quinta-feira, 11 de abril de 2013

Fenômenos espontâneos

Fenômenos espontâneos
Fenômenos Espontâneos

Logo que se aborda o estudo das manifestações espíritas, uma primeira necessidade se impõe: a de uma classificação metódica e rigorosa. À primeira vista, a massa dos fatos é inumerável e apresenta uma certa confusão. Porém, quando os examinamos de perto, acompanhando o desenvolvimento do Espiritualismo Moderno, há meio século, notamos que esses fatos têm-se graduado, escalonado, segundo um programa traçado, um método preciso, de maneira a colocar em relevo, cada vez mais, a causa que os produzia.

Primeiramente, vaga e confusa nos fenômenos das casas mal-assombradas, a personalidade oculta começa a se afirmar na tiptologia, depois na escrita; precisa na incorporação medianímica, torna-se visível e tangível nas materializações. É nessa ordem que os fatos têm se desenrolado, multiplicando-se a cada vez com mais proximidade, de maneira a atrair a atenção dos indiferentes, a forçar a opinião dos cépticos e a demonstrar a todos a sobrevivência da alma humana.


Essa ordem, que se poderia chamar de histórica, nós a adotaremos em nosso estudo dos fenômenos espíritas. Poderíamos reparti-los igualmente em duas categorias: os fatos físicos e os fatos intelectuais. Nos primeiros, o médium desempenha um papel passivo, é o foco de emissão, de onde emanam os fluidos e as energias com o auxílio dos quais os invisíveis agirão sobre a matéria e manifestarão a sua presença. Nos outros fenômenos, o médium desempenha um papel mais importante. Ele é o agente de transmissão dos pensamentos do espírito e, como o vimos precedentemente, seu estado psíquico, suas atitudes, seus conhecimentos influem, às vezes, de uma maneira sensível nas comunicações obtidas. 



Autor: Léon Denis
Do Livro: No Invisível

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