sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

As guerras

Dentre todas as calamidades que periodicamente assolam a humanidade, a guerra é a mais hedionda pelas altas cargas de barbárie que revela. Remanescente do primarismo do homem na luta pela sobrevivência, impõe-se o instinto que busca segurança submetendo os mais fracos, exaurindo-lhes os recursos, enquanto se locupleta sobre os despojos que aniquila.

Estimulado pela ganância da propriedade, arbitrariamente, o homem crê-se com permissão de vencer o próximo dando expansão à agressividade, quando se deveria impor a disciplina da superação dos males que nele mesmo residem, vitória que se torna imperiosa, para atribuir-se os requisitos de homem integral(...)

A guerra, conforme demonstra a História, não tem ensinado as lições que seriam de esperar-se, exceto a demonstração imediata da transitoriedade dos triunfos e das desgraças terrenos...

A guerra, não obstante açodar os mais vis sentimentos de selvageria nos grandes grupo, inspira ao sacrifício da vida os que amam, peoporcionando a manifestação nobilitante dos heróis da renúncia e da abnegação, que mergulham nos laboratórios de pesquisas e experiências a fim de encontrarem soluções para os problemas afligentes, produzindo revoluções novas na tecnologia em tempo recorde, considerando o estímulo para apressar o fim das animosidades e socorrer as vítimas inermes colhidas no fragor das batalhas ferozes...

Embora necessário como aguilão do homem, o mal é herança que um dia desaparecerá da Terra sob a inspiração e superior comando do bem.

Nessa ocasião, a humanidade, da guerra somente conhecerá os informes dos museus, os documentários, que farão as gerações futuras lamentar os métodos da áspera escalada por onde transitaram seus pés nestes dias, fixando os estímulos para mais avançar, envergonhadas deste hoje que lhes será o passado traunesco...

Nesses dias porvindouros terão, também, batido em retirada as calamidades morais - que são as basilares -, porquanto, de procedÊncia da alma infeliz, atrasada, dão origem a todas as outras misérias, as que teimam no mundo em duelo incessante...

No amor e no conhecimento das "leis de causa e efeito", haurirá o homem do porvir desde hoje a força moral e espiritual para a sua elevação, e, consequentemente, para a instalação do primado da paz, que e alongará pelos tempos sem fim.

Autor: Jona de ângelis
Do livro: Após a Tempestade

Pensamento e Conduta

"O pensamento, afirmam os enciclopedistas, no seu sentido lato, compreende todos os fenômenos cognoscitivos e intelectivos, por oposição aos afetivos e volitivos."

Dínamo portador de energias específicas, o pensamento traduz o grau de evolução de cada espírito do qual procede.

Força poderosa, irradia-se dos centros psíquicos e espraia-se pelo domicílio corporal vitalizando-o ou debilitando-lhe os campos vibratórios sob a continuada onda da força que contém. (...)

O pensamento é energia viva que necessita ser canalizado conscientemente, a fim de produzir com eficiência e promover com elevação aquele que emite(...)

Mediante o pensamento que cultivas, podes modelar as asas que te facultarão planar acima das vicissitudes ou carregar-te de pesos que te chumbarão ao solo.

Os pensamentos saudáveis envolvem o ser em alegria e bem-estar, enquanto os de natureza inferior constroem masmorras sombrias onde estorcega na loucura e na desesperança.

O pensamento pode encaminhar-te a Deus ou encarcerar-te em cruéis prisões sem grades, que te manterão cativo embora te movimentes em toda a parte(...)

Todo ser humano, portador de normalidade, pensa. O conteúdo do pensamento será a sua opção de liberdade ou de cativeiro, de saúde ou de enfermidade, de vida ou de morte...

A tua onda mental define o teu nível de consciência moral.

Torna-se-te indispensável exercitar o pensamento nos propósitos superiores, substituindo aqueles deprimentes e pertubadores a que estás acostumado.

A ânsia de felicidade, que se encontra ínsita em todos os espíritos, auxiliar-te-á a estabelecer os parâmetros entre gozos e plenitude, demonstrando-te que o prazer devorador e célere, sempre deixa amargura, enquanto que a legítima satisfação proporciona renovação, entusiasmo e harmonia.

Pensa bem, e te enriquecerás de paz.

Pensa mal, e te sombrearás estrada afora entre espículos e amarguras.


Autor: Joanna de Ângelis
Do livro: Fonte de Luz

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Agradeço Senhor

Agradeço, Senhor,
Quando me dizes, “não”
Às súplicas indébitas que faço,
Através da oração.

Muitas daquelas dádivas que peço,
Estima, concessão, posse, prazer,
Em meu caso talvez fossem espinhos,
Na senda que me deste a percorrer.

De outras vezes, imploro-te favores,
Entre lamentação, choro, barulho,
Mero capricho, simples algazarra,
Que me escapam do orgulho...

