quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A Crise Moral

A Crise Moral
A Crise Moral
Para elevar o nível moral, para fazer parar essas duas correntes da superstição e do ceticismo, que atingem igualmente à esterilidade, o que é necessário ao homem é uma concepção nova do mundo e da vida que, apoiando-se no estudo da Natureza e da consciência, na observação dos fatos, nos princípios da razão, fixe o objetivo da existência e regule nossa marcha adiante. O que é necessário é um ensino de onde se extraia um móvel de aperfeiçoamento, uma sanção moral e uma certeza para o futuro.

Ora, essa concepção e esse ensino já existem e se vulgarizam todos os dias. No meio das disputas e das divagações das escolas, uma voz se faz ouvir: a dos Mortos. Do outro lado da tumba, eles se
revelaram mais vivos do que nunca; diante das suas instruções, o véu que nos escondia a vida futura caiu. O ensinamento que eles nos dão vai reconciliar todos os sistemas inimigos e, das cinzas do passado, fazer jorrar uma nova chama. Na filosofia dos espíritos, reencontramos a doutrina secreta que envolve todas as idades. Essa doutrina, fá-la reviver, nela reúne os fragmentos esparsos, religa-os com um cimento poderoso, para ali reconstituir um monumento capaz de abrigar todos os povos, todas as civilizações. Para assegurar sua duração, ela o assenta sobre a rocha da experiência direta, do fato renovado constantemente. Graças a ela, a certeza da vida imortal torna-se precisa aos olhos de todos, com as existências inumeráveis e os progressos incessantes que ela nos reserva na sucessão dos tempos.

Uma tal doutrina pode transformar povos e sociedades, levando a claridade a toda a parte onde há noite, fazendo fundir ao seu calor tudo o que há de gelo e de egoísmo nas almas, revelando a todos os homens as leis que os unem nos laços de uma estreita solidariedade. Ela fará a conciliação com a paz e a harmonia.



Autor: Léon Denis
Do livro: Depois da Morte

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