quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Na prece

Na prece
Na prece
Na prece que dirige cada dia ao Eterno, o sábio não pede que seu destino seja feliz; não pede que a dor, as decepções, os reveses sejam afastados de si. Não! O que deseja é conhecer a lei para melhor cumpri-la; o que implora é a ajuda do Alto, o socorro dos espíritos benevolentes, a fim de suportar dignamente os maus dias. E os bons espíritos respondem ao seu apelo. Eles não procuram desviar o curso da justiça, entravar a execução dos divinos decretos. Sensíveis aos sofrimentos humanos que conheceram, suportaram, trazem aos seus irmãos da Terra, a inspiração que os sustenta contra as influências materiais; favorecem esses nobres e salutares pensamentos, esses impulsos do coração que, transportando-os para as altas regiões, livram-nos das tentações e das armadilhas da carne. A prece do sábio, feita num recolhimento profundo, fora de qualquer preocupação egoística, desperta nele essa intuição do dever, esse sentimento superior do verdadeiro, do bem e do justo, que o guiam através das dificuldades da existência e o mantêm em comunhão íntima com a grande harmonia universal.


Mas a potência soberana não representa somente a justiça; é também a bondade, imensa, infinita, socorredora. Ora, por que não obteríamos nas nossas preces tudo o que a bondade pode conciliar com a justiça? Podemos sempre pedir apoio e socorro nas horas de aflição. Só Deus sabe o que é mais conveniente para nós e, na falta do objeto de nossos pedidos, enviar-nos-á sempre sustentação fluídica
e resignação.




Autor: Léon Denis
Do Livro: Depois da Morte.

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