terça-feira, 9 de junho de 2015

Espíritos frívolos

Espíritos frívolos
Espíritos frívolos
Os espíritos frívolos povoam o universo fora do corpo material, tanto quanto se encontram mergulhados na carne.

Desenvolvem as suas atividades sem qualquer grau de responsabilidade.

Enxameiam nas esferas da erraticidade dando prosseguimento ao programa ao qual se afeiçoam: ignorar as nobres leis da vida, permanecendo temporariamente imanados às reminiscências do organismo somático.

Comprazem-se nas futilidades, e correspondem aos ideais humanos de menor significação com os quais mantêm comércio mental.

Os espíritos frívolos são levianos, rápidos, inconstantes, instáveis e perturbadores.

Assumem compromissos vulgares e borboleteiam insensíveis, em torno de qualquer tarefa, para logo
mudarem com ignorância a respeito da verdade, conforme antes viviam.

Não assumem postura digna, porque a sua é uma vida destituída de significado.

Estabelecem balbúrdia e desordem, porque primam pelo prazer da busca dos apegos pessoais.

De palavras melífluas, agrada-lhes estabelecer regimes de separativismo elogiando a si mesmos e combatendo os outros.

Estimulam os indivíduos a eles semelhantes nos valores negativos, exaltando as expressões do ego e trabalhando contra a sua transformação moral.

Os espíritos frívolos dão espaço a estados graves no intercâmbio de natureza mediúnica, tendo em vista as mentes ociosas que lhes preferem a convivência constante.

Deles saem os grupos de mistificadores, de intrigantes, de perversos, fazendo parte da grande quantidade dos espíritos inferiores que ainda se encontram nas expressões primárias do processo da evolução.

Sem consciência da sua realidade, os espíritos frívolos são um grave perigo a todo nauta espiritual que se adentra pelo oceano da mediunidade nas atividades espíritas, quando, desequipado do conhecimento, da seriedade do dever, podendo ser-lhes vítima fácil.

Por isso, o Apóstolo João, com muita seriedade, advertiu:

“Meus amados, não creiais em todos os espíritos, mas antes vede se eles vêm de Deus”.



Autor: João Cléofas
Do livro: Suave Luz nas Sombras

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