sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Período de exercício

Período de exercício
Período de exercício
O período de exercício, de trabalho preparatório, às vezes tão rico em manifestações grosseiras e em mistificações, é, portanto, uma fase normal do desenvolvimento da mediunidade; é uma es cola em que nossa paciência e nosso discernimento se exercem, em que aprendemos a nos familiarizar com a maneira de agir dos habitantes do Além.

Durante esse tempo de prova e de estudo elementar, o médium deverá manter-se precavido, nunca renunciar a uma prudente reserva. Deverá evitar, com cuidado, as questões ociosas ou interesseiras, as brincadeiras, tudo o que tem um caráter frívolo e atrai os espíritos levianos.

Não se deve deixar desanimar pela mediocridade dos primeiros resultados, pela indiferença aparente e pela abstenção de nossos amigos do Espaço. Médiuns iniciantes, ficai seguros de que velam por vós, que vossa perseverança é testada. Quando chegardes ao ponto desejado, influências mais elevadas descerão sobre vós e continuarão vossa educação psíquica.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Progresso Moral

Progresso Moral
Progresso Moral
O progresso não consiste somente nas obras materiais, na criação de máquinas potentes e de todo o ferramental industrial; tampouco consiste em encontrar novos procedimentos artísticos, em literatura, ou formas de eloquência.

Seu mais alto objetivo é tocar, atingir a ideia mestra, a ideia mãe, que fecundará toda a vida humana, a fonte
elevada e pura, de onde brotarão, ao mesmo tempo, as verdades, os princípios, os sentimentos que inspirarão as obras marcantes e as nobres ações.

É tempo de compreender isto: a civilização só pode crescer, a sociedade só pode evoluir, se um pensamento cada vez mais elevado, uma luz cada vez mais intensa, vierem inspirar, esclarecer os espíritos e tocar os corações, renovando-os. Apenas a ideia, a inteligência é mãe da ação. Só a vontade de realizar a plenitude do ser, sempre melhor, sempre maior, pode conduzir-nos a estes cimos longínquos onde a Ciência, a Arte, enfim, toda a obra humana, encontrará seu desenvolvimento, sua regeneração.

Tudo no-lo diz: o Universo é regido pela lei da evolução; aí está o que entendemos pela palavra progresso. E nós mesmos, em nosso princípio de vida, em nossa alma e em nossa consciência, para sempre, estamos submetidos a esta lei. Hoje, seria impossível ignorar-se esta força soberana que conduz a alma e suas obras, através do tempo e do Espaço infinitos, a um objetivo cada vez mais elevado; mas, uma lei como esta só se efetiva por nossos esforços.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Paz de espírito

Paz de espírito
Paz de espírito
Temos hoje, em toda parte da Terra, um problema essencial a resolver, a aquisição da paz de espírito, em que se desenvolvem todas as raízes da solução aos demais problemas que sitiam a alma.

Que diretrizes, porém, adotar na obtenção de semelhante conquista?

Usar a força, impor condições, armar circunstâncias?

Não desconhecemos, no entanto, que a tensão apenas consegue impedir o fluxo das energias criadoras que dimanam das áreas ocultas do espírito, agravando conflitos e mascarando as realidades profundas de nossa vida íntima, habitualmente manifestas.

A paz de espírito, ao contrário, exclui a precipitação e a inquietude, para deter-se e consolidar-se na serenidade e no entendimento.

Para adquiri-la, por isso mesmo, urge entregar as nossas síndromes de ansiedade e de angústia à providência invisível que nos apoia.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Troca incessante

Troca incessante
Troca incessante
Todos estamos situados em extenso parque de oportunidades para trabalho, renovação, desenvolvimento e melhoria. Dentre aquelas que segues no encalço, como sendo as que te respondem às melhores aspirações, detém, quanto possível, a oportunidade de auxiliar.

Tempo é comparável a solo. Serviço é plantação.

Ninguém vive deserdado da participação nas boas obras, de vez que todos nós retemos sobras de valores específicos da existência.

Não somente disponibilidades de recursos materiais, mas também de tempo, conhecimento, amizade, influência.

Não percas por omissão.

“Colherás o que semeias,” velha verdade sempre nova.

