quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ante o sofrimento

A problemática dos sofrimentos humanos encontra, na reencarnação, a resposta mais eficaz e a solução legítima, a fim de equacioná-la.

Sendo o espírito herdeiro de si mesmo, em cada etapa do caminho evolutivo consegue resgatar débitos pretéritos ou adicionar experiências com que se credencia a maiores voos na direção da sublimação, que é o fanal de todos nós.

Enquanto jaz ergastulado nas limitações a que se vincula, padece as constrições naturais da própria insipiência, começando em círculo vicioso as conquistas que não lobriga legitimar.

Representando a morte física mudança de estado vibratório, o espírito transfere de uma para outra existência os labores nos quais malogrou ou em que não conseguiu necessariamente concluir a tarefa iniciada.

Não cessa a jornada redentora...

O que agora não se consegue, posteriormente se realiza.

A vida são as contínuas e sucessivas etapas reencarnatórias, em cujo curso cada um é o arquiteto do próprio destino, construtor da desgraça ou da felicidade que todos buscamos.(...)

O que hoje se configura difícil, logo mais ressurge na condição de possibilidade que lhe compete utilizar para a materialização dos objetivos elevados que persegue.(...)

Transforma-se a lagarta em borboleta voejante no ar, e a bolota esmagada no subsolo liberta o carvalho que está miniaturizado na intimidade do seu bojo.

Também o ser imortal...

Logo se desatrelam os liames carnais, o ser imperecível - o espírito - retorna ao seio da vida donde proveio e se integra na paisagem a que pertence: a erraticidade!

Se conseguiu vencer as paixões e os gravames que o maceravam, paira acima e além das vicissitudes.

Se, no entanto, transformou a bênção do corpo em compromisso negativo com a retaguarda, retorna a novo corpo sob a constrição do sofrimento ou da amargura, em clima de sombra ou desesperação para resgatar e crescer.

Jesus, o incomparável herói da renúncia, lecionando a ética libertadora e básica para a legítima felicidade, sintetizou no amor as mais altas aspirações a que nos devemos permitir, como método de construir a felicidade em nós e em torno de nós, sem mácula, sem necessidade de novos recomeços, porquanto, no amor, síntese da vida, estão os semes da misericórdia de Deus, base de todas as coisas...

... E amou de tal forma, que deu a Sua pela nossa vida, como a dizer que a verdadeira felicidade consiste, sim, em amar, porque somente quando se ama se consegue a real plenitude, longe de quaisquer sofrimentos e desditas.

Autor: Joanna de Ângelis
Do livro: Celeiro de Bênçãos

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