terça-feira, 27 de julho de 2010

Cada erro, uma lição

Quantas vezes nos colocamos diante do Senhor da vida e dizemos a ele que pretendemos mudar nossos hábitos, nossas palavras, nossos sentimentos, enfim. E quantas vezes temos falhado no cumprimento da promessa!

A Lei de Deus estabelece para nós que à medida que nos afastamos do cumprimento da mesma, que nos desviamos das vibrações equilibradas da Lei, sentimos os reflexos desse afastamento. Quando nos afastamos do bem, resvalamos para as faixa do desiquilíbrio, da desarmonia, que nos levam ao mal. Quandos nos afastamos do equilíbrio voltamos as nossoa mentes e sentimentos para a desarmonia psíquica, para o sofrimento. Assim, à medida que nos afastmos do bem, resvalamos as direções elevadas, resvalamos para o lado contrário, para o mal.

Aos olhos de muitos, isso parecerá um contrassenso, mas é a realidade do homem, em sua tragetória infinita na busca do equilíbrio e da evolução.

Há quem pense que tal atitude não pode vir de Deus, uma vez que provoca dor e sofrimento, mas se pensarmos corretamente nas atitudes que tomamos e nos resultados imediatos de tais atitudes, veremos que Deus nos corrige pelo próprio erro que cometemos. É o próprio erro que nos faz reconhecer que erramos.

Assim, resvalando para as faixas do fanatismo, o homem encontrará a dor dos fanáticos, ou seja, sentirá exatamente o que os fanáticos produzem em si mesmos; aqueles que se identificarem com gestos dominadores encontrarão criaturas que também reagirão com sentimento de força, de domínio, o psiquismo desencontrado, afastado do equilíbrio, encontrará somente pertubações e obsessões em derredor.

Disse-nos Jesus que deveríamos seguir o caminho que leva ao Pai, mostrando, por isso mesmo, que todos nós temos um roteiro a ser seguido e que esse roteiro equilibrado nos mantém nas faixas do equilíbrio. Se dele nos desviarmos, encontraremos o mal, e este trará, por sua vez, o remédio que há de nos fazer retornar às faixas da harmonia, que levarão à paz e consequentemente a Deus.

Aprendamos, portanto, a ver no que sofremos o resultado do que plantamos e busquemos considerar a vida de forma equilibrada.

Trabalhemos sempre pelo equilíbrio e pela paz.



Autor: Baltazar
Do livro: Pela graça infinita de Deus, Vol.1

sábado, 24 de julho de 2010

Corpo físico

Alguns daqueles que abordam a luz renovadora dos princípios espíritas, deslumbram-se diante das perspectiva do Universo, enternecem-se com as revelações da imortalidade, capacitam-se da grandeza da vida e, quase sem perceber, se alheiam do corpo físico que lhes serve de bendito instrumento ao desempenho de valiosos encargos na estância terrestre. Há mesmo quem chegue a desprezá-lo, no pressuposto de que semelhante comportamento lhes abrevia o trabalho de burilamento moral.

Simples ilusão dos que se ausentam da lógica que orienta os processos da natureza.

Antes que o pão brilhante a mesa, o trigo que lhe deu forma passou pelo claustro materno da terra benfazeja, a fim de constituir-se.

No mesmo sentido, que adiantaria ao aluno de letras primárias frequentar a universidade, claramente sem base para assimilar as lições dos cursos superiores?

A cela física, nas escolas do planeta, é a carteira de estudo ou o cubículo de retificação que nos patrocina o progresso. Abençoá-la, conservá-la, auxiliá-la e preservá-la, através de hábitos baseados em equilíbrio e retidão, nos quais os recursos da existência sejam usados sem excessos, é simples dever.

Geralmente, muitos de nós somente nos apercebemos da preciosidade de uma bênção depois que essa mesma bênção depois nos escapa das mãos.

É assim que, muito comumente, apenas quando caímos na enfermidade irreversível ou após ultrapassar as fronteiras da encarnação é que atribuímos ao corpo físico a importância de que ele se reveste.

Não esperes o sofrimento para bendizer a felicidade perdida.

Trabalha, realiza, procura o bem e aperfeiçoa-te agora.