Em todos os lugares, há quem te espere a cooperação. Aparentemente aqueles que te recorrem aos préstimos contam apenas com o apoio necessário, seja um gesto de amparo substancial, uma nota de solidariedade, uma palavra de bom ânimo ou um aviso oportuno. Entretanto, não é só isso. A vida é troca incessante.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Os missionários

Os missionários
Os missionários
Vou dizer-vos algumas palavras para vos fazer compreender o objetivo que se propõem os missionários deixando a pátria e a família para irem evangelizar as populações ignorantes ou ferozes, posto que irmãos, mas inclinados ao mal e não conhecendo o bem; ou para irem pregar a mortificação, a confiança em Deus, a prece, a fé, a resignação nas dores, na caridade, a esperança de uma vida melhor depois do arrependimento; dizeis, não está aí o Espiritismo? Sim, almas de elite que sempre servistes a Deus ou observastes fielmente as suas leis; que amais e socorreis o vosso próximo, vós sois espíritas. Mas não conheceis essa palavra de criação nova, e aí vedes um perigo. Pois bem! Uma vez que a palavra vos assusta, não a pronunciamos mais diante de vós, até que vós mesmos venhais pedir esse nome, que resume a existência de espíritos e suas manifestações: o Espiritismo.

Irmãos amados, que são os missionários junto das nações na infância? Espíritos em missão que são enviados por Deus, nosso pai, para esclarecerem pobres espíritos mais ignorantes: para lhes ensinar a esperar nele, a conhecê-lo, a amá-lo, a ser bons esposos, bons pais, bons para seus semelhantes; para lhes dar, tanto quanto comporte sua a natureza inculta, a ideia do bem e do belo. Ora, vós, que sois tão fiéis pela vossa inteligência, sabei que partistes de tão baixo, e que tendes ainda muito a fazer para chegar ao mais alto grau. Eu vos pergunto, meus amigos, sem as missões e os missionários, em que se tornariam essas pobres pessoas

sábado, 25 de janeiro de 2014

Ocupações dos espíritos

Ocupações dos espíritos
Ocupações dos espíritos
As ocupações dos espíritos da segunda ordem consistem em se preparar para as provas que terão que sofrer, por meditações sobre suas vidas passadas, e observações sobre os destinos dos humanos, seus vícios, suas virtudes, o que pode aperfeiçoá-los ou fazê-los falir. Aqueles que têm, como eu, a felicidade de ter uma missão, dela se ocupando com tanto mais zelo e amor que o adiantamento das almas que lhes são confiadas lhe é contado como um mérito; eles se esforçam, pois, em lhes sugerir bons pensamentos, em ajudar seus bons movimentos, em afastá-lo dos espíritos maus, opondo-lhe doce influência às influências nocivas. Essa ocupação interessante, sobretudo quando se é bastante feliz para dirigir um médium e ter comunicações diretas, não afasta do cuidado e do dever de se aperfeiçoar.

Não creias que o tédio possa atingir um ser que não vive senão pelo espírito e cujas faculdades tendem para um objetivo, que sabe distante mas certo. O tédio não resulta senão do vazio da alma e da esterilidade do pensamento; o tempo, tão pesado para vós que o medis pelos vossos medos pueris ou vossas frívolas esperanças, não faz sentir sua marcha àqueles que não estão sujeitos nem às agitações da alma, nem às necessidades do corpo. Passa ainda mais depressa para os espíritos puros e superiores, que Deus encarrega da execução de suas ordens, e que percorrem as esferas num voo rápido.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O Universo e Deus

O Universo e Deus
O Universo e Deus
Enquanto as leis do mundo físico nos mostram a ação de um sublime ordenador, as leis morais, por intermédio da consciência e da razão, falam-nos eloquentemente de um princípio de justiça, de uma providência universal.

O espetáculo da Natureza, a visão dos céus, das montanhas, do mar apresentam ao nosso espírito a ideia de um Deus oculto no Universo.

