domingo, 11 de agosto de 2013

Dons mediúnicos

Dons mediúnicos
Dons mediúnicos
“Ora, há diversidades de dons, mas, um mesmo é o espírito; há diversidades de ministérios, e um mesmo é o Senhor; há diversidades de operações, mas, é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um, porém, é dada a manifestação do espírito para proveito. Pois a um, pelo espírito é dada a palavra de ciência, segundo o mesmo espírito; a outro, dons de curar em um só espírito; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, diversidades de línguas e a outro, interpretação de línguas; mas, todas estas coisas opera um só e o mesmo espírito, distribuindo a cada um particularmente como lhe apraz.” (Paulo, I Coríntios, 12: 4-11.) 



Tudo promana de Deus, sem dúvida, e o divino espírito é o único a expressar-se de mil modos em toda parte. 

Reflexionando-se em torno da bela epístola do Apóstolo dos Gentios, encontramos a clara exposição das faculdades mediúnicas, por intermédio das quais o intercâmbio espiritual se faz presente, conforme sucede nas sessões espíritas da atualidade. 

Os dons ampliam-se mediante a educação dos seus portadores e o aprimoramento das faculdades trabalhadas pelo escopro da caridade e pelas mãos da abnegação. 

Demitizados, os profetas de ontem ressurgem na condição de médiuns hodiernos, por cujo campo espiritual a imortalidade da alma se comprova, erradicando o ceticismo e anulando a dúvida pertinaz. 


Variando de pessoa para pessoa, a mediunidade é a ponte segura para propiciar ao homem o trânsito entre as duas margens do rio da vida: a material e a espiritual. 

Diversificada nas suas mais complexas expressões, a mediunidade se desdobra em efeitos materiais e intelectuais, consoante Allan Kardec o demonstrou, ensejando manifestações do conhecimento mental e da ação física. (...) 

Nos efeitos intelectuais, as bênçãos da mediunidade se estendem por largo e variado campo de manifestações, que vão desde a psicofonia, à psicografia, à xenoglossia, ao profetismo, ensejando uma visão otimista e facultando o contato com o mundo extrafísico, mediante cujo concurso prepara o homem terreno para a sua fatalidade próxima que é a vida além da vida, pelo inevitável processo da morte. 

Não era, pois, desconhecida ao Apóstolo, a atividade pneumatológica, então vigente na Igreja primitiva, e que, mais tarde, combatida e interpretada equivocadamente, terminaria por ser proibida, renascendo, posteriormente, na Doutrina Espírita, legatária natural do Cristianismo nas suas bases verdadeiras. 

Assim, há, sem dúvida, “diversidades de dons, mas, um só é o espírito”, abrindo espaço para a educação correta das forças psíquicas e mediúnicas inerentes a todos os homens, dentre os quais alguns as possuem mais especificamente para a tarefa de abalarem o mundo, anunciando e preparando a era nova que já se inicia. 



Vianna de Carvalho
Do Livro: Médiuns e Mediunidades.

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