuam desatentos.

Se o companheiro que parecia seguro caiu, levanta-o, distendendo as mãos afeiçoadas, e reconforta-o outra vez.

Se o ouvinte partiu, ansioso, para se entregar, inerme, ao erro, considera-lhe a imprevidência, e volta a encorajá-lo na luta contra o mal.

Se o doente, em recuperando a saúde, retornou à posição anterior, distante dos companheiros e dos compromissos morais, esclarece-o, ainda mais, quanto à responsabilidade e ao dever.

Se o acompanhante se apresenta entediado, com evidentes sinais de enfado, renova-lhes as forças na fé pura, e demora-te ajudando.

Se a injúrioa te chega ao coração, desculpa o golpe partido do beneficiado das tuas mãos, e persevera socorrendo.

Se a maldade enrrosca os teus pés no poste da aflição, examina a própria atitude, e permanece amparando.

Se desprezado, não revides com azedume, e esforça-te por ser útil sempre.

Se insultado pelos comensais do teu carinho e dos teus ensinos, esquece qualquer ofensa, e ampara sem mágoas.

O desatento é espírito imaturo.

O perseguidor é instrumento de várias enfermidades.

O zombeteiro ignora-se.

O imprevidente é "criança espiritual".

O mau é náufrago em si mesmo.

No meio de todas as deserções e fracassos, originados na pobreza de forças que te rodeiam, cobra alento novo em Jesus Cristo, estando seguro de que és apenas servidor, em tarefa de auxílio e que todos os resultados a Ele pertencem, como todo bem dEle procede. E, após as fadigas, continuando feliz, descobrirás, nos recessos da alma, a virtude e o amor resplandecentes como luz de Deus a clarear-te por dentro.

Joanna de Ângeles

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Em torno da morte

Consideram, os homens, a morte como fantasma apavorante, capaz de aprisionar pela eternidade o espírito humano.

Capitulamos em sofrimentos inauditos diante do corpo querido, emudecido e pálido, distanciando-nos da realidade sob o véu do pranto e da dor inominável. Vertemos para o imo d'alma o veneno do materialismo, concebendo os entes queridos ocultos pela morte, no sorvedouro do nada.

Grande é a missão do Cristianismo arrebatando do túmulo os corações estremecidos e dando-lhes a posição de seres imortais.

Imenso o poder do Consolador, o Cristianismo redivivo que liberta dos grilhões da ignorância a mente humana, apresentado a visão da grandeza universal, iluminada pelo amor de um Pai de infinita bondade.

Hoje, na fonte luminosa do conhecimento maior, consideramos a morte, no espírito divino da libertação, para os caminhos da evolução.

É o fenômeno da morte o renascimento do espírito no plano espiritual.

É a morte o aconchego da família humana nos ninhos luminescentes das estrelas, doando-lhe novos planos de reabilitação ou sublimes programas de ascensão.

Segue o espírito caminhos tão grandiosos que somente àqueles que compreendem a Doutrina salvadora é dado sentir, ainda na Terra, os planos de Deus, para a ventura sem par de suas criaturas.

Quão grande é o amor de nossso Pai, concedendo-nos na fonte da reencarnação os meios de libertação de erros seculares e a correção de nossa insustentável rebeldia.

Compreendendo o amor de nosso Mestre que nos abraça com seu carinho e desvelo incessante, ergamo-nos sob as luzes do Evangelho redentor.

Entendendo o verdadeiro sentido da nossa libertação através da morte, agradeçamos ao Senhor que nos renova as possibilidades para ascendermos, sempre mais, para a vida do infinito.

Deus é Pai amantíssimo, abençoando-nos os pequeninos esforços.

Compreendamos pois, o sentido do fenômeno que nos restringe a vida no plano carnal, para nos espiritualizar e crescer para a vida real, buscando as flores da paz para o coração oprimido.

Espalhemos a Boa Nova em sua grandiosa verdade, apresentando aos homens a generosidade dos céus, quando nos liberta da carne densa e doentia, dos sofrimentos atrozes, das cadeias e compromissos, quase sempre frustados, para realizarmos em novas etapas o crescimento e a aprovação da consciência para Deus.

Bezerra de Menezes

domingo, 3 de maio de 2009

Ficas também com Deus

Não te omitas, trabalha.
Não reclames, coopera.
Não te desculpes, serve.
Não lastime, restaura.
Não censures, socorre.
Não te irrites, espera.
Não duvides, confia.
Não desanimes, segue.
Não revides, perdoa.
Não acuses, esquece,
Deus está sempre em ti.
Fica também com Deus.

Emmanuel

Seguindo à frente

Renova-te e segue adiante, trabalhando e servindo. E à medida que avances, caminho a fora, entre a bênção de compreender e o contentamento de ser útil, perceberás que todos os obstáculos e sombras de ontem se fizeram lições e experiências, enriquecendo-te o coração de segurança e de alegria, para que sigas em paz, no rumo de conquistas imperecíveis, ante o novo amanhecer.

Emmanuel

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Renunciar

"E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto e herderá a vida eterna." Jesus (Mateus; 19:20)

Neste versículo de Evangelho de Mateus, o Mestre Divino nos induz ao dever de renunciar aos bens do mundo para alcançar a vida eterna. Há necessidade, proclama o Messias, de abandonar pai e mãe, mulher e irmãos do mundo. No entanto, é necessário esclarecer como renunciar.

Jesus explica que o êxito pertencerá aos que assim procederem por amor ao seu nome.

À primeira vista, o alvitre divino parece contrassenso.

Como olvidar os sagrados deveres da existência, se o Cristo veio até nós para santificá-los? Os discípulos precipitados não souberam atingir o sentido do texto, nos tempos mais antigos. Numerosos irmãos de ideal recolheram-se à sombra do clausto, esquecendo obrigações superiores e inadiáveis.

Fácil, porém, reconhecer como o Cristo renunciou.

Aos companheiros que abandonaram aparece, glorioso, na ressureição. Não obstante as hesitações dos amigos, divide com eles, no cenáculo, os júbilos eternos. Aos homens ingratos que o crucificaram oferece sublime roteiro de salvação com o Evangelho e nunca se descuidou um minuto das criaturas.

Observemos, portanto, o que representa renunciar por amor ao Cristo. É perder as esperança na Terra conquistando as do Céu.

Se os pais são incompreensíveis, se a companheira é ingrata, se os irmãos parecem cruéis, é preciso renunciar à alegria de tê-los melhores ou perfeitos, unindo-nos, ainda mais, a eles todos, a fim de trabalhar no aperfeiçoamento com Jesus.

Acaso, não encontras compreensão no lar? Os amigos e irmãos são indiferentes e rudes? Permanece ao lado deles, mesmo assim, esperando para mais tarde o júbilo de encontrar os que se afinam perfeitamente contigo. Somente desse modo renunciarás aos teus, fazendo-lhes todo o bem por dedicação ao Mestre, e somente com semelhante renúncia, alcançarás a vida eterna.

Emmanuel

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