sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Crê, Ama, Espera

Crê, Ama, Espera
Crê, Ama, Espera
Crê, ama, espera, homem, meu irmão... Depois, age! Aplica-te a deixar transparecer em tua obra os reflexos e as esperanças de teu pensamento, as aspirações de teu coração, as alegrias e as certezas de tua alma imortal. Explicita tua fé nas inteligências que te rodeiam e compartilham de tua vida, a fi m de que elas te secundem em tua tarefa e que, por toda a Terra, um poderoso esforço subtraia o fardo das opressões materiais, triunfe das paixões grosseiras, abra uma vasta clareira para os voos do espírito.

Brevemente, uma ciência jovem e renovada — não mais a ciência dos preconceitos, das rotinas, dos métodos estreitos e envelhecidos, mas uma ciência aberta a todas as pesquisas, a todas as investigações, a ciência do Invisível e do Além — virá fecundar o ensino, esclarecer o destino, fortificar a consciência. A fé na sobrevivência edificar-se- á sob formas mais belas, apoiadas na rocha da experiência e desafiando qualquer crítica.

Uma arte mais idealista e mais pura, banhada pelas luzes que não se apagam, imagem da vida radiosa, reflexo do céu entrevisto, virá regozijar e vivificar o espírito e os sentidos.

O mesmo ocorrerá com religiões, crenças, sistemas. No impulso do pensamento, para se elevar das
verdades de ordem relativa às verdades de ordem superior, acabarão por aproximar-se, unir-se, fundir-se, para fazer das crenças múltiplas do passado, hostis ou mortas, uma fé viva que reunirá a Humanidade em um mesmo ímpeto de adoração e de prece.

Trabalha com todas as potências de teu ser no preparo desta evolução. É preciso que a atividade humana se
coloque com maior intensidade na direção das rotas do espírito. Após a humanidade física, é necessário criar a humanidade moral; depois dos corpos, as almas! O que se conquistou em energias materiais, em forças exteriores, perdeu-se em conhecimentos profundos, em revelação do sentido íntimo. O homem triunfou sobre o mundo visível; as aberturas que realizou no universo físico são ilimitadas; resta-lhe conquistar o mundo interior, conhecer sua própria natureza e o segredo de seu esplêndido porvir.



Autor: Léon Denis
Do Livro: O Problema do Ser e do Destino

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