sábado, 28 de junho de 2014

Testemunhos

Testemunhos
Testemunhos
As obras que eu faço em nome de meu Pai, dão testemunho de mim. — João, 10:25.


É certo que o sofrimento que não desperta lamentações pode ser uma expiação, mas esse tipo de comportamento é um indício claro de que tal expiação foi escolhida voluntariamente e não imposta, sendo também a prova de uma forte resolução, o que é um sinal de progresso. — (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V, item 9.)


Que se dirá, do médico que teme o contato com a enfermidade que desfigura o semblante do doente; do advogado que receia a convivência com os malfeitores; do mestre que abomina ensinar a crianças difíceis; do juiz que se poupa a examinar contendas e desdenha enfrentá-las; do amigo que foge aos ensejos de ser útil; do servidor que ressona em pleno serviço; do aprendiz que desrespeita o ensino; do cristão que, no exercício da caridade, zelando pelo equilíbrio pessoal, se furta ao trabalho eficiente ao lado de infelizes e desajustados?!


Qual o homem, que se pode dizer realizado sem se conhecer a si mesmo; que se pode considerar vitorioso sem haver saído triunfador da luta íntima; que espera o deleite da paz sem haver modificado as disposições bélicas do espírito; que aspira a amplos horizontes e não é capaz de caminhar através de pequenas rotas com segurança; que espera triunfos e não se permite ajudar; que aguarda Jesus e ainda não sabe descobrir o Cristo nos corações atribulados que defronta pelo caminho?!

Que se pode pensar de um crente, que se debate amargurado, quando afligido por naturais problemas; que se revolta ante as dificuldades que todos defrontam na jornada; que se afoga nos vasilhames da queixa improdutiva; que se desespera ante as oportunidades do aprendizado e que se deixa vencer pela cólera, quando no exercício do socorro ao próximo?!

O Evangelho,como sempre, apresenta no Excelso Mestre a resposta transparente e nobre!

Instado ao desespero por famanazes do poder temporal, a situações difíceis, perseguido pela inveja e desconsiderado pelos que O não podiam entender, conduzido ao sarcasmo e à zombaria, vez alguma se deixou descoroçoar no ministério de amor empreendido ou se permitiu isolar da comunhão com os aflitos. Em toda e qualquer circunstância esteve ao lado dos sofridos e desamparados, conquanto reconhecesse
que isto Lhe custaria a Vida. Não temeu, não se evadiu...

Mesmo quando injustamente foi arrastado à infame punição indébita pela crucificação, dignificou as traves de madeira, transformando-as, desde então, no símbolo perfeito da redenção e do martírio para quantos tenham os olhos postos na glória da Imortalidade.



Autora: Joanna de Ângelis
Do Livro: Florações Evangélicas

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