quinta-feira, 7 de maio de 2015

Expiação: Estímulo de Deus ao progresso

Expiação: Estímulo de Deus ao progresso
Expiação: Estímulo de Deus ao progresso
“O arrependimento concorre para a melhoria do espírito, mas ele tem que expiar seu passado.” (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, perg. 999.)

Que o amor único de Deus inspire todos as almas para o bem!

Errar, arrepender-se, expiar, temas da mais alta importância e que a Doutrina Espírita traz à luz, de forma clara e objetiva, para todos aqueles que erram e sofrem e que se arrependem.

Se o erro é consequência do estado de inferioridade, da ausência de pensamento equilibrado e organização mental sadia, o arrependimento é, entretanto, o fruto da meditação, do sentimento, e do desejo de acertar e não errar novamente.

Para aquele que se arrepender, Deus oferece a bênção da expiação.

O indivíduo que expia, que quita o seu erro através de mais trabalho, esse deu a sua contribuição
pessoal, primeiro, no sentido de aprender, de ter realmente um sentimento de repulsa, de sofrimento, pelo mal que fez; em seguida, por ele ter esse sentimento, Deus lhe oferece uma oportunidade maior, que é a possibilidade de expiar.

A expiação pode, portanto, ser encarada como um estímulo de Deus para nos fazer progredir de modo acelerado. Quando o homem expia, ele sofre mais e por sofrer mais, é comum sentir-se sozinho. A solidão, por sua vez, produz o medo, e o medo gera o sentimento de que a pessoa não terá forças para prosseguir no processo que foi iniciado por Deus.

Então, o ser humano com medo diz que não conseguirá ir adiante, e como criança, pois o somos todos nós ainda, o homem clama: “Meu Deus! Quando foi que pedi esse tipo de situação?”

Deus não se importa com essa atitude do homem, pois que a entende como própria do ser ainda infantilizado, e prossegue, sereno, levando a criatura humana a vivenciar a necessidade de se estimular. Deus, normalmente, traz para as pessoas, nessa hora, uma série de confortos, de consolações, em forma de apoio: é um amigo, é um livro, é o amor, é a paz, para que a criatura tenha condições de continuar no seu processo de aprimoramento.

No final de todas essas lutas, as pessoas responderão com alegria, sorriso nos olhos, cansaço, é verdade, mas com segurança e consciência de ter passado pela prova que é regenerativa. E a criatura dirá, após tudo isso: “Obrigado, meu Deus, obrigado por ter me permitido passar por essa prova, resgatando o meu passado, por essa expiação, talvez, permitindo que eu pudesse quitar o erro cometido anteriormente”.

O ser que assim o faz, demonstrando confiança em Deus, segurança diante dos próprios passos, acreditando em si mesmo, então proclamará para todos aqueles que estão ao seu lado: “Deus é muito bom, pois que me ajudou; trouxe-me o arrependimento, trouxe-me a expiação, trouxe-me a oportunidade de superar o mal em mim mesmo”.

E assim, lentamente, paulatinamente, a criatura vai vencendo seus problemas, superando suas dificuldades até atingir o estágio da paz. Quando chega a esse momento, quando chega à segurança da paz, obtida por ter perseverado no bem, o homem, então, descansa, dizendo a si mesmo: “Oh! alma, descansa; tem paz; vence a ti mesmo; caminha; não deixes jamais que qualquer atitude tire a tua dignidade”!

Aí está, meus irmãos, o que eu gostaria de dizer a vocês.

Os seres que expiam, que lutam, que não se intimidam diante da prova, estes adquirem uma forma de dignidade que lhes autoriza ter segurança diante da paz, como também diante daqueles que os conheceram agindo no mal, e que os veem, agora, no caminho do bem.

A dignidade é um prêmio; o primeiro deles é a própria elevação do homem, do espírito. A dignidade é o prêmio segundo que o espírito tem quando vence suas provas e expiações.

Que Deus e Jesus a todos nós ajudem, abençoem e conduzam, agora e sempre!



Autor: Antonio de Aquino
Do livro: Inspirações do Amor Único de Deus, vol 1.

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