É pelo corpo físico que entesouramos experiências de subido valor para a eternidade.

Ampara teu corpo para que teu corpo te ampare. Se robusto, não lhe dissipes em vão as energias e agradece-lhe o equilíbrio de que desfrutas. Se doente ou mutilado, defeituoso ou inibido, agradece-lhe o ensejo de reajuste.

Teu corpo é o livro em que aprendes na escola da vida. Não lhe fujas ao apoio do trabalho nem à luz da lição.


Autor: Emmanuel
Do livro: No portal da luz

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Ante a desencarnação

Por mais se alongue, a existência física na Terra não passa de uma estação temporária.

Como o desgaste natural, a indumentária carnal se consome, renovando-se, incessantemente, até se transformar em outras formas de vida, no silêncio do solo, quando abandonado pelo espírito.

Tudo quanto nasce, morre é da Lei.

A reencarnação é ensejo de aprendizagem necessária e breve.

O corpo, por isso mesmo, é veículo que a divindade honra o ser facultando-lhe a ascensão aos planos celestes.

Todos morrem num estado vibratório para renascerem noutro. Não há consumação. A vida prossegue!

Além do portal de lama e cinza, a vida continua como primavera formosa após noite sombria e torturada.

Ama os que foram instrumento da tua carne ou razão da tua felicidade, sem os constrangeres a uma temporada mais longa entre as limitações do vaso carnal.

Saudosos da Grande Pátria anseiam por voltar, embora as retenções no caminho.

Não os atormentes com teu amor. Eles proseguirão contigo noutro estado de consciência.

Ajudar-te-ão na dor, enxugando suores e lágrimas e orarão por ti nas travessias difíceis...

Prepara-os com amor, informando quanto à vida no mundo maior, e desembaraça-os dos cipós e elos que os prendam na retaguarda.

Recorda-te e lembra-lhes a alvorada sublime que os aguarda, esclarecendo quanto à ressurreição triunfal além da transitoriedade de todas as coisas.

Preenche, de tua parte, a saudade deles no coração, com a lembrança das horas felizes que eles proporcionaram, o bem que fizeram, o que representaram na vida...

Começa a morrer desde que se renasce na carne.

A memória deles te fará feliz e todo o bem que te fizeram, como o amor que lhes destes, será a coroa de luz que terás na vida.

Recorda, por fim que, dominados por imensa saudade, recolhidos e atemorizados, os discípulos reunidos em Jerusalém receberam a visita do inesquecível Amigo que os saudou jubiloso, retornando da morte e felicitando a todos, através dos milênios, com o legado da vitória da vida sobre a desencarnação, como hoje atestam os que venceram o túmulo, retornando, felizes, aos corações amados que se demoram na carne, a repetir "paz seja convosco", qual hino de consolação imortal, que nada consome.

Autor: Joanna de Ângelis
Do livro: Messe de Amor

terça-feira, 20 de julho de 2010

Penas depois da morte

Diante do antigo dogma das penas eternas, cuja criação a teologia terrestre atribui ao Criador, examinemos o comportamento do homem - criatura imperfeita - perante as criações estruturadas por ele mesmo.

Determinada companhia de armadores constrói um navio; contudo, não o arremessa ao mar sem a devida assistência. Comandantes, pilotos, maquinistas e marinheiros constituem-lhe a equipagem para que atenda dignamente aos seus fins. Quando alguma brecha surge na embarcação, ninguém se lembra de arrojá-la ao fundo. Ao revés, o socorro habitual envida o máximo esforço, de modo a recuperá-la. E se algum sinistro sobrevém, doloroso e inevitável, o assunto é motivo para vigorosos estudos, a fim de que novos barcos se levantem amanhã, em mais alto nível de segurança.

Na mesma diretriz, o avião conta com mecânicos adestrados, em cada estação de pouso; o automóvel dispõe, na estrada, dos postos de abastecimento, a locomotiva transita sobre trilhos certos e chaves condicionadas; a fábrica produz com supervisores e técnicos; o hospital funciona com médicos e enfermeiros; e a habitação recolhe o amparo de engenheiros e higienistas.

