terça-feira, 1 de março de 2016

Em Honra do Bem

Em Honra do Bem
Em Honra do Bem
Encontrarás, surpreso, aqueles que te oferecem glórias a troco de favores, alegrias em permuta de obséquios, moedas por subserviência, gozos em nome da dissolução dos costumes, mas que te não podem dar paz nem felicidade interior.

As doações superficiais são passageiras.

Débeis são as flores que ornamentam.

As ilusões se desfazem em feridas de desencanto e chagas de continuada amargura.

O licor que agrada embriaga, e ajuda o organismo a decair, aproximando o corpo do sepulcro.

Entretanto, sem os lauréis dos dominadores do mundo, o Senhor te permite a sementeira de luz, distribuindo, por tuas mãos, as nobres concessões da perene alegria.

Mesmo que não encontres almas dispostas a mudar a direção dos passos, para seguirem contigo, poderás imprimir beleza e cor nos horizontes deles com as premissas da Boa Nova que te clareia.


Quando os encontres rebelados com a existência, recorda-lhes o desvelo dos pais, nas longas noites de enfermidade, à cabeceira dos seus leitos de crianças...

O fogo para extinguir-se não pede combustível, assim como a ferida para sarar não aguarda o estilete que lhe revolva os tecidos em cicatrização.

Em toda parte descobrirás a Natureza entoando hinos de louvor à esperança e homenageando o bem.

Serve a nuvem, criando fontes em solos agrestes.

Servem as árvores, distribuindo sombra, agasalho, lenho e frutos.

Serve o sol, infatigavelmente, à vida organizada no orbe, em nome do Divino Sol.

Não te consideres à margem dos acontecimentos nem ambiciones os fogos-fátuos da ilusão.

Enquanto distendes as mãos para ajudar, eleva o pensamento às Regiões Superiores da Vida, procurando auxílio.

E não permitas que a iniquidade dos outros te roube o que te não pode dar: o sol da crença e o calor da esperança.

A menina da viúva de Naim, enfaixada em panos mortuários, estava vencida pela morte. No entanto, ao suave chamado do Mestre Jesus, retornou à atividade para preparar-se, em definitivo, para a romagem do Além túmulo, que adviria, mais tarde, com o desgaste orgânico...



Autora: Joanna de Ângelis
Do livro: Messe de Amor

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