domingo, 15 de novembro de 2015

Doutrina Consoladora

Doutrina Consoladora
Doutrina Consoladora
Assim, o Espiritismo proporciona o que Jesus disse sobre o consolador prometido: conhecimento dos fatos(...) retorno aos verdadeiros princípios da Lei de Deus, e consolação pela fé e pela esperança. (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI, item 4, último parágrafo.)

O homem é um ser progressista… Progredir é sua missão na Terra, é seu maior dever. (Léon Denis. O Progresso, cap. I.)

Conforta-nos saber que esta Instituição mantém o trabalho evocativo dos mortos. Eles estão presentes, sempre, nunca ausentes de todos os que lhes buscam a mensagem de apoio e paz.

Já Allan Kardec ensinava que a vida continua, na conceituação firme do fato e na clara evidência da comunicação.

Na Doutrina Espírita há dois conceitos elucidativos: o da sobrevivência da alma e o da comunicação dos espíritos.

Qual é a religião que traz esta mensagem segura e eivada de exemplos? Qual é a que traz a certeza da sobrevivência, a certeza de que a comunicação é possível?


Não queremos dizer que o Espiritismo seja a única religião verdadeira, mas é a única a afirmar e comprovar, por exemplos e circunstâncias, que aqueles que nos são caros jamais desaparecem. A Doutrina Espírita mostra-nos esses entes com as suas características principais, creditando-lhes a manutenção da personalidade. Traz-nos a noção exata de que eles continuam a ser o que foram enquanto encarnados. Acrescenta fato auspicioso: essas almas, vivas, com suas características, também se aprimoram. Nunca regridem.

Qual é a religião ou filosofia que nos traz esse conforto? Qual é a que nos faz entender a sobrevivência e a firmeza do mundo espiritual? A Doutrina Espírita mostra, à sociedade, através da mediunidade, que os espíritos criam suas cidades, locais para sua vivência. Também é da Doutrina Espírita esta conquista: a visão
de que os espíritos se reúnem em comunidades próprias, afins, escolares, hospitalares, etc., sempre objetivando atender aos que chegam e preparar o retorno dos que cumpriram a etapa espiritual.

É doutrina consoladora, de apoio, de paz, que mostra que ganhamos o mundo espiritual de acordo com nossa atividade no bem, nas sucessivas encarnações. Mostra o mundo espiritual firmemente plantado na lógica. Mostra os mortos, os que se foram, em comprovação das palavras de Jesus, quando nos dizia que iria preparar-nos lugar no plano espiritual. Quantos entes queridos que saem do plano carnal e criam espaço, nas cidades em que se abrigam, para os que ficaram e um dia para lá retornarão! São pais que dizem aos filhos, parentes que dizem a parentes que não se desesperem.

Religião consoladora, religião de paz, formosa religião, que convoca os vivos a permanecer vivos, sem antecipar a morte, que os afastaria dos entes queridos; a viver para crescer espiritualmente; a lutar, trabalhar, orar, silenciar, prosseguir!

Kardec sintetiza o movimento perpétuo das almas: nascer, viver, morrer, renascer ainda outra vez, esta é a lei. Apesar da crítica de alguns, estas palavras se aplicam perfeitamente à ideia do Codificador.

Certifiquemo-nos de que as nossas lágrimas não são de desespero e sim de paz. Creditar aos que se foram a vida é suprema conformação às leis de Deus; é suprema consolação.

Eis o que vos deixamos para a meditação desta tarde. 

O irmão,



Autor: Léon Denis
Do livro: Em Torno de Léon Denis

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