A consciência mostra-o em nós, ou melhor, ela mostra em nós alguma coisa dele: é o sentimento do dever e do bem; é um ideal moral para o qual tendem as faculdades do espírito e os sentimentos do coração. O dever ordena imperiosamente; impõe-se; sua voz comanda todas as potências da alma. Há nele uma força que impulsiona os homens até o sacrifício. Apenas ele dá à existência sua grandeza, sua dignidade. A consciência é a manifestação em nós de uma potência superior à matéria, de uma realidade viva e agente.

A razão nos fala, igualmente, de Deus. Os sentidos fazem-nos conhecer o mundo material, o mundo dos efeitos; a razão nos revela o mundo das causas; ela é superior à experiência. Esta constata os fatos, a razão os agrupa e deles deduz as leis. Apenas ela nos demonstra que na origem do movimento e da vida encontra-se a inteligência, que o menor não pode conter o maior, nem o inconsciente produzir o consciente, o que resultaria, entretanto, da concepção de um Universo que se ignora a si mesmo. A razão descobriu as leis universais antes da experiência; esta apenas confirmou suas visões e dela forneceu a prova.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Grupo da rua Du Cygne

Grupo da rua Du Cygne
Grupo da rua Du Cygne
As reparações de guerra impostas pela Alemanha não haviam abalado a vida do país. Apesar da derrota, os negócios reconquistaram, pouco a pouco, seu curso normal. Léon Denis retornou à casa Pillet para retomar suas funções interrompidas pela guerra. Seu pai havia deixado por completo de trabalhar. Era o filho quem devia, agora, assumir a responsabilidade de sustentar seus velhos pais.

Entretanto, a França humilhada, diminuída aos olhos do mundo, embora com a honra salva, atravessava uma crise interna dolorosa.

A tormenta assolou o Império, mas o país, desamparado, preocupado com seu destino, estribava-se na ordem moral. As ideias republicanas esforçavam-se para abrir um caminho. Filho do povo, generoso por natureza, e apaixonado pela justiça, o ex-tenente resolveu contribuir com todos os seus recursos.

Servido por um dom natural de comunicação, ele se dedica à oratória. Orador aplaudido na Loja Maçônica dos Demófilos, assume papel importante.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O grande futuro

O grande futuro
O grande futuro
“Mas agora o meu reino não é daqui.” – Jesus. (João, 18:35.)


Desde os primórdios do Cristianismo, observamos aprendizes que se retiram deliberadamente do mundo, alegando que o Reino do Senhor não pertence à Terra.

Ajoelham-se, por tempo indeterminado, nas casas de adoração, e acreditam efetuar na fuga a realização da santidade.

Muitos cruzam os braços à frente dos serviços de regeneração e, quando interrogados, expressam revolta pelos quadros chocantes que a experiência terrena lhes oferece, reportando-se ao Cristo, diante de Pilatos, quando o Mestre asseverou que o seu reino ainda não se instalara nos círculos da luta humana.

No entanto, é justo ponderar que o Cristo não deserdou o planeta.

A palavra d’ele não afiançou a negação absoluta da felicidade celeste para a Terra, mas apenas definiu a paisagem então existente, sem esquecer a esperança no porvir.

O Mestre esclareceu: – “Mas agora o meu reino não é daqui”. Semelhante afirmativa revela-lhe a confiança. Jesus, portanto, não pode endossar a falsa atitude dos operários em desalento, tão só porque a sombra se fez mais densa em torno dos problemas transitórios ou porque as feridas humanas se fazem, por vezes, mais dolorosas. Tais ocorrências, muitas vezes, obedecem a pura ilusão visual.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Nos caminhos da vida

Nos caminhos da vida
Nos caminhos da vida
Se te empenhas na construção do caminho para a vida superior, não te emaranhes na viscosa teia de interesses inferiores que porventura ainda te prendem à Terra.

Para isso é necessário te acauteles contra a leviandade com que tantas vezes perturbamos o roteiro do próximo.

Sem a bênção da confiança e da simpatia entre os homens, ninguém pavimenta para si mesmo a senda abençoada do amor.

Compreendendo, em razão disso, o ensinamento do Mestre, guarda a sobriedade com o respeito aos outros por teu programa de cada dia.

Não disputes posição de evidência onde muitos obedecem.

Não procures em teu favor privilégios inacessíveis a teu irmão.

