segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O Livro dos Médiuns

O Livro dos Médiuns
O Livro dos Médiuns
Um observador cuidadoso notará, sem dúvida, ao estudar a Codificação espírita, o perfeito plano da obra, demonstrando, na sua estrutura didática, a excelente realização de Allan Kardec e a completa identificação das mentes espirituais que a planificaram com aquele que a executou.

Considerando-se a grandiosidade do empreendimento, após as elucidações introdutórias indispensáveis, em O Livro dos Espíritos, o mestre lionês iniciou o trabalho estudando Deus na condição de “Causa Primária”, com uma extensão de raciocínios surpreendentes, que o levaram a apresentar questões de alta relevância em torno do Criador, da criação, dos elementos constitutivos do Universo.

Posteriormente, ao elaborar O Livro dos Médiuns, que é um desdobramento de parte daquela obra, o codificador examinou a questão de máxima importância, no capítulo primeiro, interrogando se “há espíritos”, como natural consequência da existência de Deus (...)


Documentou, o preclaro instrumento das entidades superiores, as diferenças entre médiuns e mediunidades, demonstrando a necessidade da vivência moral para colher-se resultados salutares, superiores, confirmando que, sendo os espíritos as “almas dos homens” apenas desvestidas da matéria, o rigor e a seriedade diante das comunicações mediúnicas devem presidir as investigações e os estudos a respeito de tão delicada quão importante questão.

Examinou os riscos da prática mediúnica, quando realizada sem os critérios e cuidados que se impõem, sem
o requisito do conhecimento teórico antes do exercício e das pesquisas, bem como advertiu quanto aos problemas do animismo e das interferências perniciosas das entidades viciosas, perturbadoras ou simplesmente vulgares (...)

Caracterizou os fenômenos autênticos e os falsos, os procedentes dos espíritos nobres e os produzidos por entidades irresponsáveis, outrossim, apresentando várias comunicações para servirem de estudo, ele próprio dissecando-as com a lógica de bronze de que se fazia possuidor e o bisturi de aço do investigador imparcial e honesto que sempre se manteve (...)

Toda a obra é um tratado sério, realizado por um estudioso consciente, que arrancou do obscurantismo e da
degradação, do misticismo e dos privilégios a mediunidade — que é uma faculdade neutra em si mesma — e as manifestações espíritas, estabelecendo regras, mediante as quais se podem colimar resultados práticos e úteis para um comportamento equilibrado e a coleta de resultados opimos, no exercício dessas funções de ordem paranormal e suas manifestações extrafísicas.

Obra profunda, fi cará como marco insuperável da investigação mediúnica, que nenhum pesquisador sincero
da fenomenologia paranormal poderá deixar de conhecer.



Autor: Vianna de Carvalho
Do livro: Médiuns e Mediunidades

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