domingo, 19 de julho de 2015

No Falar

No Falar
No Falar
Não é necessário que a sua voz se adoce, vestindo-se de veludo para que expresse a mensagem evangélica.

Traduza o ensinamento da verdade com espontânea manifestação do verbo, sem a inquietação de parecer iluminado pela expressão do Senhor.

Mansuetude de voz nem sempre traduz mansidão de espírito.


Gentileza na palavra não significa expressão de serenidade.

Sob a gramínea verde, ocultam-se vermes e insetos danosos à vida.

Cultiva a gentileza e a ternura no verbo, todavia não esqueça a correção da conduta e a lealdade da ação.

***

A pretexto de bondade, não espalhe o “sim” para se fazer agradável. Muitas vezes a negativa é a melhor expressão para o socorro, nos múltiplos setores das atividades humanas.

Concordar sempre é maneira de se expor ao ridículo e atestar irresponsabilidade.

Derramar o incenso bajulatório do assentimento, por vezes injustificado, é agradável mas raramente produtivo.

Não é necessário que a afirmação se faça com modulação suave nem a negativa se expresse com
aspereza para que você se faça entendido ao falar.

Um gesto de simpatia pode exteriorizar o pensamento com a fidelidade desejável, sem que a aparência da face contribua com simulação.

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Atenda o programa do amor traçado pelos códigos evangélicos. Policie também o seu afeto, para que ele não o conduza à posição de mendigo da amizade alheia.

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Auxilie de forma que o seu auxílio não se transforme em conivência com a leviandade nem o erro.

A negativa edificante é medicamento de renovação salutar.

A afirmação vulgarizada é veneno letal, destilado em dose mortífera.

Fale segundo os ditames da consciência esclarecida pelo Evangelho, e, se a incompreensão lhe macular o pensamento, avance no bem sem receio e deixe que o tempo fale por você a linguagem inconfundível da experiência real.



Autor: Marco Prisco
Do livro: Ementário Espírita.

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