Não amontoes disponibilidades financeiras pelo simples prazer da usura, onde a carência te cerca.

Não ostentes intelectualidade, ao lado da incultura.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

No Espiritismo com Jesus

No Espiritismo com Jesus
No Espiritismo com Jesus
Se acordamos para as responsabilidades que o Espiritismo com Jesus nos impõe, é imperioso não esquecer que ainda nos achamos na Terra encarnados e desencarnados, em vastíssima escola de preparação ante a vida maior.

Em seus variados departamentos, encontramos ainda a ignorância gerando a penúria, a penúria criando necessidades, as necessidades formando problemas e os problemas plasmando o desespero nos corações.

Desse estranho conjunto de forças negativas, nascem a superstição e o fetichismo, perturbando o caminho das criaturas que, apressadas e invigilantes, muitas vezes, pretendem colher a felicidade sem plantá-la e exigem a paz sem qualquer esforço para se libertarem dos prejuízos a que se acolhem.

Todavia, quanto mais se alonguem a crendice e o fanatismo, operando o extravio das consciências, mais amplo é o trabalho de cooperação que o mundo nos reclama, porquanto o cristianismo renascente na construção espírita de hoje é a vitória das forças da luz sobre as energias ocultas da sombra.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Na construção do futuro

Na construção do futuro
Na construção do futuro
“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo...” – JESUS – JOÃO, 18: 36. “Todo cristão, pois, firmemente crê na vida futura, mas a ideia que muitos fazem dela é ainda vaga, incompleta e por isso mesmo, falsa em diversos pontos. Para grande número de pessoas, não há, a tal respeito, mais do que uma crença, balda de certeza absoluta, donde as dúvidas e mesmo a incredulidade. O Espiritismo veio completar, nesse ponto, como em vários outros, o ensino do Cristo, fazendo-o, quando os homens já se mostram maduros bastante para apreenderem a verdade.” - Cap. II, 3.


Esperavas pelos irmãos do caminho a fim de te entregares à construção da Terra melhor e quedas-te, muitas vezes, em amargoso desalento porque tardem a vir.

Observa, porém, a estrada longa da evolução, para que o entendimento, te pacifique.

Milhares deles são corações de pensamento verde que te rogam apoio e outros muitos seguem trilha adiante, inibidos por névoas interiores que desconhecem.

Repara os que se renderam às lágrimas excessivas.

Choraram tanto que turvaram os olhos não mais divisando os companheiros infinitamente mais desditosos a lhes suplicarem auxílio nas vascas da aflição.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Intercâmbio

Intercâmbio
Intercâmbio
Toda vez que um agrupamento de preces se reúne, observamos sempre rogativas e pensamentos elevados à
esfera superior, na expectativa com que se congregam os companheiros encarnados, na procura de reconforto.

E respondendo, movimentam-se falanges de servidores, fraternos e amigos, estimulando as obras do bem para a alegria de todos.

São ensinamentos novos que se derramam. 

Informações iluminativas que descerram sendas edificantes.

Bálsamos para chagas abertas.

Remédios para enfermidades diversas.

Auxílios que se estendem à vida mental coletiva.

Bênçãos de consolação que refazem a esperança.

Socorro espiritual às dores comuns.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Evocações

Evocações
Evocações
O médium espírita não se prestará a reuniões particulares, permitindo que se façam evocações por seu intermédio.

O ambiente natural para o efetivo exercício da mediunidade é o centro espírita.

O médium consciente de sua responsabilidade não participará de reuniões mediúnicas que se improvisem nos lares, atendendo, não raro, a especulações de ordem pessoal dos integrantes.

A tarefa específica da desobsessão carece de ser levada a efeito no recinto que lhe seja próprio, com a disciplina indispensável ao seu bom êxito.

Admissível que, esporadicamente, os espíritos familiares se manifestem no antigo reduto doméstico, consolando e incentivando os corações amados que necessitem registrar-lhes a palavra.

O médium desgarrado do grupo mediúnico acaba por render-se às exigências descabidas de quantos desejam beneficiar se de suas faculdades.

Quase sempre, os que fogem ao centro espírita estão eximindo-se do dever doutrinário a que seriam chamados.

