quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A Questão Social e a Mulher

A Questão Social e a Mulher
A Questão Social e a Mulher
A questão social não abarca somente as relações das classes entre si; ela concerne também à mulher de todas as classes, à mulher, essa grande sacrificada, à qual seria justo dar, com o exercício de seus direitos naturais, uma situação digna dela, se quisermos ver a família mais forte, com mais moral e mais unida. A mulher é a alma do lar; é ela que representa os elementos de doçura e de paz na Humanidade. Libertada do jugo da superstição, se pudesse fazer ouvir sua voz no conselho dos povos, se sua parte de influência pudesse se fazer sentir, veríamos logo desaparecer o flagelo da guerra.

A filosofia dos espíritos, ensinando que o corpo é uma forma de empréstimo e que o princípio da vida está na alma, estabelece a igualdade do homem e da mulher do ponto de vista dos méritos e dos direitos. Os espíritos reservam para a mulher uma grande parte nas suas reuniões e seus trabalhos. Ela aí ocupa mesmo uma situação preponderante, pois é ela que fornece os melhores médiuns, a delicadeza de seu sistema nervoso, tornando-a mais apta para preencher esse papel.

Os espíritos afirmam que encarnando-se de preferência no sexo feminino, a alma eleva-se mais rapidamente
de vidas em vidas para a perfeição. É que a mulher adquire mais facilmente essas virtudes soberanas: a paciência, a doçura, a bondade. Se a razão parece dominar no homem, nela, o coração é mais vasto e mais profundo.

A situação da mulher na sociedade geralmente é mais apagada; ela é frequentemente escrava; por isso, é mais elevada na vida espiritual; pois quanto mais um ser é humilhado, sacrificado neste mundo, mais mérito tem diante da eterna justiça; mas seria absurdo tirar pretexto dos gozos futuros para perpetuar as iniquidades sociais. Nosso dever é de trabalhar, na medida de nossas forças, para a realização, na Terra, dos desígnios da Providência. Ora, a educação e o engrandecimento da mulher, a extinção do pauperismo, da ignorância e da guerra, a fusão das classes na solidariedade, a organização do globo, todas essas reformas fazem parte do plano divino, que não é outro senão a própria lei do progresso.



Autor: Léon Denis
Do Livro: Depois da Morte.

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