segunda-feira, 23 de junho de 2014

Os Espíritos maus

Os Espíritos maus
Os Espíritos maus
Os espíritos maus, sobre os quais caem vigorosa mente o peso de suas faltas, estão na impossibilidade de prever o futuro. Nada sabem das leis superiores. Os fluidos com os quais estão envolvidos impedem qualquer relação com os espíritos elevados, que gostariam de arrancá-los de seus pendores, mas não o podem, em razão da natureza grosseira, quase material, desses espíritos e do campo restrito de suas percepções. Resulta, daí, uma ignorância completa de sua sorte e uma tendência em acreditar eternos os sofrimentos que experimentam. Assim também, alguns dentre eles, ainda imbuídos de preconceitos católicos, acreditam e se dizem no inferno. Devorados pelo ciúme e o ódio, a fim de se distraírem de suas inquietações, muitos procuram os homens fracos e votados ao mal. Eles os incitam, insuflam-lhes funestas inspirações; mas, pouco a pouco, desses novos excessos decorrem novos sofrimentos. A reação do mal causado os prende numa rede de fluidos mais sombrios. As trevas se fazem mais completas, um círculo estreito se forma e a reencarnação, penosa, dolorosa, ergue-se diante deles.


Mais calmos são aqueles em quem o arrependimento tocou, que, resignados, veem chegar o tempo das provas e resolveram satisfazer à eterna justiça. O remorso, como um brilho pálido, esclarece sua alma com uma claridade vaga e permite aos bons espíritos chegar até eles, para lhes prodigalizar encorajamento e conselhos.



Autor: Léon Denis
Do Livro: Depois da Morte

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