terça-feira, 8 de junho de 2010

Caridade do Esquecimento

Não olvides a caridade do esquecimento de todo mal.

Nela reside a força progressiva do bem.

Dissabores revividos são espinhos bem cultivados.

Diariamente, é possível exercê-la, porque o cipoal dos desgostos de toda sorte nasce também de sementes minúsculas.

A benefício da paz, não te fixes nas pequenas desarmonias que te rodeiam.

Esquece o erro do vizinho.
O mau temperamento do próximo.
A irritação do companheiro.
A ingratidão da parentela.
A intriga sutil.
A palavra maldosa.
A frase contudente.
A resposta impensada dos outros.
A saudação não respondida.
A ilusão dos que te seguem.
A irreflexão de alguns ou de muitos.
A ignorância do associado de luta.
A atitude do irmão, em desacordo com a tua.
A opnião diferente da que adotas.
A cicatriz ou a ferida dos semelhantes.
A infelicidade do companheiro inseguro.
A observação injuriosa que procura ferir-te a dignidade pessoal.
A incompreensão do meio a que serves.
A dificuldade e o obstáculo que se apresentam por abençoadas provas à tua fortaleza moral ou à tua boa vontade.

Lembra-te do auxílio simples do esquecimento da sombra que se interpõe entre o nosso espírito e a realidade.

Abre o coração à luz e adianta-te, olvidando as trevas da jornada.

Quem recebe a dádiva da luta na condição de um tesouro por engrandecer e aperfeiçoar, realmente encontrou para a própria felicidade, o verdadeiro caminho do céu.

Autor: Emmanuel
Do livro: Instrumentos do tempo

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