Em todas as formações humanas respeitáveis, tudo está previsto, de maneira que o trabalho seja protegido e os erros retificados, com aproveitamento de experiência e sucata, sempre que esse ou aquele edifício e essa ou aquela máquina entrem naturalmente em desuso.

Isso acontece entre homens, cujas obras estão indicadas pelo tempo a incessante renovação.

Em matéria, pois, de castigos, depois da morte, reflitamos, sim, na justiça da lei que determina realmente seja dado a cada um conforme as próprias obras; entretanto, acima de tudo e em todas as circustâncias, aceitemos Deus, na definição de Jesus, que no-lo revelou como sendo o "Pai nosso que está nos céus."

Autor: Emmanuel
Do livro: Justiça Divina

O direito

O direito, como disse Godin, fundador do familistério de Guise, é feito do dever cumprido. Sendo os serviços prestados à humanidade a causa, o direito vem a ser o efeito. Numa sociedade bem organizada, cada cidadão classificar-se-á de acordo com o seu valor pessoal e grau de sua evolução e em proporção com sua cota social.

O indivíduo só deve ocupar a situação merecida; seu direito está em proporção equivalente à sua capacidade para o bem. Tal é a regra, tal é a base da sua ordem , universal, e a ordem social, enquanto não for sua contraprova, sua imagem fiel, será precária e instável.

Cada membro de uma coletividade deve, por força desta regra, em vez de reinvidicar direitos fictícios, tornar-se digno deles, aumentando o próprio valor e sua participação na obra comum. O ideal social transforma-se, o sentido da harmonia desenvolve-se, o campo do altruímo dilata-se; mas, no estado atual das coisas, no seio de uma sociedade onde fermentam tantas paixões, onde se agitam tantas forças brutais, no meio de uma civilização feita de egoísmo e cobiça, de incoerência e má vontade, de sensualidade e sofrimentos, são de temer muitas convulções.

Ás vezes ouve-se o bramido da onda que sobe. O queixume dos que sofrem transforma-se em brados de cólera. As multidões contam-se interesses seculares são ameaçados. Levanta-se, porém, uma nova fé, iluminada por um raio do Alto e assente em fatos, em provas sensíveis. Diz a todos: "Sede unidos, porque sois irmãos, irmãos neste mundo, irmãos na imortalidade. Trabalhai em comum para tornardes mais suaves as condições da vida social, mais fácil o desempenho de vossas tarefas futuras, Trabalhai para aumentar os tesouros de saber, de sabedoria, de poder, que são a herança da humanidade. A felicidade não está na luta, na vingança; está na união dos corações e das vontades!"

Autor: Léon Denis
Do livro: O Problema do Ser, do Destino e da Dor

domingo, 18 de julho de 2010

Sintonia Moral

Sintonia Moral
As leis da afinidade ou de sintonia que vigem em toda parte, respondem pela ordem e pelo equilíbrio universal.

Pequena alteração para mais ou para menos, entre os fenômenos do magnetismo e as forças de gravitação universal, tornaria as estrelas gigantes azuis ou pequenos astros vermelhos perdidos no caos...

Sentimentos viciosos encontram ressonância em caracteres morais equivalentes produzindo resultados idênticos.

O homem colérico sempre encontrará motivo para a irritação; assim como a pessoa dócil com fcilidade identifica as razões para desculpar e entender.

Há uma inevitável atração entre personalidades de gostos e objetivos semelhantes como repulsa em meio àqueles que transitam em faixas de valores que se opõem...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A vida lhe coloca onde você escolheu estar...

Nasceste no lar que precisavas.

Vestiste o corpo físico que merecias.

Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.

Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.

Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.

Teus parentes e amigos são as almas que atraístes, com tua própria afinidade.

Portanto, teu destino está constantemente sobre teu controle.

Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas, tudo aquilo que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos, atitudes são as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivencial.

Não reclames, nem te faças de vítima.

Antes de tudo, analisa e observa.

A mudança está em tuas mãos.

Reprograme tua meta,

Busque o bem e viverás melhor.


