quinta-feira, 25 de junho de 2015

Os espíritos inferiores

Os espíritos inferiores
Os espíritos inferiores
O espírito puro traz, em si, sua luz e sua felicidade, que o seguem por toda parte, e fazem parte integrante de seu ser. Assim também, o espírito culpado arrasta consigo sua noite, seu castigo, seu opróbio. Os sofrimentos das almas perversas, por não serem materiais, não são menos vivos. O inferno é apenas um lugar quimérico, um produto da imaginação, um espantalho talvez necessário para enganar povos infantis, mas que nada tem de real. Muito diferente é o ensino dos espíritos com relação aos tormentos da vida futura: não há hipótese em parte alguma.

Esses sofrimentos, com efeito, aqueles mesmos que os experimentam nos vêm descrevê-lo, como outros vêm nos retratar seu arrebatamento. Eles não são impostos por uma vontade arbitrária. Nenhuma sentença é
pronunciada. O espírito sofre as consequências naturais de seus atos, que recaindo sobre ele, glorificam-no ou acabrunham-no. O ser sofre na vida de além-túmulo, não somente pelo mal que fez, mas também pela
sua inação e pela sua fraqueza. Numa palavra, essa vida é obra sua; tal qual configurou com suas próprias mãos. O sofrimento é inerente ao estado de imperfeição; atenua-se com o progresso; desaparece quando o espírito vence a matéria.

O castigo do espírito mau prossegue, não somente na vida espiritual, mas também nas encarnações sucessivas que o arrastam aos mundos inferiores, onde a existência é precária, onde a dor reina soberana. Tais são os mundos que poderiam ser qualificados de inferno. A Terra, em certos pontos de vista, deve ser classificada entre eles. Em torno desses mundos, prisões de forçados que rolam na imensidão, flutuam as sombrias legiões dos espíritos imperfeitos, aguardando a hora da reencarnação.



Autor: Léon Denis
Do livro: Depois da Morte

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