Existem privilégios que desejo,
Reclamando-te o “sim”,
Que, se me florescessem na existência,
Seriam desvantagens contra mim.

Em muitas circunstâncias, rogo afeto,
Sem achar companhia em qualquer parte,
Quando me dás a solidão por guia
Que me inspire a buscar-te.

Ensina-me que estou no lugar certo,
Que a ninguém me ligaste de improviso,
E que desfruto agora o melhor tempo
De melhorar-me em tudo o que preciso.

Não me escutes as exigências loucas,
Faze-me perceber
Que alcançarei além do necessário,
Se cumprir meu dever.

Agradeço, meu Deus,
Quando me dizes “não” com teu amor,
E sempre que te rogue o que não deva,
Não me atendas, Senhor!...

Autor: Maria Dolores

sábado, 15 de janeiro de 2011

Calamidades

Com frequência regular a Terra se faz visitar por catástrofes diversas que deixam rastros de sangue, luto e dor, em veemente convite à meditação dos homens.

Consequência natural da lei de destruição que enseja a renovação das formas e faculta a evolução dos seres, sempre conseguem produzir impactos, graças à força devastadora de que se revestem(...)

Tais desesperadores eventos impõem ao homem invigilante a necessidade da meditação e da submissão à vontade divina, do que resultam transformações morais que o incitam à elevação.

Olhados sob o ponto de vista espiritual esses flagelos destruidores têm objetivos saneadores que removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera, que o homem elimina e aspira, em contínua intoxicação.

Indubitavelmente trazem muitas aflições pelos danos que se demoram após a extinção de vidas, arrebatadas coletivamente, deixando marcas de difícil remoção, que se insculpem no caráter, na mente e nos corpos das criaturas(...)

Não constituem castigos as catástrofes que chocam uns e arrebatam outros, antes significam justiça integral que se realiza.

Enquanto o egoímo governe os grupos humanos e espalhe suas torpes sementes, em forma de presunção, de ódio, de orgulho, de indiferença à aflição do próximo, a humanidade provará a ardência dos desesperos coletivos e das coletivas lágrimas, em chamamentos severos à identificação com o bem e o amor, à caridade e ao sacrifício.

Como há podido pela técnica superar e remover vários fatores de calamidades, pelas conquistas morais conseguirá, a pouco e pouco, suplantar as exigências transitórias de tais injunções redentoras.

Não bastassem as legítimas concessões do ajustamento espiritual, as calamidades fazem com que os homens recordem o poder indômito de forças superiores que os levam a ajustar-se à sua pequenez e emular-se para o crescimento que lhes acena.

Tocados pelas dores gerais, partícipes das angústias que se abatem sobre os lares vitimados pela fúria da catástrofe, ajudemo-nos e oremos, formando a corrente da fraternidade santificante e, desde logo, estaremos construindo a coletividade harmônica que atravessará o túmulo em paz e esperança, com os júbilos do viajor retornando ditoso à Pátria da ventura.


Autor: Joanna de Ângelis
Do livro: Após a Tempestade

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

No caminho da vida

Reage a vida para nós em toda a parte, segundo a nossa própria ação.

Observemos a natureza, em sua feição pura e simples.

O rio, quanto mais profundo, mais requisita a contribuição de afluentes.

O incêndio cresce, conforme o combustível de que as suas labaredas se nutrem.

O fruto relegado ao abandono, converte-se em foco infeccioso, cada vez mais virulento.

Assim também nossos gestos de bondade enriquecem-nos o tesouro de simpatia, tanto quanto nossa incompreensão adquire número crescente de desafetos.

Nossa perseverança no dever bem cumprido transforma-se em jubilosa propriedade ao redor de nossos passos, enquanto que a preguiça, com a indiferença pelas obrigações que o mundo nos confere, depressa, transubstancia-se em penúria e enfermidade, na senda em que jornadeamos.

Habitua-te a procurar espinhos na vida alheia e viverás com um espinheiro no coração.

Procura as pedras da estrada e em pouco tempo respirarás num deserto empedrado.

Busca, no entanto, as boas qualidade do vizinho, e sublime compreensão coroar-te-á a cabeça.

Empenha-te na identificação do melhor, na teia de circustância da vida, e reconhecerás, em todos os acontecimentos de cada dia, a harmoniosa vontade de Deus, conduzindo-te à paz.

Não nos esqueçamos de que a Lei Divina expressa-se em nós, conosco e por nós, em todos os momentos da nossa existência.

Dela receberemos felicidade ou sofrimento, luz ou trevas, ânimo ou desalento, gelo ou calor, segundo as nossas próprias requisições, no uso dos talentos, que o Senhor situou em nossas mãos.

Aprendamos a semear o trigo da vontade, com todos, onde estivermos, na certeza de que movimentando no infinito bem os recursos que nos foram emprestados na Terra, estaremos amealhando a nossa riqueza imperecível para a glória celestial.


Autor: Emmanuel
Do livro: Mãos Marcadas

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