domingo, 14 de novembro de 2010

Mensageiros Divinos

Ser-nos-á sempre fácil discernir a presença dos mensageiro divinos, ao nosso lado, pela rota do bem a que nos induzam.

Ainda mesmo que tragam consigo o fulgor solar da vida celeste, sabem acomodar-se ao nosso singelo degrau nas lides da evolução, ensinando-nos o caminho da esfera superior. E ainda mesmo se alteiem a culminâncias sublimes na ciência do Universo, ocultam a própria grandeza para guiar-nos no justo aproveitamento das possibilidades em nossas mãos.

Sem ferir-nos de leve, fazem luz em nossas almas, a fim de que vejamos as chagas de nossas deficiências, de modo a que venhamos saná-las na luta do esforço próprio.

Nunca se prevalecem da verdade para esmagar-nos em nossa condição de espíritos devedores, usando-a simplesmente como remédio dosado para enfermos, para que nos ergamos ao nível da redenção, e nem se valem da virtude que adquiriram para condenar as nossas fraquezas, empregando-a tão só na paciência incomensurável em nosso favor, de modo que a tolerância nos não desampare à frente daqueles que sofrem dificuldades de entendimento maiores que as nossas.

Se nos encontram batidos e lacerados, jamais nos aconselham qualquer desforço ou lamentação,e, sim, ajudam-nos a esquecer a crueldade e a violência, com força bastante para não cairmos na posição de quem nos insulta ou injuria, e, se nos surpreendem caluniados ou perseguidos, não nos inclinam à revolta ou desânimo, mas recompõem as nossas energias desconjuntadas, sustentando-nos na humildade e no serviço com que possamos reajustar o pensamento de quem nos apedreja ou difama.

Erigem-se na estrada por invisível apoio aos nossos desfalecimentos humanos, e aclaram-nos a fé na travessia das dores que fizemos por merecer.

São rosas no espinheiral de nossas imperfeições, perfumando-nos a agressividade com bálsamo da indulgência, e estrelas que brilham na noite de nossas faltas, acenando-nos com a confiança no esplendor do crime.

E, sobretudo, diante de toda a ofensa, levantam-nos a fronte para o justo dos justos que expirou no madeiro, por resistir ao mal em suprema renúncia, entre a glória do amor e a bênção do perdão.


Autor: Emmanuel
Do livro: Religião dos Espíritos

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