terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ante as dificuldades

Ante as dificuldades
Ante as dificuldades
A semente, para libertar o vegetal que conduz em germe, não se nega a vencer o solo que a agasalha...

O rio que busca o oceano não se detém ante os obstáculos que lhe impedem o curso...

A dificuldade é, assim, teste de resistência em forma de ensejo alentador.

Se a dor, em sua apresentação multiforme, te chega às portas do coração, para, momentaneamente, para orar e reabastecer o espírito.

Através da prece lenificadora, a doação celeste te alcançará o entendimento, revigorando as fibras da vida para o prosseguimento da jornada.

Recebe a dificuldade como ensejo de combate.

Aceita a dor como mensagem de despertamento.

Acolhe a provação com alegria.

Considera o problema como exame do teu aprendizado.

Escuta o grito da perseguição com os ouvidos do entendimento.


E, se for necessário sofrer todas as dores para atestar a excelência das tuas convicções em Jesus Cristo, não te deixes entibiar.

Recorda a “via dolorosa”... que não é somente uma demonstração de tragédia evangélica, mas apelo veemente a falar pelos séculos, e atende ao chamado incompreendido que te acena.

Os triunfadores, na Terra, são apenas corações enganados.

Os sorridentes, na Terra, são somente companheiros infantis.

Os felizes, na Terra, são igualmente almas equivocadas.

Os verdadeiros heróis, na Terra, são aqueles que, ignorados, se fi zeram pães para estômagos vazios, agasalhos para corpos desnudos, albergue para almas vencidas pela ventania, claridade para os que dormem na treva, e esperança para os aparvalhados pelo medo, paralisados no desequilíbrio... e não se jactam por tanto.

Ante as dores, na Terra, não há lugar para relacionar queixas, nem lamentações, nem calúnias.

Cumpre com teu dever.

Se aguardas compreensão humana, despertarás nas palhas queimadas pelo desconforto e pelo desengano.

Se desejas, entretanto, servir Àquele que é de todos Senhor e Mestre, continua vencendo a dificuldade maior que reside no teu íntimo — o egoísmo —, alma do orgulho, e seiva dos outros males.

Ergue-te acima de todas as vicissitudes e, fiel a ti mesmo no dever maior, alcançarás a paz com a consciência após a vitória sobre as dificuldades.


Autora: Joanna de Ângelis
Do Livro: Messe de Amor

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