sábado, 30 de abril de 2011

A Providência Divina em Nossas Vidas

Providência divina em nossas vidas
Nunca será demasiado lembrar-mos do amor de Deus sustentando nossas almas e sentimentos para as lutas diárias.

O homem faria muito bem se, durante qualquer momento de sua vida diária, se lembrasse de Deus, de seu amor infinito, de seu amparo maior e da sustentação que ele dá a cada um de nós.

A sustentação divina objetiva tornar o ser mais coeso, mais organizado, pensando numa direção de elevação. E se todos prestar-mos atenção na existência que temos, nos erros cometidos, nos projetos de vida, verificaremos que cada um tem no seu próprio projeto uma força superior que conduz a criatura para um objetivo. Isso é o sinal da Providência Divina, tentando nos encaminhar para aquilo que se chama necessidade pessoal.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Brandura

Insignificante é o pingo d'água, todavia, com o tempo, traça um caminho no corpo duro da pedra.

Humilde é a semente, entretanto, germina com firmeza e produz a espiga que enriquece o celeiro.

Frágil é a flor, contudo, resiste à ventania, garantindo a colheita farta.

Minúscula é a formiga, que edifica, à força de perseverança, complicadas cidades subterrâneas.

Submissa é a argila, no entanto, com o auxílio do oleiro, transforma-se em vaso precioso.

Branda é a veste física, que um simples alfinete atravessa, todavia, suporta vicissitudes incontáveis e sustenta o templo do espírito em aprendizado, por dezenas de lustros, repletos de necessidades e padecimentos morais.

O verdadeiro progresso prescinde da violência.

Tudo é serenidade e sequência na evolução.

Aprendamos com a Natureza e adotemos a brandura por diretriz de nossas realizações para a vida mais alta, mas não a brandura que se acomoda com a inércia, com a pertubação e com o mal e sim que se baseia na paciência construtiva, que trabalha incessantemente e persiste no melhor a fazer, ultrapassando os obstáculos que a ignorância lhe atira à estrada e superando os percalços da luta, a sustentar-se no serviço que não esmorece e na esperança fiel que confia, sem desânimo, na vitória final do bem.

Autor: André Luiz
Do livro: Caridade

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ora e Serve

Afirmas que o progresso, exprimindo felicidade e aprimoramento, é o porto a que te destinas, no mar da experiência terrestre, mas, se cultivas sinceridade e decisão contigo mesmo, abraça o trabalho e a prece, como sendo
a embarcação e a bússola do caminho.

Rochedos de incompreensão escondem-se, traiçoeiros, sob a crista das ondas, ameaçando-te a rota.

No entanto, ora e serve.

A prece ilumina.

O trabalho liberta.

Monstros do precipício surgem à tona, inclinando-te à perturbação e ao soçobro.

Contudo, ora e serve.

A prece guia.

O trabalho defende (...)

Companheiros queridos que te suavizavam as agruras da marcha desembarcam nas ilhas de enganoso descanso, deixando-te as mãos sob multiplicados encargos.

Todavia, ora e serve.

A prece consola.

O trabalho sustenta.

Em todos os problemas e circunstâncias que te pareçam superar o quadro das próprias forças, ora e serve.

A prece é silêncio que inspira.

O trabalho é atividade que aperfeiçoa.

O viajor mais importante da Terra também passou pelo oceano do suor e das lágrimas, orando e servindo. Tão escabrosa lhe foi a peregrinação, entre os homens, que não sobrou amigo algum para compartilhar-lhe espontaneamente
os júbilos da chegada pelo escaler em forma de cruz. Tão alto, porém, acendeu ele a flama da prece que pode compreender e desculpar os próprios algozes, e tão devotadamente se consagrou ao trabalho que conseguiu vencer os abismos da morte e voltar aos braços dos amigos vacilantes, como a repetir-lhes em regozijo e vitória:
— “Tende bom ânimo! Eu estou aqui.”


Autor: Emmanuel
Do livro: Justiça Divina

Amar a Deus

Amor é vida.

Sem o amor de Deus que tudo vitaliza, a Criação volveria ao caos do princípio.

Antes, portanto, do amor não havia Criação, porque Deus é Amor.

Sem o amor ao próximo não se pode amar a Deus.

Nesse particular o Evangelho é todo um hino ao Criador, mediante o eloquente testemunho de amor ao próximo, apresentado por Jesus.

Em todos os seus passos o amor se exterioriza numa canção de feitos, renovando, ajudando e levantando os espíritos.

Não podendo o homem romper a caixa escura do egoísmo, saindo de si na direção da criatura, sua irmã, dificilmente compreenderá o impositivo do amor transcendente em relação à Divindade.

Quando escasseiam os recursos da elevação interior pelo pensamento vinculado ao Supremo Construtor do Cosmo, devem abundar os esforços no labor da fraternidade em direção às demais criaturas, do que decorre, inevitavelmente, a vinculação amorosa com Deus. Porquanto ninguém pode pensar no próximo sem proceder a uma imperiosa necessidade de fazer interrogações que levam à Causa Central(...)

Exalça a vida e não te detenhas na morte.

Glorifica o dever e não te reportes à anarquia.

Fala corretamente e retificarás os conceitos infelizes.

Se te impressionam as transitórias experiências do primitivismo e da barbárie que ainda repontam na Terra, focaliza a beleza e superarás as sombras e inquietações...

A maneira mais agradável de adorar a Deus é elevar o pensamento a ele, através do culto ao bem e do amor ao próximo.

