domingo, 31 de março de 2013

O Aborto e a Coisificação do Ser Humano


O Aborto e a Coisificação do Ser Humano
O Aborto e a Coisificação do Ser Humano

Houve um tempo em que as pessoas achavam normal (e legal) escravizarem outras. Toda a economia de muitos países era baseada nesta forma de relação de trabalho.

 Não significa, contudo que a escravidão seja moralmente correta. 
 Os negros eram considerados como animais.  Houve até aqueles que questionavam se os negros tinham almas.  Mas eu não queria entrar neste mérito religioso da questão.  Não ainda.
 Quero comentar sobre a coisificação do negro, nos tempos da escravatura.  O negro não era considerado um ser humano.  Era uma coisa.   E com uma coisa poderiam fazer o quem bem quisessem.  E fizeram.

Há poucas décadas um partido político de um país europeu, com o objetivo de usurpar os bens de uma parcela da sua população, coisificou essa parcela da população e a culpou de todos os males.  Sequestrou os bens desta parcela do povo e os colocou em campos de concentração.  Longe dos olhos da maioria do povo.  Um povo que tinha olhos, mas não queria ver.  Em  condições de vida sub-humanas as pessoas desta parcela da população segregada ficaram com aspecto extremamente desagradável:  magros e doentes, agrediam os olhos daqueles que cultivavam a ideia de ser a melhor raça do mundo.

 Esta parcela da população era vista como sub-humana.  Como coisa.  Não eram humanos, e se não eram humanos poderiam fazer deles o que bem quisessem.  Não preciso dizer o que aconteceu em seguida, não é?

Vida, força e luz


Vida, força e luz
Vida, Força e Luz
Sabemos que tudo vibra e irradia no Universo, pois tudo é vida, força, luz. Uma energia infinita, fonte de todos os fenômenos, penetra a Natureza, nos seus menores átomos. Assim também, cada espírito, livre ou encarnado, tem, conforme seu estado de adiantamento e de pureza, uma irradiação cada vez mais intensa, rápida, luminosa.

A lei das atrações e das correspondências rege todas as coisas; as vibrações, atraindo vibrações similares, reaproximam e unem os corações, os pensamentos, as almas.

Nossas cobiças, nossos maus desejos, criam em torno de nós uma atmosfera fluídica malsã, favorável à ação das influências de mesma ordem, enquanto que as elevadas aspirações atraem as vibrações poderosas, as irradiações das esferas superiores.

Tal é o princípio da evolução; ele reside no poder do ser de assimilar as forças misteriosas da Natureza, para se elevar, com seu auxílio, e ascender, de degrau em degrau, na direção da causa das causas, na direção da fonte inesgotável de onde provém toda vida.

sábado, 30 de março de 2013

Transfiguração


Transfiguração
Transfiguração
O perispírito das pessoas vivas goza das mesmas propriedades que o dos espíritos. Como foi dito, ele não está confinado no corpo, mas irradia e forma em torno de si uma espécie de atmosfera fluídica; ora, pode acontecer que, em certos casos e sob o império das mesmas circunstâncias, sofra uma transformação análoga a esta que foi descrita; a forma real e material do corpo pode apagar-se sob essa camada fluídica, se assim podemos nos exprimir, e revestir, momentaneamente, uma aparência completamente diferente, a mesma de uma outra pessoa ou do espírito que combina seu fluido com o do indivíduo ou ainda dar a um rosto feio um aspecto belo e radioso. Eis o fenômeno designado sob o nome de transfiguração, fenômeno muito frequente e que se produz, principalmente, quando circunstâncias provocam uma expansão mais abundante de fluido.

O fenômeno da transfiguração pode manifestar-se com uma intensidade bem diferente, segundo o grau de depuração do perispírito, grau que corresponde sempre ao da elevação moral do espírito. Limita-se, às vezes, a uma simples mudança no aspecto da fisionomia, como pode dar ao perispírito uma aparência luminosa e esplêndida.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Sensações dos espíritos


Sensações dos espíritos
Sensações dos Espíritos
Interrogamos a milhares de espíritos, que pertencem a todas as camadas sociais e a todas as posições; estudamo-los em todos os períodos de sua vida espiritual, desde o momento em que deixaram o corpo; seguimo-los passo a passo nessa vida de além-túmulo, a fim de observar as mudanças neles operadas, nas ideias, e nas sensações. E, a tal respeito, não foram as criaturas mais vulgares as que ofereceram material menos interessante para estudo. Ora, nós vimos sempre que os sofrimentos estão em relação com a conduta, cuja consequência eles sofrem; e que essa nova existência é a fonte de inefável felicidade para aqueles que seguiram o bom caminho. De onde se segue que os que sofrem, sofrem porque o quiseram e que se não devem queixar senão de si mesmos, quer neste mundo, quer no outro. (...) 

