segunda-feira, 29 de junho de 2015

Reconciliação

Reconciliação
Reconciliação
“(...) Jesus ensinou que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o do próprio ressentimento.” (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. X, item 8, CELD.)


Pela graça infinita de Deus, paz!

Balthazar, pela graça de Deus.

A reconciliação pede espírito de renúncia e também de determinação, da parte de quem deseja reconciliar-se. Às vezes, durante uma situação de convívio complexo, difícil, a duras penas, como se diz, resolvemos viver em paz com aquele que nos aterrorizou durante muito tempo.

Esse esforço, que somente pode ser pessoal, obriga-nos a viver equilibradamente ao lado de quem tanto nos prejudicou. Entretanto, à custa do conhecimento doutrinário é que agimos desse modo. Intimamente, ainda sentimos o orgulho ferido e, geralmente, não pretendemos senão ver a pessoa de tempos em tempos, sem sequer abraçá-la, dedicar-lhe amizade ou votos de pacificação.

Neste momento, vamos fazer uma distinção entre o saber que devemos ter paz e o nos esforçarmos para a
reconciliação com o próximo. Reconciliar pede que façamos um esforço; que talvez sejamos nós os primeiros a dar as mãos; talvez tenhamos que, antes que o outro o faça, dizer: “Como vai?” ou dar um “bom-dia” ou mesmo desejar, sinceramente, que haja felicidade e alegria na casa de tal suposto inimigo. Desejando fazer assim, agindo nesse sentido, o espírito começa a realmente demonstrar que está aprendendo as lições do Evangelho.

O “ide reconciliar-vos com os vossos inimigos, antes de depositar a vossa oferenda a Deus”, na expressão de Jesus, tem um significado muito importante para as nossas almas. Significa que, realmente, devemos buscar os nossos inimigos, isto é, nos esforçar para que o sentimento de amor e de paz se estabeleça. Mas quantos de nós fazemos isso e encontramos, do outro lado, a resposta negativa, o gesto de não reconciliação, a palavra até mesmo agressiva! Quantos lares onde um cônjuge tenta estabelecer a paz e o outro reluta em manter essa paz!

Quando isso acontece, estamos diante de alguém que sequer tem condições de conviver com o semelhante. Por quê? Porque tal qual nós mesmos, anteriormente, o orgulho cega essas pessoas. Quando não é o orgulho, é o sentimento do egoísmo, que é irmão do orgulho. É a prepotência, que também é parente do orgulho. O desejo de dominar, irmão gêmeo do orgulho. Nesses casos, recolhamo-nos e ofereçamos o nosso sentimento de simpatia. Façamos nossas preces e esperemos que o tempo resolva esses problemas.

Se não formos capazes, por nós mesmos, de restabelecer a paz, que as pessoas aprendam a viver conosco! Se não formos capazes de manter essa paz de espírito, porque o outro lado não deseja, repito, peçamos a Deus que nos ajude, nos abençoe a convivência e digamos assim: fiz minha parte.

Sigamos adiante, esperando que um dia, novamente, possamos tentar estabelecer os vínculos do equilíbrio diante das criaturas humanas.

Se tivermos fé, se não desistirmos de fazer o bem, certamente dia virá em que esse outro lado reconhecerá que age com orgulho e prepotência, e se voltará para o caminho da paz, caminho que já estaremos trilhando e seremos nós, então, que voltaremos para ajudar essas pessoas. Aliás, quantos lares estão hoje sendo sustentados pelo esforço de uma das partes! Quantas amizades se mantêm por esforço de uma parte somente!

Os que assim fazem, tenham a certeza, são os que desejam estabelecer o vínculo da paz, se esforçam e ajudam aos que vêm atrás.

Agora, lembremo-nos de todos aqueles que, teoricamente sabemos, são pessoas que não gostam de nós... Que, em nossas preces, façamos um sincero apelo mental a Deus, para que tais pessoas nos desculpem e aceitem caminhar conosco. Este gesto de humildade certamente ajudará no relacionamento de todas as criaturas.

Que Deus e Jesus nos abençoem!

Que nossas preces sejam sinceras e fiéis ao bem!

Balthazar, pela graça infinita de Deus.


Autor: Balthazar
Do livro: Pela Graça Infinita de Deus, vol. 3.

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