domingo, 30 de setembro de 2012

Nós e eles



Nós e eles
Não justifiques a falta de cooperação à obra da fraternidade, alegando que a Assistência Social é serviço do Governo.

Sem dúvida alguma, o problema é de nós todos.

Sabemos, através das revelações mediúnicas que afirmam a reencarnação, que o desajustado de hoje é o iníquo de ontem e que a infelicidade de agora é imposição de reajustamento do passado.

Todavia, não ignoramos que a enfermidade que disciplina, quando sem amparo moral, transforma-se em lição que revolta...

A necessidade que corrige, se não é esclarecida, faz-se miséria que corrompe...

A dor que educa, sem compreensão, transmuda-se em alucinação que envilece...



Por isso, não pode o cristão transferir os compromissos pessoais de entendimento fraterno para a máquina governamental, nem sempre ajustada aos impositivos da compaixão evangélica.

Os serviços sociais são os braços do humanismo em atividade.

Os auxílios fraternais são as mãos do amor modificando a paisagem da aflição.

Alegas que pagas impostos para a solução dos graves danos sociais: analfabetismo, enfermidade, criminologia, higiene... E esqueces que o problema básico de quem governa é ainda o homem que auxilia a sociedade na pauta dos deveres pessoais. 

Já observaste a própria posição em relação à sociedade?

Quantos companheiros teus cumprem com os deveres que lhes competem, cooperando com a ordem e a produção?

Não relegues, pois, para os outros o que te compete fazer.

Se desejas viver retamente, não ofereças o vinagre da reprovação nem dês a César o fel da crítica acerba e injustificada. Ajuda a todos com o teu trabalho eficiente, estimulado pelo sábio impositivo de acertar, convicto de que tu, o próximo e o governante, sois todos, como nós próprios, filhos de Deus em aprendizagem na escola terrena, a caminho da grande luz. 



Autor: Joanna de Ângelis
Do Livro: Lampadário Espírita

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