segunda-feira, 21 de julho de 2014

Intercâmbio

Intercâmbio
Intercâmbio
Nem todos os espíritos estão aptos ao serviço da mediunidade junto aos medianeiros encarnados.

Muitos não sabem manejar o “mecanismo” que teriam à sua disposição; outros estão interessados em voltar à Terra, preparando-se para novas experiências no corpo.

A maioria não se contenta com as limitações naturais do intercâmbio e não deseja se submeter.

Com a desencarnação, diversos se ausentaram do convívio com os familiares e ignoram-lhes a evocação tardia, às vezes por se encontrarem em longínquas dimensões da pátria espiritual.

Grande número dos que se comunicam com as afeições que deixaram no mundo apenas conseguem fazê-lo com a cooperação de companheiros mais experientes que, por assim dizer, lhes servem de medianeiros no Além.

Pode parecer que não, mas em muitos o preconceito religioso subsiste após a morte, impedindo-lhes valer-se do concurso de um médium.

Vários espíritos, deixando a vida terrestre, reencontram antigos afetos, com os quais possuem vínculos mais sólidos, distanciando-se dos que, talvez, não souberam valorizar-lhes a convivência.


Enfim, são múltiplas as causas que intervêm no intercâmbio entre encarnados e desencarnados através dos canais da mediunidade.

Consideremos ainda, como uma delas, a provação que necessitam experimentar os espíritos que, no mundo, não raro, ridicularizaram a fé na imortalidade da alma.

Outra que destacaríamos como de suma importância seria a baseada na lei do mérito e da necessidade.

Normalmente, os espíritos benfeitores que orientam a tarefa dos médiuns na Doutrina submetem ao crivo do mérito e da necessidade, seu e de seus afetos na Terra, a manifestação desse ou daquele companheiro liberado do corpo físico.



Autor: Odilon Fernandes
Do Livro: ABC da Mediunidade

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