quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Manifestações Visuais

Manifestações Visuais
Manifestações Visuais
Podendo tomar todas as aparências, o espírito apresenta-se sob aquela que pode melhor fazê-lo ser reconhecido, se assim é o seu desejo. Ainda que, como espírito, não tenha mais nenhuma enfermidade corporal, mostrar-se-á estropiado, manco, ferido, com cicatrizes, se isso for necessário, para constatar sua identidade. Acontece o mesmo com as roupas; aqueles dentre os espíritos que nada conservaram das quedas terrestres, compõem-se mais comumente de uma vestimenta ampla, longa, com dobras esvoaçantes, com uma cabeleira ondulante e graciosa.

Frequentemente, os espíritos se apresentam com os atributos característicos de sua elevação, como uma auréola, asas para aqueles que podemos considerar como anjos, um aspecto luminoso resplandecente, enquanto outros têm aspectos que lembram suas ocupações terrestres; assim, um guerreiro poderá aparecer com sua armadura, um sábio com livros, um assassino com um punhal etc.

Os espíritos superiores têm uma bela figura, nobre e serena; os mais inferiores têm qualquer coisa de selvagem e de bestial, e, algumas vezes, trazem ainda os traços dos crimes que cometeram ou dos suplícios que suportaram; para eles, essa aparência é uma realidade; quer dizer que eles creem ser tais quais
parecem; para eles é um castigo.

O espírito que quer ou pode aparecer, reveste, algumas vezes, uma forma mais clara ainda, tendo todas as aparências de um corpo sólido, a ponto de produzir uma ilusão completa, e de fazer crer que se tem diante de si um ser corporal.

Em alguns casos, e sob o império de certas circunstâncias, a tangibilidade pode tornar-se real, quer dizer, que se pode tocar, apalpar, sentir a mesma resistência, o mesmo calor que parte de um corpo vivo, o que não impede de dissipar-se com a rapidez de um relâmpago. Poder-se-ia, portanto, estar na presença de um espírito com o qual trocaríamos palavras e atos da vida, crendo tratar-se de um simples mortal e sem supor que é um espírito.



Autor: Allan Kardec
Do Livro: Obras Póstumas

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