quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Humildade: Amor no coração

Falando das necessidades que o homem possui basicamente, Jesus nos chamou a atenção para o grande sentimento que é o amor. Não se pode ter a noção de humildade de espírito sem que tenha o amor no coração. Só podemos doar-nos, entender o nosso próximo, suas dificuldades, seu problemas, só podemos fazer aquilo que o mundo chama de quitar-se diante de uma pessoa arbitrária, só podemos trazer dentro de nós a capacidade de calar a boca, deixando que o outro fale, quando temos amor no coração. Se não for assim, o homem poderá até mesmo tornar-se submisso, mas o fará por medo, por acomodação, por desejar não enfrentar o próximo, nunca por humildade de espírito, na concepção crística.

Na concepção de Jesus, humildade de espírito passa, inegavelmente, pela noção de amor ao semelhante, somente quando somos capazes de compreender a necessidade do próximo, somente quando temos verdadeiramente condição de entender superiormente os problemas dos outros é que carregamos conosco as marcas do equilíbrio, da bondade que nos faz ter a chamada pobreza de espírito no dizer evangélico. Por aí se vê que a pobreza de espírito de que nos fala o Evangelho nada tem a ver com a classe social que o homem ocupe, mas, sim, com a noção que ele mesmo tenha da vida espiritual, da sua própria existência e do amor de Deus.

Às vezes, o indivíduo, por ser manso, por ser pacífico, é chamado de pobre de espírito, quando na realidade é apenas uma pessoa quieta. Na acepção crística, portanto, pobre de espírito é o ser que traz tanto amor no coração, que não se deixa envolver pelos sentimentos cruéis ou negativos, ou até mesmo sofredores, daquele que o procura atingir.

Pensemos nisso, meus irmãos, e elevemos os nossos pensamentos, no sagrado propósito de aprender para entender e entender para praticarmos os ensinamentos do Senhor e Mestre Jesus.


Autor: Balthazar
do livro: Pela graça infinita de Deus - Vol. 1

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