Os espíritos esclarecidos não frequentam grupos domésticos que não se mostrem operosos no bem dos semelhantes.

Os espíritos nem sempre estão aptos para atenderem às evocações dos homens e os médiuns raramente encontram-se em condições de intermediarem comunicados dos espíritos evocados.

Em sua maioria, as evocações domésticas dão margem à mistificação e ao embuste.

O médium que anseie por trilhar a estrada correta deve procurar o caminho do centro espírita.



Autor: Odilon Fernandes
Do Livro: ABC da Mediunidade

domingo, 5 de janeiro de 2014

Evocação dos espíritos

Evocação dos espíritos
Evocação dos espíritos
Na antiguidade oriental, era comum a prática da evocação dos mortos, em todas as culturas, na intimidade dos templos, celebrizando os adivinhos, oráculos e sacerdotes, profetas e pítons que logravam traduzir-lhes o pensamento, através de cuja sensibilidade retornavam ao contato humano (...)

Esse intercâmbio reiniciou-se com Jesus, cujo advento foi anunciado pelos espíritos nobres e a vida toda assinalada pela incessante comunicação com os desencarnados, prosseguindo, Ele próprio, após a morte, inúmeras vezes, e culminando no inesquecível aparecimento ao jovem Saulo, a quem convocou, às portas de Damasco, para o ministério inigualável.

Logo depois, nas reuniões dos discípulos e continuadores da sua obra de amor, as comunicações espirituais se tornaram o veículo de segurança para o êxito das empresas iluminativas de consciências, tornando-se elemento de sustentação das comunidades nascentes (...)

Nos séculos seguintes, prosseguiram os fenômenos extraordinários, atestando a comunicabilidade dos espíritos, trazendo a mensagem confortadora de sustentação durante a Idade Média e a afirmação da sobrevivência no período da Idade Moderna. Allan Kardec, no entanto, sob o comando do Espírito de Verdade que lhe supervisionava a missão, evocou as entidades espirituais mais diferentes, com elas mantendo notáveis diálogos, graças aos quais elaborou a codificação espírita.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Animais e sofrimento

Animais e sofrimento
Animais e sofrimento
Se os animais estão isentos da lei de causa e efeito, em suas motivações profundas, já que não têm culpas a expiar, de que maneira se lhes justificar os sacrifícios e aflições?

Assunto aparentemente relacionado com injustiça, mas a lógica nos deve orientar os passos na solução do problema.

Imperioso interpretar a dor por mais altos padrões de entendimento.

Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão somente para resgatar o preço de alguma coisa. Sofre-se também angariando os recursos precisos para obtê-la.

Assim é que o animal atravessa longas eras de prova a fim de domesticar-se, tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para instruir-se.

Que mal terá praticado o aprendiz a fim de submeter-se aos constrangimentos da escola?

E acaso conseguirá ele diplomar-se em conhecimento superior se foge às penas edificantes da disciplina?

Espírito algum obtém elevação ou cultura por osmose, mas sim através de trabalho paciente e intransferível.

O animal igualmente para atingir a auréola da razão deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-lo na posse definitiva do raciocínio.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A verdadeira religião

A verdadeira religião
A verdadeira religião
A verdadeira religião não é uma manifestação exterior, é um  sentimento, e é no coração humano que está o verdadeiro templo do Eterno. A verdadeira religião não poderia ser limitada a regras, nem ritos acanhados. Não tem necessidade nem de fórmulas, nem de imagens; ela pouco se importa com os simulacros e formas de adoração, e só julga os dogmas pela sua influência sobre o aperfeiçoamento das sociedades. A verdadeira religião abrange todos os cultos, todos os sacerdócios, eleva-se acima deles e lhes diz: A verdade é mais alta!

Deve-se compreender, entretanto, que todos os homens não estão no estado de atingir esses cumes intelectuais. É por isso que a tolerância e a benevolência se impõem. Se o dever nos convida a desligar os bons espíritos dos aspectos vulgares da religião, é preciso abster-nos de lançar pedras às almas sofredoras,
banhadas em lágrimas, incapazes de assimilar noções abstratas, e que encontram na sua fé inocente sustento e reconforto.

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