sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Resistência ao mal

Bem-aventurados os pobres de vaidades e ambições que sabem render culto de confiança ao Pai!

Bem-aventurados os ricos de amor indiscriminado e indistinto que sabem ampliar as fronteiras do Reino da
Esperança entre os que se debatem nas malhas cruéis do desespero e da ignorância!

Bem-aventurados os simples que não se ensoberbecem na grandeza nem se amesquinham na aflição!

Bem-aventurados os que se doam ao melhor da vida para a vida melhor do espírito!

Somos a imensa família do Cristo, atados por liames fortes do pretérito-próximo, convocados para a redenção de nós mesmos. Lutas e desenganos não nos devem arrefecer ante as tarefas que nos competem desenvolver. Somos espíritos enfermos em tratamento de emergência nas mãos de Jesus, o amigo incomparável e constante. Muitas chagas que teimam por continuar abertas, aguardam nossa imediata enfermagem envidando esforços expressivos para cicatrizá-las.

Aqui é a antipatia gratuita esperando nosso apaziguamento; ali é a revolta insensata aguardando pacificação;
à frente é pessimismo retratando hoje os fracassos de ontem, que devemos combater com a clara manhã da esperança; ao lado é a dor, são as mágoas, são os constrangimentos irritantes desejando o bálsamo da nossa bondade e a esponja do nosso otimismo, embora nos pareçam trevas ameaçadoras em nossos céus...

Para que haja paz, em nós, ajudemos todos com a nossa cordialidade e sigamos adiante...

Companheiros valorosos se dizem desanimados ante os maus exemplos e os fracassos que constatam a cada passo. Esquecem-se, no entanto, dos triunfos demorados daqueles que só hoje caíram, quando poderiam ter caído há tempos; daqueles que sofreram o dilacerar do coração sob o relho de tormentos íntimos, por todos ignorados; dos que se debruçaram sobre as bordas do abismo do autocídio e recuaram, derrapando com desvios de consequências menos graves; dos amigos que estiveram loucos na dor, discretamente lutando sozinhos, e só agora não mais conseguiram manter a aparência, entregando-se exânime ao desequilíbrio...


Autor: Joanna de Ângelis
Do livro: Lampadário Espírita

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