sexta-feira, 11 de julho de 2014

Contemplando o bem

Contemplando o bem
Contemplando o bem
Através de mil formas, somos hoje, qual ontem, viajores do tempo em trânsito da sombra para a luz.

Milhares de berços e túmulos assinalam a nossa marcha nos carreiros evolutivos e, se a névoa do passado ainda nos entenebrece a visão, na atualidade, já nos faz possível prever, com Jesus, a alvorada renovadora.

Ontem, reduzimos o devedor à condição de alimária doméstica.

Hoje, dispomos de códigos que nos facultam a solução dos próprios compromissos perante a lei.

Ontem, fazíamos do oceano centro vivo das mais deploráveis operações de pirataria e rapinagem.

Hoje, fizemos do mar abençoado caminho de progresso e fraternidade.

Ontem, convertíamos a mulher, nossa mãe e nossa irmã, em silenciosa besta de carga, com tratamento familiar inferior àquele dispensado comumente aos cavalos.

Hoje, procuramos destacar-lhe a grandeza, conduzindo-a ao mais alto nível de cultura e educação.

Ontem, relegávamos os enfermos difíceis aos vales escuros de abandono e desespero.

Hoje, aperfeiçoamos a experiência social, convocando-os ao nosso convívio para que a ciência e a
caridade lhe assegurem a defesa ante as ameaças da morte.

Ontem, escravizávamos nossos próprios irmãos em espetáculos deprimentes de penúria moral, nos mercados da vida humana. 

Hoje, consolidamos o direito do homem de quase todas as latitudes, no acesso ao trabalho digno e na conquista da própria emancipação.

Em verdade, ainda temos hoje as demonstrações da guerra, nos atritos periódicos das nações, e os hábitos infelizes, quais sejam o lenocídio e a indústria do entorpecente; no entanto, o Cristo que nos inspira o avanço espiritual, guiando-nos a jornada para a justiça, dar-nos-á braço forte para que o amanhã surja mais claro, assegurando-nos a vitória do amor e do respeito uns pelos outros.

Eis por que duvidar do bem seria desacreditar de nós mesmos, em derrocada injustificável, não só porque estamos a caminho do próprio burilamento, como também porque, se é inegável que Jesus começou a construir entre nós o Reino de Deus, não é menos certo que a sua
Obra Divina ainda não terminou.



Autor: Emmanuel
Do Livro: Nascer e Renascer.

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