Ainda uma palavra sobre o assunto. Os sofrimentos de além-túmulo têm um termo. Sabemos que os mais baixos espíritos podem elevar-se e purificar-se em novas provas; isto pode ser demorado, muito demorado, mas de cada um depende abreviar esse tempo penoso, porque Deus o escuta sempre, desde que se submeta à sua vontade. Quanto mais desmaterializado é o espírito, mais vastas e lúcidas são as suas percepções; quanto mais se acha sob o império da matéria, o que depende inteiramente do seu gênero de vida terrena, mais limitadas e veladas serão elas. Quanto mais a visão moral se estende para o infinito, tanto

quarta-feira, 27 de março de 2013

Sem idolatria


Sem Idolatria
“Não vos façais pois idólatras...” — Paulo. (I Coríntios, 10:7.) 


Núcleos religiosos de todos os tempos e mesmo certas práticas estranhas, à religião, têm usado a idolatria como tradição fundamental para manter sempre viva a chama da fé e o calor do ideal. 

O hábito vinculou-se tão profundamente ao espírito popular que, em plena atualidade, nos arraiais do Espiritismo cristão, a desfraldar a bandeira da fé raciocinada, às vezes ainda encontramos criaturas tentando a substituição dos ídolos inertes pelos companheiros de carne e osso da experiência comum, quando chamados ao desempenho da responsabilidade mediúnica. 

Urge, desse modo, compreendermos a impropriedade da idolatria de qualquer natureza, fugindo, entretanto, 
à iconoclastia e à violência, no cultivo do respeito e da compreensão diante das convicções alheias, de modo a servirmos na libertação mental dos outros, na esfera do bom exemplo. 

A advertência apostólica vem comprovar que a doutrina cristã, em sua pureza de fundamentos, surgiu no clima da Galileia, dispensando a adoração indébita, em todas as circunstâncias, devendo-se exclusivamente à interferência humana os excedentes que lhe foram impostos ao exercício simples e natural.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Percepções


Percepções
Percepções
Uma vez no mundo dos espíritos, a alma tem ainda as percepções que possuía enquanto viva? 

“Sim, e ainda outras que não possuía, porque seu corpo era como um véu que as obscurecia. A inteligência é um atributo do espírito, que se manifesta mais facilmente quando não tem entraves.” (O Livro dos Espíritos. Pergunta 237.) 



Falando-se de sensações no mundo espiritual, deve-se pensar na emoção com que muitos espíritos se veem a braços, quando estão diante de amigos que ficaram na Terra. Referimo-nos àqueles que durante muitos anos, distanciados das vibrações próximas do chão, ao retornar em visita, observam a mudança de vibrações do ambiente em que viveram. 

Alguns espíritos passam a enxergar sob outro ângulo os seus amigos a respeito dos quais tinham um certo tipo de ideia, e os veem em lutas com seus problemas, suas dificuldades e em algumas vezes até mesmo em quedas. Outros espíritos, distantes muitos séculos das lutas terrenas, têm que voltar pelo processo da reencarnação e sentem o choque vibracional que os caracteriza muito bem. 

Todas essas sensações são controladas pela vontade, pelo amor, pelo sentimento de elevação que o espírito traz em si; mas a verdade é que muitos daqueles que visitam a Terra sentem verdadeiros choques vibracionais, precisando alguns, mesmo, passar por período de adaptação, para poderem mergulhar no fluido dos encarnados. 

sábado, 23 de março de 2013

O laboratório espiritual


O laboratório espiritual
O Laboratório Espiritual
Reunimo-nos com programas definidos.

Retornamos ao nosso laboratório espiritual trazendo tarefas específicas.

Aqui nos postamos a serviço de uma causa que se chama caridade fraternal aos desencarnados. 

Em qualquer mister, somos sempre convidados a uma atitude dinâmica, uma postura de vigília e uma disposição para o serviço. 

O êxito do nosso empreendimento mediúnico depende, sobretudo, desses requisitos essenciais que se somam a outros relevantes, em um intercâmbio de atividade perfeitamente harmônica. 

