sábado, 5 de julho de 2014

A Necessidade da Consciência Coletiva

A Necessidade da Consciência Coletiva
Segue o homem, à semelhança de uma criança que ainda não aprendeu a andar e que atende ao apelo do pai para ir-lhe ao encontro, e tantas vezes cai e torna a levantar-se, até conseguir chegar ao regaço paterno. O pai considera os tombos que a criança leva como parte de seu aprendizado. Também Deus entende que todas essas falhas que temos, no processo de evolução, são naturais, compreensíveis e esperadas no progresso humano. Por isso é que Deus, repetidamente, dá aos povos ou às coletividades oportunidade de renovação.

Povos que assumiram, no século que acabamos de ver passar, o papel de grandes destruidores de sociedades recuperaram-se, rapidamente, e trabalharam pelo próprio progresso, atraindo para junto de si ou para sua coletividade camadas enormes de criaturas, tão somente porque desejaram acertar. A vontade coletiva prevaleceu sobre os erros que muitos cometeram ou induziram outros a cometer.

Observemos o nosso país, observemos esta grande, imensa terra chamada Brasil, local em que todos os
seres que conhecem a Deus encontraram abrigo. A despeito da descrença de alguns, a despeito da falha de muitos, a despeito do desencontro de grandes personalidades, todos aqui, ou quase todos, trazem no coração a certeza da fé e da existência de Deus.

Tomemos o nosso país: o que falta ao homem, aqui, para ser útil à sua sociedade? O que falta ao homem para ser bom? O que falta ao homem para acabar com a miséria, a pobreza, a tristeza, a angústia? Falta, justamente, a vontade coletiva, que faz com que o nosso amado povo, ainda muitas vezes, não saiba conduzir-se coletivamente, embora muitos o saibam fazer individualmente.

Parece que falta ao indivíduo brasileiro a certeza de que ele faz parte de uma grande coletividade e que deve lutar para que essa coletividade seja boa; deve ser útil e capaz de colaborar na resolução dos problemas da coletividade que o envolve.

Quantos, quantos aqui se preocupam, efetivamente, com a pobreza? Quantos ajudam as sociedades ou os indivíduos que precisam ser ajudados? Quantos silenciam ante as palavras de ódio? Quantos fazem força para que programas ditos ruins não entrem em suas casas?

Concessão?... Abandono de valores?... Não vamos entrar nessa análise; mas vamos dizer que todos nós, de um ponto de vista individual e coletivo, podemos e devemos exercer o direito de lutar por esses valores. (...)

Que a bondade do Senhor Jesus nos abençoe, nos ajude e nos conduza, e que todos nós que aqui estamos saiamos daqui dispostos a iluminar o caminho por onde andarmos! Se, por acaso, os filhos das trevas nos agredirem a sensibilidade, nos tornarem focos de suas agressões espirituais espontâneas, respondamos a todos eles com a nossa prece, com a nossa mensagem de paz, e digamos a cada um deles: “Sou de Jesus”!

Que a bondade e o amor de Deus e de Jesus inspirem as nossas almas para o bem!



Autor: Antonio de Aquino
Do Livro: Inspirações do Amor Único de Deus, vol. 1.

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