quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O Trabalhador da Casa Espírita

O Trabalhador da Casa Espírita
O Trabalhador da Casa Espírita
Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

Que Jesus, nosso Mestre, esteja no coração de cada um, distribuindo suas bênçãos de carinho e paz!

Reunidos nesta Casa, que também é do Cristo, tanto quanto é de todos aqueles que aqui trabalham em seu nome, que renovados possam estar os nossos sentimentos e pensamentos, de modo a valorizarmos as construções de elevação espiritual, porque estas necessitam sempre de renovação. (...)

Assim, irmãos, nossa Casa cresce e se implanta, solidificando suas bases e renovando suas concepções de auxílio ao semelhante.

Se ontem dávamos com tranquilidade o prato de comida, hoje sentimos a necessidade de ajudar na instalação da paz e na orientação aos corações carentes. Se ontem, pura e simplesmente, estendíamos as mãos, hoje adicionamos, por ser necessário, o verbo que eleva e constrói.


O homem trabalhador desta Casa precisa sentir que suas ideias, embora basicamente sejam as mesmas, devem sofrer modificações ao serem expostas, visando às necessidades e vivências, nos dias de hoje, daqueles que nos escutam. Igualmente, irmãos, não se esqueçam de que o trabalho impõe e pressupõe dedicação não só naquilo que se fala, mas, principalmente, naquilo que se sente e que se faz. O verbo deve ser, portanto, precedido da ação, como essa deve ser precedida do pensamento em torno da ação.

Meus irmãos, dia a dia, hora a hora, o trabalho se estende e nós precisamos contar com as criaturas que não se limitam a falar, mas que se desgastam, suando e pensando criteriosamente no que precisa ser feito. 

Que cada um pense, decisivamente, em qual tem sido a sua cota de contribuição para a fixação do Reino de Deus nos corações que convivem conosco.

O Cristo não pede gestos retumbantes, tampouco pede criaturas extenuadas à sua volta, criaturas que tenham comportamentos desequilibrados ou, ainda, que sejam jactanciosas. Ele pede, apenas, o colaborador de boa vontade; o homem que, sem ser conhecedor de todas as verdades, se doe sem cobrar de ninguém comportamento idêntico; aquele que se designe para servir em todos os momentos e não somente quando convidado. O Cristo espera do trabalhador desta Casa o espírito de solidariedade e não o espírito de quem age por obrigação. (...)

O caráter dramático; o brusco; o agressivo; o exigente; o dominador; o caráter que traga a discórdia, o do discordante, portanto, esse não deve ter vez aqui.

Aqui, precisamos de cristãos, dos que servem, dos que não exigem, dos que não cobram comportamento de ninguém. Aí, então, o resultado das pregações que lhes temos feito virá.

Convidamos a todos a perseverarem na construção das obras de fé.

Que Jesus os ampare, proteja, sustente e anime!

Vosso irmão, que roga a Deus sua bênção em forma de paz!


Autor: Antonio de Aquino
Do livro: Inspirações do Amor Único de Deus, vol. 2.

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