Os nossos irmãos desencarnados trazem-nos preciosas lições, que não podem ser perdidas porque o cansaço nos leva à sonolência, ao desinteresse, ou porque, simplesmente, por uma ou outra razão, justificável ou não, encontramo-nos desmotivados para o ministério a que nos dedicamos. 

quinta-feira, 21 de março de 2013

O grande enigma


O grande enigma
O Grande Enigma
Não procures Deus nos templos de pedra e de mármore, ó homem que quer conhecê-lo, mas no templo eterno da Natureza, no espetáculo dos mundos que percorrem o Infinito, nos esplendores da vida que se desabrocha na sua superfície, na visão dos horizontes variados: planícies, vales, montanhas e mares, que tua morada terrestre te oferece. Por toda a parte, à luz do dia ou sob o manto constelado das noites, à beira dos oceanos tumultuosos como na solidão das florestas, se souberes recolher-te, ouvirás as vozes da Natureza e os sutis ensinamentos que ela murmura ao ouvido daqueles que frequentam seus refúgios e estudam seus mistérios. 

A Terra flutua sem ruído na imensidão. Essa massa de dez mil léguas de circunferência desliza sobre ondas do éter como um pássaro no Espaço, como um mosquito na luz. Nada denuncia sua marcha imponente. Nenhum rangido de rodas, nenhum murmúrio de vagas sob seus flancos. Silenciosa, ela passa, rola entre suas irmãs do céu. Toda a potente máquina do Universo se agita; os milhões de sóis e de mundos que a compõem, mundos junto dos quais o nosso é apenas uma criança, todos se deslocam, se entrecruzam, prosseguem suas revoluções com velocidades apavorantes, sem que nenhum som, nenhum choque venha trair a ação desse aparelho gigantesco. O Universo permanece calmo. É o equilíbrio absoluto; é a majestade de um poder misterioso, de uma inteligência que não se impõe, que se esconde no seio das coisas, mas cuja presença revela-se ao pensamento e ao coração, e que atrai o pesquisador como o abismo. 

terça-feira, 19 de março de 2013

O além túmulo


O além túmulo
O Além Túmulo
Quando se fala sobre o além-túmulo surge à mente do ouvinte a imagem longínqua de uma terra perdida acolá das fronteiras da vida, e muitos se quedam a conjeturar em torno de uma região mirabolante em que a fantasia em nuances de tragédia dantesca se mescla a uma apoteose lírica com as características infernais das tradições religiosas. Todavia, o além-túmulo escapa a qualquer descrição e, às vezes, as histórias que ali se desenrolam começam antes mesmo da sepultura. 

O veículo da morte, em transportando o homem de um estado vibratório para outro, apenas o desnuda para enfrentar a própria consciência livre, que descortina os grandes mapas das suas atitudes grafadas através do tempo, nos escaninhos da consciência. E quando este homem não se prepara devidamente para enfrentar o libelo inconfundível do próprio eu, embrulha-se nos pesados crepes da revolta, buscando fugir pela estrada do remorso, ou descendo as escadas da desesperação, ou atirando-se ao mar das lágrimas como se assim pudesse evitar que a voz da divindade dentro dele mesmo calasse a sua constante modulação, que mais cedo ou mais tarde se fará ouvir no seu imo (...) 

domingo, 17 de março de 2013

Mediunidade gloriosa


Mediunidade gloriosa
Mediunidade Gloriosa
Na Idade Média, citemos duas grandes fi guras históricas: Cristóvão Colombo, o descobridor de um Novo Mundo, impulsionado por uma obsessão divina, e Joana d’Arc que obedece às suas vozes.

Na sua missão aventureira, Colombo era guiado por um gênio invisível. Tratavam-no de visionário. Nas horas das maiores dificuldades, ouvia uma voz desconhecida murmurar ao seu ouvido: “Deus quer que vosso nome ressoe, gloriosamente, através do mundo; dar-vos-ão as chaves de todos esses portos desconhecidos do Oceano que presentemente estão fechados por poderosas correntes”.

