segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Disciplina do Pensamento


Disciplina do pensamento
Precisamos escolher cuidadosamente nossas leituras, depois, amadurecê-las em nós e assimilar-lhes a quintessência. Em geral, lê-se muito, lê-se rapidamente e não se medita. Seria preferível ler menos e refletir mais sobre o que se leu. É um meio seguro de fortificar nossa inteligência, de colher os frutos de sabedoria e beleza que nossas leituras podem conter. Nisto, como em tudo, o belo atrai e gera o belo, assim como a bondade atrai a felicidade e o mal, o sofrimento.

O estudo silencioso e recolhido é sempre fecundo para o desenvolvimento do pensamento. É no silêncio que se elaboram as obras fortes. A palavra é brilhante, mas degenera, com muita frequência, em conversações estéreis, às vezes malfazejas; desta forma, o pensamento se enfraquece e a alma se esvazia. Ao passo que, com a meditação, o espírito se concentra; dirige-se para o lado grave e solene das coisas; a luz do mundo espiritual banha-o em suas ondas. Há, em torno do pensador, grandes seres invisíveis que só querem inspirá-lo; é na penumbra das horas tranquilas, ou à luz discreta de sua luminária de trabalho, que melhor eles podem estabelecer comunicação com ele. Em toda parte e sempre, uma vida oculta mistura-se à nossa.



Evitemos as discussões barulhentas, as palavras vãs, as leituras frívolas. Sejamos comedidos com os jornais.
A leitura dos jornais, fazendo-nos passar continuamente de um assunto a outro, torna o espírito ainda mais instável. Vivemos em uma época de anemia intelectual, que é causada pela raridade dos estudos sérios, pela opção abusiva da palavra pela palavra, de forma bela e vazia e, sobretudo, pela insuficiência dos educadores da juventude. Ligue-mo-nos a obras mais substanciais, a tudo o que pode esclarecer-nos sobre as leis profundas da vida e facilitar nossa evolução. Pouco a pouco, edificar-se-ão, em nós, uma inteligência e uma consciência mais fortes, e nosso corpo fluídico iluminar-se-á com os refl exos de um pensamento elevado e puro.

Autor: Léon Denis
Do livro: O Problema do Ser e do Destino

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