domingo, 7 de abril de 2013

Espíritos e médiuns

Espíritos e médiuns
Espíritos e médiuns

“Os espíritos sérios não são todos igualmente esclarecidos; há muitas coisas que ignoram e sobre as quais podem se enganar de boa-fé; é por isso que os espíritos verdadeiramente superiores nos recomendam, sem cessar, submeter todas as comunicações ao controle da razão e da mais severa lógica.” (O Livro dos Médiuns – Segunda Parte – Cap. X.) 



O espírito, quando bem-intencionado, não luta para que o seu ponto de vista prevaleça sobre os demais. Isto também vale para os médiuns. 

O espírito esclarecido não deseja impor a sua opinião, pois sabe que não detém a última palavra, com referência ao assunto ventilado. 

Os espíritos superiores que ditaram a Codificação orientaram Allan Kardec a que submetesse os seus próprios comunicados “ao controle da razão e da mais severa lógica.” 

Existem médiuns que se melindram, quando os comunicados que recebem são colocados em dúvida. 

Se um médium age com sinceridade, não deve temer a crítica, porque o tempo se encarregará de defendê-lo.


Os espíritos de uma evolução mediana falam do que sabem, mas, quando possuem bom senso, fazem questão de dizer que seus conhecimentos são limitados. Assim, igualmente, deve agir o médium. 

Somente os espíritos de uma faixa superior têm opiniões mais ou menos estáveis, mas, mesmo assim, não 
gostam de ditar normas de conduta. Eles têm um respeito muito grande pelo livre-arbítrio de cada um (...) 

Os “donos da verdade” são os que mais sofrem quando retornam ao Além, porque constituem um tipo de “ignorantes intelectualizados”, com os quais é difícil, também para nós, sustentar qualquer diálogo. Não raro, precisam reencarnar de imediato, para que, no período da infância, se tornem receptivos a novas ideias. 

É triste observar os espíritos que têm ideias fixas. Enclausurados em si mesmos, julgam-se superiores aos outros e carecem ser tratados como doentes mentais, pois que realmente o são. 

Que os médiuns não se julguem investidos de altos mandatos, mas vacinem-se contra o orgulho e a vaidade! 
Que também, não se considerem incapazes de servir, a pretexto de inferioridade, porque diz a lógica que quem não caminha não chega ao objetivo a que se propõe alcançar! 



Autor: Odilon Fernandes
Do Livro: Mediunidade e Doutrina

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