A vida de Joana d’Arc está em todas as memórias. Sabe-se que em todos os lugares, seres invisíveis inspiram e dirigem a virgem heroína de Domremy. Todos os acontecimentos de sua gloriosa epopeia são anunciados antecipadamente. Diante dela surgem aparições; vozes celestes ciciam-lhe ao ouvido. A inspiração nela flui como a corrente de uma onda rápida. No meio dos combates, nos conselhos, diante de seus juízes, por toda a parte, essa criança de 18 anos comanda ou responde com segurança, consciente do papel sublime que desempenha; nunca variando, nem na sua fé, nem nas suas palavras; inabalável, mesmo diante dos suplícios, mesmo diante da morte; iluminada e como transfigurada pela luz de um outro mundo. Ouçam-na!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Falsos Profetas


Falsos Profetas
Falsos Profetas
Falso profeta não é somente aquele que perturba o serviço da fé religiosa. 

Sempre que negamos a execução fiel dos nossos deveres, somos mistificadores, diante da Lei Divina, que nos emprestou os dons da Terra, em favor do aprimoramento de nós mesmos. 

Na maledicência, somos falsos profetas da fraternidade. 

Na discórdia, somos mistificadores da paz. 

Na preguiça, somos charlatães do trabalho. 

Na indiferença, somos inimigos do dever. 

Toda vez que olvidamos as nossas obrigações de solidariedade para com os nossos semelhantes, que prejudicamos o serviço que nos cabe atender, que fugimos aos nossos testemunhos de humildade, que oprimimos as criaturas inferiores, somos falsos profetas do ideal superior que abraçamos com o Cristo. 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Espíritos infelizes


Espíritos infelizes
Espíritos Infelizes
“Os espíritos errantes têm lugares de predileção? Ocorre ainda o mesmo princípio. Os espíritos que não se prendem mais à Terra, vão onde encontram a quem amar; são atraídos mais pelas pessoas do que pelos objetos materiais; entretanto, há os que podem ter uma preferência momentânea por certos lugares, mas são sempre espíritos inferiores.” (O Livro dos Médiuns – Segunda Parte – Cap. IX.) 


Espíritos infelizes são todos aqueles que ainda não conseguiram se libertar das paixões que os prendem à Terra. 

Alheios à realidade da vida espiritual, permanecem ligados às pessoas e aos objetivos de suas predileções. 

Esses espíritos, não raro, continuam a peregrinar pelos caminhos do mundo, participando ativamente e, às vezes, inconscientemente das situações que imaginam lhes dizer respeito.

São familiares desencarnados que prosseguem ao lado de suas afeições terrestres, prejudicando-as com as suas influências, quando julgam beneficiá-las...

São espíritos viciados que continuam a frequentar os mesmos botequins que frequentavam, vampirizando os 
antigos amigos de copo(...)

segunda-feira, 11 de março de 2013

Doenças escolhidas


Doenças escolhidas
Doenças Escolhidas
Convictos de que o espírito escolhe as provações que experimentará na Terra, quando se mostre na posição moral de resolver quanto ao próprio destino, é justo recordar que a criatura, durante a reencarnação, elege, automaticamente, para si mesma, grande parte das doenças que se lhe incorporam às preocupações.

Não precisamos lembrar, nesse capítulo, as grandes calamidades particulares, quais sejam o homicídio, de que o autor arrasta as consequências na forma de extrema perturbação espiritual, ou o suicídio frustrado, que assinala o corpo daquele que o perpetra com dolorosos e aflitivos remanescentes.

Deter-nos-emos, de modo ligeiro, no exame das decisões lamentáveis, que assumimos quando enleados no carro físico, sem saber que lhe martelamos ou desagregamos as peças.

Sempre que já tenhamos deixado as constrições do primitivismo, todos sabemos que a prática do bem é simples dever e que a prática do bem é o único antídoto eficiente contra o império do mal em nós próprios.

Entretanto, rendemo-nos, habitualmente, às sugestões do mal, criando em nós não apenas condições favoráveis à instalação de determinadas moléstias no cosmo orgânico, mas também ligações fluídicas aptas a funcionarem como pontos de apoio para as influências perniciosas interessadas em vampirizar-nos a vida.

sábado, 9 de março de 2013

Diante do Universo


Diante do Universo
Diante do Universo
Povoa-se o Universo por verdadeira multidão de galáxias.

Cada galáxia permanece constituída por milhares de constelações. 

Cada constelação, quase sempre, é um ninho de sóis. 

Cada sol congrega diversos mundos. 

Cada mundo, amadurecido para a negligência e para a razão, guarda consigo a bênção da Humanidade. 

Cada Humanidade se compõe de várias raças. 

Cada raça engloba muitos povos e milhões de almas que evoluem, nos degraus que lhes correspondem. 

