quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Na Gleba do Mundo


Na Gleba do Mundo
“Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.” — Jesus. (Mateus, 13:23) 


Efetivamente, a vida é comparável ao trato de solo que nos é concedido cultivar. 

Ergue-te, cada dia, e ampara o teu campo de serviço, a fim de que esse mesmo campo de serviço te possa auxiliar. 

A sementeira é a empreitada, o dever a cumprir, o compromisso de que te incumbes. O terreno é o próximo que te propicia colheita. 

Lavrar o talhão é dar de nós sem pensar em nós. 


Basta plantes o bem para que o bem te responda. Para isso, no entanto, é imperioso agir e perseverar no trabalho. 

Nunca esmorecer.

Qual ocorre na lavoura comum, é preciso contar com aguaceiro e canícula, granizo e vento, praga e detrito. 

Não valem reclamações. Remove a dificuldade e prossegue firme. 

Acima de tudo, importa o rendimento da produção para o benefício de todos. 

Se alguém te despreza, menoscabando a suposta singeleza do encargo que te coube, esquece a incompreensão alheia e continua plantando para a abastança geral. 

Muita gente não se recorda de que o pão alvo sobe à mesa à custa do suor de quantos mergulham as mãos no barro da gleba, a fim de que a semente possa frutificar. 

Quando essa ou aquela pessoa te requisite a descanso, sem que a tua consciência acuse fadiga, não acredites nessa ilusão. 

A ferrugem do ócio consome o arado muito mais que a movimentação no serviço. 

Trabalha e confia, na certeza de que o Senhor da Obra te observa e segue vigilante.

Não duvides, nem temas.

Dá o melhor de ti mesmo à Seara da Vida, e o Divino Lavrador, sem que percebas, pendurará nas frondes do teu ideal a floração da esperança e a messe do triunfo. 



Autor: Emmanuel
Do livro: Ceifa de Luz

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