Desce à dor e ergue o combalido à saúde íntima; mergulha no paul e levanta ao planalto os que ali encontres; curva-te para socorrer, no entanto, ascende no rumo de Deus pelo pensamento ligado ao seu amor e vencerás os
óbices.

Se desejas, todavia, compreender melhor a necessidade de amar a Deus, acompanha o desabrochar de uma rosa, devolvendo perfume à vida, o que extrai do solo em úmus e adubo... Fita uma criança, detém-te num ancião...

Ama, portanto, pelo caminho quanto possas, plantas, animais, homens, e te descobrirás, por fim, amando a Deus.


Autor: Joanna de Ângelis
Do livro: Leis Morais da Vida

Itens da Irritação

Enquanto no clima da serenidade, consideremos que a irritação não é recurso de auxílio, sejam quais sejam as circunstâncias.

O primeiro prejuízo que a intemperança mental nos impõe é aquele de afastar-nos a confiança dos outros.

A cólera é sempre sinal de doença ou de fraqueza.

As manifestações de violência podem estabelecer o regime do medo, ao redor de nós, mas não mudam o íntimo das pessoas.

Sempre que nos encolerizamos, complicamos os problemas que nos preocupam, ao invés de resolvê-los.

O azedume que venhamos a exteriorizar é, invariavelmente, a causa de numerosas perturbações para os entes queridos que pretendemos ajudar ou defender.

Caindo em fúria, adiamos comumente o apoio mais substancial daqueles companheiros que se propõem a prestar-nos auxílio.

A cólera é quase sempre a tomada de ligação para tramas obsessivas, das quais não nos será fácil a liberação precisa.

A aspereza no trato pessoal cria ressentimento, e o ressentimento é sempre fator de enfermidade e desequilíbrio.

Em qualquer assunto de apaziguamento e aprendizado, trabalho e influência, aquisição ou simpatia, irritar-se contra alguém ou contra alguma coisa será sempre o recesso inevitável de perder.


Autor: Emmanuel
Do livro: Encontro de Paz

Elevação

Espírito, alma, tu que percorres estas páginas, de onde vens e para onde vais? Sobes do fundo do abismo e escalas os degraus inumeráveis da escala da vida. Vais na direção das moradas eternas onde a grande Lei nos chama e para onde a mão de Deus nos conduz. Vais na direção da Luz, da Sabedoria, da Beleza!

Comtempla e medita! por toda a parte, obras belas e poderosas solicitam a tua atenção. No seu estudo, haurirás, com a coragem e confiança, o sentimento justo do teu valor e de teu futuro. Os homens não se odeiam, não se desprezam senão porque ignoram a ordem magnífica pela qual estão estreitamente unidos.

Tua estrada é imensa; mas o objetivo ultrapassa em esplendor tudo o que podes conceber. Agora, pareces bem pequeno no meio do colossal Universo; porém, és grande pelo pensamento, grande pelos teus destinos imortais.

Trabalha, ama e ora! Cultiva tua inteligência e teu coração! Desenvolve tua consciência; torna-a mais vasta, mais sensível. Cada vida é um candinho fecundo, de onde deves sair purificado, pronto para missões futuras, maduro para tarefas sempre mais nobres e maiores. Assim, de esfera em esfera, de círculo em círculo, prosseguirás tua carreira, adquirindo forças e faculdades novas, unido aos seres que amaste, que viveram e reviverão contigo.

Evoluirás em comum na aspiral das existências, no seio de maravilhas insuspeitadas, pois o Universo, como tu mesmo, desenvolve-se pelo trabalho e expande suas metamorfoses vivas, oferecendo alegrias, satisfações sempre crescentes, sempre renovadas, às aspirações, aos desejos puros do espírito!

Nas horas de hesitação, volta-te para a Natureza: é a grande inspiradora, o templo augusto onde, sob seus véus misteriosos, o Deus escondido fala ao coração da sábio, ao espírito do pensador. Observa o firmamento profundo: os astros que povoam são as etapas de tua longa peregrinação, as estações do grande caminho onde teu destino te conduz.


Autor: Léon Denis
do livro: O Grande Enigma

terça-feira, 5 de abril de 2011

No Paraíso

À primeira vista, parece que Jesus se inclinou para o chamado bom ladrão, através da simpatia particular.

Mas, não é assim.

O Mestre, nessa lição do calvário, renovou a definição de paraíso.

Noutra passagem, Ele mesmo asseverou que o reino Divino não surge com aparências exteriores. Inicia-se, desenvolve-se e consolida-se, em esplendores eternos, no imo do coração.

Naquela hora de sacrifício culminante, o bom ladrão rendeu-se incondicionalmente a Jesus Cristo. O leitor do Evangelho não se informa, com respeito aos profiados trabalhos e às responsabilidades novas que lhe pesariam nos ombros, de modo a cimentar a união com o Salvador, todavia, convence-se de que aquele momento em diante o ex-malfeitor penetrará o céu.

O símbolo é formoso e profundo e dá idéia da infinita extensão da Divina Misericórdia.

Podemos apresentar-nos com volumosa bagagem de débitos do passado escuro, ante a verdade; mas desde o instante em que nos rendemos aos desígnios do Senhor, aceitando sinceramente o dever da própria regeneração, avançamos para região diferente, onde todo julgo é suave e todo fardo é leve. Chegado a essa altura, o espírito endividado não permanecerá em falsa atitude beatífica, reconhecendo, acima de tudo, que, com Jesus, o sofrimento é retificado e as cruzes são claridades imortais.

Eis o motivo pelo qual o bom ladrão, naquela mesma hora, ingressou nas excelsitudes do paraíso.


Autor: Emmanuel
Do livro: Pão Nosso

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