Lembremo-nos, pois, de que no concerto admirável da Criação, somente será possível regenerar e burilar a nós mesmos para que a vida imperecível em nós se retrate vitoriosa, mas não nos esqueçamos de que, apesar da grandeza cósmica, nosso desequilíbrio no mal pode comprometer todo o sistema em que as leis divinas se expressam, através do trono sublime da Natureza, qual acontece ao micróbio letal que, não obstante imperceptível a olho nu, pode carrear a enfermidade ou a morte para o corpo físico mais notavelmente bem-posto. 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Características invioláveis


Características invioláveis
Características Invioláveis
“O Espiritismo nos faculta os meios de experimentá-los, apontando os caracteres pelos quais se reconhecem os bons espíritos, caracteres sempre morais, nunca materiais.” 
Capítulo XXI — item 7. 

Milhares desejavam-no diferente em sua configuração básica. 

Porta de acesso à glória.

Fórmula simples para problemas.

Urna de surpresa.

Solucionador conjugal.

Divertimento de fácil aquisição.

Roteiro aprazível.

Triunfo ligeiro. 

No entanto, apresenta-se com feição diametralmente oposta à em que se o desejaria.

Conduz à glória; todavia, exige caminhada áspera em solo difícil.

É fórmula para quaisquer problemas, mas usa ingredientes como a renúncia e o sacrifício.

Oferece surpresas, porque desbrava os campos da alma e amplia o horizonte espiritual do homem (...) 

terça-feira, 5 de março de 2013

Aparições


Aparições
Aparições
O perispírito é invisível para nós no seu estado normal, mas, como é formado de matéria etérea, o espírito pode, em certos casos, por um ato da sua vontade, fazê-lo sofrer uma modificação molecular que o torne momentaneamente visível. É assim que se produzem as aparições, que, como os outros fenômenos, não estão fora das leis da Natureza. Esse fenômeno não é mais extraordinário que o que ocorre com o vapor, que é invisível quando está muito rarefeito e torna-se visível quando está condensado.

Conforme o grau de condensação do fluido perispiritual, a aparição, às vezes, é vaga e vaporosa; outras vezes é mais nitidamente definida; outras, enfim, têm todas as aparências da matéria tangível. Pode, mesmo, chegar até à tangibilidade real, a ponto de o observador se enganar sobre a natureza do ser que tem diante de si.

domingo, 3 de março de 2013

A energia


A energia
A Energia
A energia parece ser a substância única, universal. No estado compacto, ela reveste as aparências que nomeamos matéria sólida, líquida, gasosa; sob uma forma mais sutil, ela constitui os fenômenos de luz, calor, eletricidade, magnetismo, afinidade química. Estudando a ação da vontade sobre os eflúvios e as irradiações, poderíamos, talvez, entrever o ponto, o cume onde a força se intelectualiza, onde a lei se manifesta, onde o pensamento se transforma em vida. 

Pois tudo se religa e se encadeia no Universo. Tudo está regulado através das leis de quantidade, de medida, de harmonia. As manifestações mais elevadas da energia se confinam na inteligência. A força se torna atração; a atração se torna amor. Tudo se resume num poder único e primordial, motor eterno e universal, ao qual se deu nomes diversos e que não é outra coisa senão o pensamento, a vontade divina. Suas vibrações animam o Infinito. Todos os seres, todos os mundos banhados no oceano das irradiações que emanam do inesgotável foco.

sexta-feira, 1 de março de 2013

A caminho do alto


A caminho do alto
A caminho do Alto

Porque eu sou o menor dos apóstolos...                Paulo. (I Coríntios, 15:9.) 


Decididamente, muitos defeitos nos caracterizam ainda o progresso moral deficitário. Não nos será lícito, porém, esquecer algumas das bênçãos que já conseguimos amealhar com o amparo do Mestre Divino. 

Não temos a santidade; no entanto, já nos matriculamos na escola do bem, aprendendo a evitar as arremetidas do mal. 

Não dispomos de sabedoria, mas já percebemos a importância do estudo, diligenciando entesourar-lhe os valores imperecíveis. 

Não possuímos a inexpugnabilidade moral; todavia, já sabemos orar, organizando a própria resistência contra o assédio das tentações. 

Não nos galardoamos ainda com o total desprendimento de nós mesmos, notadamente no capítulo do perdão incondicional; contudo, já aceitamos a necessidade de abandonar a concha do egoísmo, exercitando-nos em diminutos gestos de entendimento e fraternidade para alcançar a vivência da grande abnegação. 

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