domingo, 1 de março de 2015

A Vida no Além

A Vida no Além
A Vida no Além
“(...) Para libertar-se dos receios da morte, é necessário poder analisá-la sob o seu verdadeiro ponto de vista, isto é, haver penetrado, pelo pensamento, no mundo espiritual e dele fazer uma ideia tão exata quanto possível, o que indica no espírito encarnado um certo desenvolvimento e uma certa capacidade para se desligar da matéria. (...)” (Allan Kardec, O Céu e o Inferno, 1. ed. Celd. Cap. 2, item 4.)

Aqueles que têm o sentimento aflorado procuram, naturalmente, com emoção, os que partiram. O sentimento da saudade, a ausência física e as sensações de desamor, de falta de proteção muitas  vezes aparecem, trazendo complicações para o dia a dia dos que ficam.

Os que partem, entretanto, levam consigo a emoção da busca do novo lugar para viver, das surpresas que
vão aparecendo diariamente e do convívio com aqueles que os antecederam e que já estão no outro plano, há muito tempo, construindo um lugar onde morar, no mundo dos espíritos. São surpresas muito agradáveis.

Para os que estão chegando ao outro lado, a vida assume caracteres novos: amizades, lugar de paz, sentimentos que vão sendo corrigidos, esquecimento daquilo que pertence exclusivamente à Terra; e busca de valores diferenciados.

Nessa luta e nesse aprendizado, o espírito recém-chegado ao mundo invisível sente, a maior parte das vezes, o desejo de ir avante, porque a sede do desconhecido e do saber se somam e fazem com que a alma siga adiante.

Como âncora, entretanto, existem as saudades daqueles com quem conviveram. Como força corrosiva, existem as dores provocadas pelas coisas erradas que aqui se fi zeram. Por isso, as almas recem-libertas voam logo para longe, para o mundo superior dos invisíveis e, se não esquecem dos que ficam na Terra, deixam-nos em suas lutas, mas seguem para adiante como quem busca novas fontes de felicidades.

Entretanto, os que fizeram mal, que sentem junto de si as tormentas, as maldições daqueles a quem atingiram, ou os que fizeram muito sofrer, esses têm muitas dores a pagar e a penar, portanto. Para eles, as nossas preces devem ser múltiplas, contínuas, sinceras, a fim de que tenham o arrependimento do mal que fizeram.

Dia de finados é o dia em que reconhecemos com exatidão o papel daqueles que se foram, em nossas vidas. Melhor pensar assim, e lembraremos com saudade ou com amor todos os que sinceramente caminharam na Terra, buscando, no trabalho, a fonte de sua recuperação.

Que Deus abençoe todos aqueles que sinceramente estão pensando nos seus entes queridos!

Que Deus abençoe todos aqueles que do Além voltam para abraçar os que estão na Terra!

Que Deus abençoe todos nós, os espíritas, que estamos vivenciando uma vida diferente, nessa relação profícua entre os dois planos da vida!

Que Deus abençoe todos aqueles que estejam em paz! Que essa mesma paz nos abençoe, agora e sempre!



Autor: Hermann
Do livro: Palavras do Coração, vol. 1.

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