quinta-feira, 3 de julho de 2014

A Lei dos Renascimentos

A Lei dos Renascimentos
A lei dos renascimentos explica e completa o princípio de imortalidade. A evolução do ser indica um plano e
um objetivo: este objetivo, que é a perfeição, não poderia realizar-se em uma única existência, por mais que fosse longa e proveitosa. Devemos ver, na pluralidade das vidas da alma, a condição necessária à sua educação e a seus progressos. É por seus próprios esforços, suas lutas, seus sofrimentos, que ela se recupera de seu estado de ignorância e inferioridade e se eleva, degrau por degrau, primeiro na Terra, depois, através das inúmeras moradas do céu estrelado.

A reencarnação, confirmada pelas vozes de além-túmulo, é a única forma racional, sob a qual se possa admitir a reparação dos erros cometidos e a evolução gradual dos seres. Sem ela, não vemos, em absoluto, sanção moral satisfatória e completa nem a possibilidade de concebermos um ser que governe o Universo com justiça.

Se admitirmos que o homem viva hoje pela primeira e última vez aqui embaixo, que uma única existência terrestre seja o que nos cabe a cada um de nós, teremos de reconhecer que a incoerência e a parcialidade
presidem a repartição dos bens e dos males, das aptidões e das faculdades, das qualidades nativas e dos vícios originais.

Por que, para uns, a fortuna, a felicidade constante; para outros, a miséria, a infelicidade inevitável? Para estes, a força, a saúde, a beleza; para aqueles, a fraqueza, a doença, a feiura? Por que, aqui, a inteligência e o gênio e, ali, a imbecilidade? Como é que tantas admiráveis qualidades morais encontram -se ao lado de tantos vícios e defeitos? Por que raças tão diversas, umas, inferiores a ponto de parecerem beirar a animalidade; outras, favorecidas com todos os dons que lhes asseguram a supremacia? E as enfermidades inatas, a cegueira, a idiotia, as deformidades, todos os infortúnios que enchem os hospitais, os asilos noturnos, as casas de correção? A hereditariedade não explica tudo. Na maioria dos casos, estas aflições não podem ser consideradas como resultado de causas atuais.O mesmo acontece com os favores da sorte. Com muita frequência, pessoas justas parecem ser esmagadas sob o peso da prova, ao passo que egoístas e maus prosperam.



Autor: Léon Denis
Do Livro: O Problema do Ser e do Destino.

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