Autor: Francisco Cândido Xavier

Infelicidade

Ante o manancial de bênçãos do Espiritismo com Jesus, a verdadeira infelicidade será sempre:

Receber sem dar;

Reter os bens do mundo sem distribuí-los;

Guardar a fé, menosprezando os que sofrem o frio da indiferênça;

Iluminar a si mesmo, escarnecendo os que ainda jazem na sombra;

Exibir humildade, amaldiçoando as vítimas do orgulho;

Ornar a própria senda com os mais altos valores culturais, recusando a esmola do alfabeto aos que padecem a chaga da ignorância;

Conservar a própria saúde, olvidando os enfermos;

Encastelar-se no conforto, esquecendo os que são afrontados pela miséria...

O infortúnio será ainda:

Ensinar o bem sem praticá-lo;

Conhecer a verdade e consagra-se ao erro sistemático;

Aceitar os princípios da sublimação espiritual, mergulhando-se nas trevas da animalidade e da estagnação nas linhas inferiores do mundo;

Saber o caminho da elevação própria, tentando enganar a si mesmo no fundo despenhadeiro da ilusão;

Matar o tempo destinado a enriquecer-nos de vida...

Há muita felicidade na Terra que não constitui senão trilho descendente para o abismo da aflição...

Muitos riem agora, ostentando falsa alegria na máscara de carne para chorarem amargamente depois...

Aprendamos a viver para o bem dos outros, a fim de encontrarmos o nosso verdadeiro bem.

Almas inúmeras se julgam bem quando apenas se encontram bem mal no exclusivismo a que se afeiçoam, e outras tantas se supõem mal dotadas pela existência, encontrando nas dores que assaltam o acesso à libertação do mal a que se escravisavam.

A felicidade duradoura e justa nasce para nós da felicidade que acendermos no caminho dos outros, e, por isso, compreendendo com o Evangelho que mais vale dar que receber, procuremos distibuir os bens que o Senhor nos empresta, a bem de todos, na certeza de que somente assim conquistaremos, em nosso favor, a felicidade do Sumo Bem.

Autor: Emmanuel
Do livro: Perante Jesus

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sempre adiante

O espírito encarnado, a fim de alcançar os altos objetivos da vida, precisa reconhecer sua condição de aprendiz, extraindo o proveito de cada experiência, sem escravisar-se.

O dinheiro ou a necessidade material, a doença e a saúde do corpo são condições educativas de imenso valor para os que saibam aproveitar o ensejo de elevação em sua essência legítima.

Infelizmente, porém, de maneira geral, a criatura apenas reconhece semelhantes verdades quando se abeira da transformação pela morte do corpo terrestre.

Raras pessoas transitam de uma situação para outra com a dignidade devida. Comumente, se um rico é transferido a lugar de escassez, dá-se a tão extrema lamentações que acaba vencido, como servo miserável da medicância; se o pobre é conduzido a elevada posição financeira, não raro se transforma em ordenador insensato, escravisando-se à extravagância e à tirania.

É imprescindível muito cuidado para que as posições transitórias não paralisem os vôos da alma.

Guarda a retidão de consciência e atira-te ao trabalho edificante; então, a teus olhos, toda situação representará oportunidade de atingir o "mais alto" e o "mais além".

Autor: Emmanuel
Do livro: Caminho Verdade e Vida

sábado, 10 de julho de 2010

Aborto

Por mais se busquem argumentos, em vãs tentativas para justificar-se o aborto, todos eles não escondem os estados mórbidos da personalidade humana, a revolta, a vingança, o campo aberto para as licenças morais, sem qualquer compromisso ou responsabilidade...

Não há qualquer dúvida, quanto aos "direitos da mulher sobre o seu corpo", mas, não quanto a vida que vige na intimidade da sua estrutura orgânica.

Afinal, o corpo a ninguém pertence, ou melhor, nada pertence a quem quer que seja, senão à vida.

Os movimentos em favor da liberação do aborto, sob a alegação de que o mesmo é feito clandestinamente, resultam em legalizar-se um crime para que outro equivalente não tenha curso.

Diz-se que, na clandestinidade, o óbito das gestantes que tombam, por imprudência, em mãos incapazes e criminosas, é muito grande, e quando tal não ocorre, as consequências da técnica são dolorosas, gerando sequelas, ou dando origem a processos de enfermidades de longo curso.

