terça-feira, 23 de abril de 2013

Responsabilidade no matrimônio

Responsabilidade no matrimônio
Responsabilidade no matrimônio

Indispensável que para o êxito matrimonial sejam exercitadas singelas diretrizes de comportamento amoroso. 

Há alguns sinais de alarme que podem informar a situação de dificuldade antes de agravar a união conjugal: 

silêncios injustificáveis quando os esposos estão juntos; 

tédio inexplicável ante a presença do companheiro ou da companheira; 

ira disfarçada quando o consorte ou a consorte emite uma opinião;

saturação dos temas habituais, versados em casa, fugindo para intérminas leituras de jornais ou inacabáveis novelas de televisão; 

irritabilidade contumaz sempre que se avizinha do lar;

desinteresse pelos problemas do outro; 

falta de intercâmbio de opiniões;

atritos contínuos que ateiam fagulhas de irascibilidade, capazes de provocar incêndios em forma de agressão desta ou daquela maneira... 

E muitos outros mais. 


Antes que as dificuldades abram distâncias e os espinhos da incompreensão produzam feridas, justo que se assumam atitudes de lealdade, fazendo um exame das ocorrências e tomando- se providências para sanar os males em pauta. 

Assim, a honestidade lavrada na sensatez, que manda “abrir-se o coração” um para com o outro, consegue corrigir as deficiências e reorganizar o panorama afetivo. 

É natural que ocorram desacertos. Ao invés, porém, de separação, reajustamento. 

A questão não é de uma “nova busca” mas de redescobrimento do que já possui. 

Antes da decisão precipitada, ceder cada um, no que lhe concerne, a benefício dos dois. 

Se o companheiro se desloca, lentamente, da família, refaça a esposa o lar, tentando nova fórmula de reconquista e tranquilidade. 

Se a companheira se afasta, afetuosamente, pela irritação ou pelo ciúme, tolere o esposo, conferindo-lhe confiança e renovação de ideias. 

O cansaço, o cotidiano, a apatia são elementos constritivos da felicidade. 

Nesse sentido, o cultivo dos ideais nobilitantes consegue estreitar os laços do afeto e os objetivos superiores unem os corações, penetrando-os de tal forma, que os dois se fazem um, a serviço do bem. E em tal particular, o Espiritismo — a Doutrina do Amor e da Caridade por excelência — consegue renovar o entusiasmo das criaturas, já que desloca o indivíduo de si mesmo, ajuda-o na luta contra o egoísmo e concita-o à responsabilidade ante as leis da vida, impulsionando-o ao labor incessante em prol do próximo. E esse próximo mais próximo dele é o esposo ou a esposa, junto a quem assumiu espontaneamente o dever de amar, respeitar e servir. 

Assim, considerando, o Espiritismo, mediante o seu programa de ideal cristão, é senda redentora para os desajustados e ponte de união para os cônjuges, em árduas lutas, mas 
que não encontraram a paz. 



Autor: Joanna de Ângelis
Do Livro: SOS Família

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