segunda-feira, 13 de julho de 2015

Evocação de Espíritos

Evocação de Espíritos
Evocação de Espíritos
“Quanto tempo depois da morte se pode evocar um espírito? Pode-se evocá-lo no instante mesmo da morte; mas, como nesse momento, ainda está em perturbação, não responde senão imperfeitamente.” (O Livro dos Médiuns – Segunda Parte – Cap. XXV.)

No capítulo das evocações, cremos que seja desnecessário lembrar aos nossos irmãos quanto à sua inconveniência.

O espírito recém-desencarnado passa por um período mais ou menos longo de perturbação, até que se readapte ao mundo espiritual. Muitas vezes, encontra-se ele sem a mínima condição de responder ao apelo que lhe está sendo feito. De outras, o espírito evocado não encontra um médium que lhes sirva de instrumento, posto que, repetimos, sintonia mediúnica não se improvisa.

Não raro, os espíritos que comparecem às reuniões mediúnicas, evocados indiretamente pela presença de seus familiares e amigos que esperam ouvi-los em mensagem, transmitem as suas impressões de
além-túmulo como podem, e não como desejariam. É por este motivo que nem sempre os comunicados mediúnicos correspondem à expectativa dos que anseiam por recebê-los.

Os espíritos anseiam por se comunicar com os que deixaram na Terra que, por sua vez, anseiam pelo contato com eles... Intermediando essas ansiedades, está o médium ansioso por desempenhar o seu papel, “pressionado” que se sente pelos dois lados da vida. Em consequência, surge uma mensagem, digamos, truncada, que acaba não satisfazendo aos anseios nem de uns nem de outros.

Se o médium compreendesse as suas limitações e se as pessoas entendessem as dificuldades do espírito comunicante que, afinal de contas, nem sempre conhece o processo do intercâmbio mediúnico, haveria uma maior tolerância de ambas as partes, permitindo que o espírito se manifestasse sem tantos constrangimentos (...)

Assim como os homens querem contatá-los, os espíritos desejam contatar os homens. Infelizmente, habitando Planos que se interpenetram, mas que não se tocam, devemos contentar-nos com o que obtemos. E o pouco que já obtemos na mediunidade representa muito, pois antes do Espiritismo estávamos como que completamente ilhados em nossos Planos de existência. Gritávamos e ninguém nos ouvia, falávamos e a nossa voz não encontrava eco, abraçávamos e a nossa presença era ignorada...

Pode-se dizer, sem exagero algum, que embora os quase cento e cinquenta anos da Codificação kardequiana, os médiuns que hoje atuam na mediunidade são os desbravadores do futuro, mártires da renúncia e do sacrifício, bandeirantes da Civilização do espírito que florescerá na Terra do Terceiro Milênio!



Autor: Odilon Fernandes
Do livro: Mediunidade e Caminho

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