sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Estados Vibratórios da Alma. A Memória

Estados Vibratórios da Alma. A Memória
Estados Vibratórios da Alma. A Memória
A vida é uma vibração imensa que preenche o Universo e cuja fonte está em Deus. Cada alma, centelha emanada do foco divino, torna-se, por sua vez, um foco de vibrações que variarão, se ampliarão e intensificarão, de acordo com o grau de elevação do ser. Este fato pode ser verificado experimentalmente.

Toda alma tem, portanto, sua vibração particular e específica. Seu movimento próprio, seu ritmo, é a representação exata de sua potência dinâmica, de seu valor intelectual, de sua elevação moral.

Toda a beleza, toda a grandeza do Universo vivo resumem-se nesta lei das vibrações harmônicas. As almas que vibram em uníssono se reconhecem e se chamam, através do Espaço; daí, as atrações, as simpatias, a amizade, o amor! Os artistas, os sensitivos, os seres delicadamente harmonizados conhecem esta lei e se ressentem de seus efeitos. A alma superior é uma vibração em potencial de todas as suas harmonias.


A entidade psíquica inunda com suas vibrações todo o seu organismo fluídico, este perispírito que é sua forma e sua imagem, a reprodução exata de sua harmonia pessoal e de sua luz. Mas, ocorrendo a encarnação, estas vibrações vão reduzir-se, amortecer-se, sob os véus da carne. O foco interior não poderá projetar, para fora, mais do que uma radiação enfraquecida, intermitente. Entretanto, no sono, no sonambulismo, no êxtase, desde que um caminho se abra à alma, através do invólucro material que a oprime e subjuga, a corrente vibratória se restabelece e o foco retoma toda a sua atividade. O espírito se reencontra em seus estados anteriores de potência e de liberdade. Tudo o que nele dormia desperta; suas vidas numerosas se reconstituem, não só com os tesouros de seu pensamento, lembranças e aquisições, mas também com todas as sensações, alegrias e dores, registradas em seu organismo fluídico. Eis por que, no transe, a alma, vibrando com as lembranças do passado, afirma suas existências anteriores e reata a cadeia misteriosa de suas transmigrações.


Autor: Léon Denis
Do livro: O Problema do Ser e do Destino.

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