sábado, 1 de novembro de 2014

A intuição

A intuição
A intuição
A intuição é, com mais frequência, apenas uma das formas empregadas pelos habitantes do mundo invisível para transmitir-nos suas advertências, suas instruções. Em outras ocasiões, ela é a revelação da consciência profunda à consciência normal. No primeiro caso, pode ser considerada como uma inspiração. Pela mediunidade, o espírito faz com que suas ideias penetrem no entendimento do transmissor. Este fornecerá a expressão, a forma, a linguagem e, de acordo com seu desenvolvimento cerebral, o espírito nele encontrará meios mais ou menos seguros e abundantes para comunicar seu pensamento, em toda sua amplidão e seu brilho.

O pensamento do espírito atuante é uno em seu princípio de emissão, mas varia em suas manifestações, segundo o estado mais ou menos perfeito dos instrumentos que utiliza. Cada médium marca, com as impressões de sua personalidade, a inspiração que lhe vem de mais alto. Quanto mais o intelecto do sujet é culto e espiritualizado, mais os instintos materiais comprimem-se nele, e mais o
pensamento superior será transmitido com pureza e fidelidade.

Assim como o grande volume d’água de um rio não pode correr por um canal estreito, também o espírito inspirador só conseguirá transmitir, pelo organismo do médium, aquelas suas concepções que nele encontrem um caminho preparado. Com um grande esforço mental, sob a excitação de uma força exterior, o médium poderá exprimir concepções acima de seu próprio saber; mas, na expressão das ideias sugeridas, encontrar-se-ão seus termos favoritos, seu jeito habitual de falar, ainda que o estímulo que receba lhe empreste à linguagem, por um momento, mais amplitude e elevação.



Autor: Léon Denis
Do Livro: O Problema do Ser e do Destino

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