A providência seria, portanto, a do esclarecimento, da orientação e não do infanticídio covarde, interrompendo a vida em começo de alguém que não foi consultado quanto à gravidade do tentame e ao seu destino.

Ocorre, porém, na maioria dos casos de aborto, que a expulsão do corpo em formação, de forma nenhuma interrompe as ligações espírito-a-espírito, entre a futura mãe e o porvindouro filho.

Sem entender a ocorrência, ou percebendo-a, em desespero, o ser espiritual agarra-se às matrizes orgânicas e, à força da persistência psíquica, sob frustação do insucesso termina por lesar a aparelhagem genital da mulher, dando gênese a doenças de etiologia muito complicada, favorecendo os múltiplos processos cancerígenos.

Outrossim, em estado de desespero, por sentir-se impedido de completar o ciclo da vida, o espírito estabelece processos de obsessão que se complicam, culminando por alienar-se a mulher de consciência culpada, formando quadros depressivos e outros, em que a loucura e o suicídio tornam-se portas de libertação mentirosa.

Ninguém tem o direito de interromper uma vida humana em formação.

Diante da terapia para salvar a vida da mãe, é aceitável a interrupção do processo de vida fetal, em se considerando a possibilidade de nova gestação ou o dever para com a vida já estabelecida, face à dúvida ante a vida em formação...

Quando qualquer crime seja tornado um comportamento legal, jamais se enquadrará nos processos morais das Leis soberanas que sustentam o Universo em nome de Deus.

Diante do aborto em delineamento, procura pensar em termos de amor e o amor te dirá qual a melhor atitude a tomar em relação ao filhinho em formação, conforme os teus genitores fizeram contigo, permitindo-te nascer.

Autor: Joanna de Ângelis
Do livro: Alerta

sábado, 3 de julho de 2010

Luminosa Bênção

Simbolizamos no plano físico a presença de grande Universidade.

Da vida espiritual, - a vida verdadeira - precedem os alunos, ou mais propriamente considerando, as criaturas que nascem nos lares humanos.

Antes, porém da corporificação no berço terrestre, quantos já desfrutem a faculdade de escolher o currículo de lições determinadas, solicitam matrícula nos institutos da reencarnação, no encalço de realizações das quais se julgam necessitados, quanto ao próprio burilamento.

As matérias professadas são as mais diversas.

Temos aqueles que insistem pelo renascimento no berço de extremada penúria, a fim de que o aguilhão da necessidade lhes auxilie a descobrir a alegria de trabalhar.

Surgem os que requisitam deformidades no corpo, no intuito de instalar a luz da humildade por dentro de si.

Surpreendemos os que pedem moléstias congênitas e irrevesíveis, visando a correção de hábitos infelizes nos quais se desvairaram em outras estâncias do tempo.

Aparecem os que rogam tribulações difíceis de suportar, procurando acumular fortaleza de espírito.

Repontam, aqui e ali, os que solicitam inibições no campo afetivo, no objetivo de buscarem a sublimação dos próprios sentimentos.

E existem aqueles muitos outros que imploram retorno à presença de antigos desafetos, a eles se prendendo nas teias da consaguinidade, intentando aprender perdão e tolerância nos recessos do lar.

Obtidas as concessões, começam as providências que as afetivem a benefício dos candidatos, entretanto, muitos aprendizes recuam diante dos obstáculos, entrando em conflitos de consciência.

No íntimo, sabem-se famintos de valores espirituais como sejam a paciência e a humildade, a coragem e a firmeza de caráter, o espírito de renúncia e a compreensão mas, retomam institivamente os estados negativos em que se emaranharam em muitas das existências passadas, surgindo, depois, mais endividados perante a contabilidade da vida.

Se te encontras na Terra num processo assim de aperfeiçoamento e resgate, asserena o coração refletindo na perenidade da vida e pede forças a Deus em oração para que não te afastes do rumo certo.

E, longe de troféus passageiros, suscetíveis de te enganarem nas exterioridades da existência humana, reconhecerás, no ìmo do próprio ser, que estás conquistando, pouco a pouco, tesouros imperecíveis de paz e de alegria trabalhando e servindo, sempre com bênção luminosa da aceitação.

Autor: Emmanuel
Do livro: Companheiro

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